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Blog do Desemprego Zero

Questionamentos do Banco Central dentro da lógica de metas de inflação

Escrito por Elizabeth Cardoso, postado em 5 dEurope/London junho dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Por Bruno Galvão dos Santos*

1) Intervalo

O mundo hoje está no maior choque de preços de alimentos e de combustíveis em quase 30 anos. Contudo, o BC está dando um choque de juros pela simples expectativa de que a inflação será um pouco maior do que o centro da meta e bem menor do que o intervalo superior da meta, o que é uma demonstração que ele não utiliza os intervalos da meta. Para que serve o intervalo da meta, se nem numa crise de tão magnitude, o utiliza?

2) Diferenças

A gestão Meirelles tem agido de modo muito distinto dos outros países que utilizam metas de inflação e da gestão Armínio. Ela tem sido muito mais conservadora.

Situação A

Em 2004, sem um motivo aparente que justificasse deu um forte choque de juros sob a justificativa de que a inflação ficaria acima do centro da meta de inflação e que o Brasil não tem capacidade de crescer acima de 5% a.a., sendo que a média de crescimento dos emergentes, desde 2003, têm variado entre 6,5% a.a. e 8% a.a. O BC poderia ter sido, pelo menos, mais cauteloso. Durante a meta de gestão Armínio, quando da adoção da meta de inflação até a eleição do Lula, ele nunca tinha elevado os juros para 19,75% a.a., como fez o Meirelles. Apesar a inflação do Armínio se manter bem acima da meta. A qualquer um que olhe os dados, percebe que foi um erro (não se sabe se intencional) um choque tão forte de juros quanto o de 2004-5. O Brasil paga até hoje por esse erro, que promoveu: a) deterioração das contas externas (apesar de não aparecer, o crescimento da quantidade exportada se reduziu muito depois de 2005 e a quantidade importada aumentou muito); b) a mediocridade do crescimento em 2005 e em 2006; c) prejuízos fiscais de mais de R$ 100 bilhões, que poderiam ser utilizados em atividades mais úteis.

Alias, inflação acima do centro da meta não tem nada de tão problemático, como o Meirelles diz ser. O México, país que ninguém questiona a ortodoxia, não sofreu nenhum choque de juros por conta disso.

Gráfico inflação e meta no México

Fonte: Banxico

Situação B

Agora, a despeito do Brasil ter atualmente o segundo menor desvio da meta de inflação entre 20 países emergentes, o Brasil vem apresentando o maior choque de juros.

Fonte: Fitch

Situação C

A assimetria entre a excessiva cautela na queda dos juros e a excessiva “ousadia” não é seguida por outros BCs. Alias, podem dividir a atuação do BCs que adotam a meta de inflação em dois tipos: a) deixam que a taxa de juros real caia, quando a primeira sobe muito; b) sobem a taxa de juros real quando a inflação supera a meta, mas em compensação a reduzem, quando a inflação volta para dentro da meta.

No primeiro caso, temos os exemplos da Indonésia, do Brasil durante a gestão Armínio e atualmente o caso da maior parte dos países que adotam meta de inflação. A Turquia no ano passado iniciou um processo de redução da taxa de juros nominal, a despeito da inflação estar há cerca de 24 meses mais do que o dobro da meta.

No segundo caso, temos a África do Sul, que, por exemplo, chegou a ter uma taxa de juros real de 6% a.a., depois que a inflação ultrapassou os 12% a.a., ou seja, o dobro do intervalo superior da meta. Mesmo assim, a taxa de juros nominal foi no máximo de 14% a.a.

3) De acordo com seus defensores, o objetivo do sistema de metas de inflação é diminuir o custo da redução da inflação. Não é incoerente com esse objetivo, o BC ficar gritando por aí, a inflação está estourando, há um risco de retorno da inflação, sendo que estamos sendo a inflação no Brasil está controlada e um dos poucos países que têm cumprido a meta? Por exemplo, na Zona Euro, a inflação está quase o dobro do permitido. Lá o BC não cogita a elevação dos juros e sim a queda. Será que essa gritaria toda por parte da diretoria do BC, apesar do custo para o país, ao elevar a expectativa de inflação, não é apenas para justificar o choque de juros? Porque o BC não faz como outros BCs que adotam metas de inflação, como o Peru, e não divulga na primeira página que se não fosse pela alta de alimentos, a inflação estaria abaixo do centro da meta?

Gráfico – Índice de preços de alimentos no mercado internacional (jan/90 = 100)

Fonte: FMI

Tabela – Variação dos preços das maiores culturas anuais

Fonte: FMI

* Bruno Galvão dos Santos: Economista pela UFMG, mestre em economia pelo Instituto de economia da UFRJ. Doutorando pela mesma instituição.

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Uma Resposta para “Questionamentos do Banco Central dentro da lógica de metas de inflação”

  1. Rodrigo L. Medeiros falou:

    Muito bom o artigo. Creio que se as barbeiragens com o swap reverso ganharem espaço na imprensa, o que duvido muito, o BACEN ficará no córner do ringue. De 2007 até o presente são mais de R$10 bilhões de prejuízos ao Tesouro (http://www.projetobr.com.br/web/blog/6). Segundo Luis Nassif:

    “(…) com raras exceções o BC tem entrado para perder dinheiro público. Em 2002 foi com Armínio Fraga e seu “swap” simples – com o BC “comprando” posições em câmbio. Por ela, o BC perderia em caso de desvalorização do real e ganharia com o aumento dos juros. Quando o câmbio começou a cair, o mercado passou a perder. Aí o novo Banco Central, sob Lula, criou o “swap reverso”, pelo qual o Mercado ganha quando o dólar cai e os juros sobem.”

    Também é no mínimo questionável o que se passa em torno do Boletim Focus, o relatório de mercado do BACEN. Quem, afinal, está gerando as expectativas na economia brasileira e quem são os seus reais beneficiários? Dificilmente se pode afirmar que são os 49% precarizados (desemprego mais informalidade) da população economicamente ativa brasileira.

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