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Blog do Desemprego Zero

Ruína do jogador

Escrito por Imprensa, postado em 10 dEurope/London junho dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Por J. Bradford DeLong

Fonte: Valor Econômico

Desde Adam Smith (1776) até cerca de 1950, o capital era considerado por economistas como absolutamente essencial para o crescimento econômico. Também eram necessárias algumas boas instituições básicas. “Segurança da propriedade e administração tolerável da justiça”, nas palavras de Smith. 

Caso essas instituições fundamentais fossem corretas, então os proprietários, comerciantes e fabricantes investiriam e prosperariam. Ao investir e prosperar, aumentariam o estoque de capital: “Em todos os países onde há uma segurança (da propriedade) tolerável, cada homem com entendimento comum se esforçará para empregar qualquer estoque (de capital) que puder controlar, para buscar seja a satisfação presente ou o lucro futuro (…) Um homem teria de ser um perfeito louco para, onde haja segurança tolerável, não empregar todo o estoque que controla, seja próprio ou emprestado de outras pessoas (…)”. 

Um estoque de capital maior significa mercados mais densos, uma divisão de trabalho mais adequada e uma economia mais produtiva. Uma sociedade altamente produtiva, baseada em uma divisão de trabalho refinada é a forma de assegurar “a riqueza das nações”. 

Inverta o processo e você terá a pobreza das nações, que Smith acreditava ver na Ásia de sua época. Para Smith e seus sucessores nos primeiros 175 anos, qualquer episódio de crescimento econômico sustentado precisava predominantemente de capital de investimento. Nós, economistas, éramos de modo geral seguidores do capital e nossa fórmula mágica para o desenvolvimento econômico era economizar, investir, poupar e acumular riqueza. A última e mais completa expressão dessa linha de pensamento chegou no fim dos anos 50, com o livro “As Etapas do Crescimento Econômico”, de W. W. Rostow. 

Então, Robert Solow e Moses Abramovitz desafiaram esse quase consenso. Calcularam que entre 75% e 80% do crescimento econômico não vinha do aumento da taxa capital/produção – não, pelo menos, se o produto marginal privado do capital fosse tomado como indicador do produto marginal social. Em vez disso, as chaves para o crescimento e desenvolvimento pareciam estar além do aumento na intensidade de capital, como mensurado pelas taxas de capital/produção: habilidade; educação; tecnologia, em sua definição mais geral; e aperfeiçoamento da administração organizacional. 

No entanto, o capital continuava sendo visto como necessário, ainda que não suficiente. Na estrutura desenvolvida pelo economista desenvolvimentista Dani Rodrik, a escassez de capital pode ser um “limitador de crescimento” efetivo: o empecilho que quando solucionado “pode trazer o maior retorno possível para a reforma (política)”. E, mesmo quando há outros fatores que limitam de forma ainda mais efetiva o crescimento, estes não podem ser alterados sem mudar a configuração e forma do estoque de capital da economia. De fato, investimentos altos servem como sinal de que outros limitadores efetivos do crescimento estão ausentes, o que implica em prosperidade e que a situação vai bem. 

O problema é que, para as economias pobres, levantar o capital necessário para afrouxar os limitadores efetivos do crescimento é algo complicado. Foi por isso que o mundo adotou a aposta neoliberal nos anos 90: a mobilidade do capital internacional viria em socorro dessas economias, se houvesse o relaxamento dos limitadores de capital mais ativos e a redução do alcance da corrupção e da opção pelo rentismo, que freqüentemente era um limitador efetivo de um crescimento maior. 

A esperança era que os fluxos de capital líquido saindo do centro industrial financiariam muito da industrialização do fim do século XX e do XXI, assim como aconteceu na era de investimentos internacionais britânicos pré-1913, que financiou uma imensa industrialização na periferia moderada da economia mundial, rica em recursos naturais. 

Mas todos sabemos o resultado: embora os fluxos de capital internacional tenham decolado, o grande fluxo de capital líquido dos países ricos para os pobres nunca se materializou. Na verdade, o principal resultado foi um enorme fluxo de capital da periferia para o centro da riqueza. Durante a maior parte da geração passada e entrando na futura, a mensagem do mercado é que os benefícios da mobilidade internacional de capital não incluem o abrandamento dos limitadores de capital, nem, portanto, a aceleração do crescimento da periferia global. 

O motivo não foi o fato de a periferia oferecer uma força de trabalho atraente para o capital, mas de o centro – especialmente os Estados Unidos – oferecer uma forma de proteção para o capital contra distúrbios políticos imprevistos. 

Mas, mesmo com o fluxo internacional de capital líquido indo na direção errada, há ainda fluxo substancial de capital bruto saindo do centro da economia mundial para a periferia. E podemos esperar que esses fluxos de capital tragam consigo as instituições e conhecimento administrativo que tornaram o centro tão abastado. 

Mesmo assim, um observador imparcial poderia destacar que, para alguns, com recursos e oportunidades limitados de reforma de políticas, continuar apostando o “dobro ou nada” no neoliberalismo é uma estratégia que tem um nome bastante merecido: “ruína do jogador”. 

J. Bradford DeLong é livre-docente de Economia na Universidade da Califórnia em Berkeley e foi assistente do secretário do Tesouro dos EUA. © Project Syndicate/Europe´s World, 2008. www.project-syndicate.org 



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