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Blog do Desemprego Zero

Preços altos e inflação

Escrito por lucianasergeiro, postado em 18 dEurope/London junho dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Com uma baixa taxa de inflação que possua pequena volatilidade, o mercado terá um funcionamento eficiente. Quando se tem um sistema de metas inflacionários manobrados com inteligência torna-se um mecanismo razoável, segundo Delfim Neto. A Política Monetária é um instrumento muito importante para a economia, ela age sobre o consumo diretamente, sobre as expectativas de investimento, sobre o preço dos ativos entre outros canais, ela é fundamental para a determinação da taxa de câmbio. Porém o controle da inflação através da Política Monetária é oneroso para a economia, devido as elevações das taxas de juros, é devido a isso que se exige o máximo de cuidado do Banco Central.

Por: Luciana Sergeiro

Publicado em: Valor Online

Por: Delfim Neto

A inflação não é uma coisa (preços altos). Ela é um processo (preços crescendo). O nível absoluto dos preços é irrelevante. Para que haja um processo inflacionário é preciso que exista uma causa permanente que estimule o crescimento dos preços. Ela não pode ser apenas uma simples correção de preços que iguale a demanda global à oferta global. É preciso que a demanda cresça permanentemente acima do crescimento da oferta e o equilíbrio entre elas se faça por contínuos ajustes de preços. É a comparação entre esses níveis de preço que determina a taxa de inflação.

Neste quadro de generalidade não existe divergência entre as várias tribos que constituem a nação dos economistas. Quando se desce à discriminação do que são, como se formam e evoluem dinamicamente a oferta e a procura globais há uma clara distinção: umas consideram-nas independentes (que é condição importante para determinar o preço de equilíbrio); outras crêem que há um co-movimento entre elas. É essa inter-relação entre oferta e procura globais que torna o conceito de “produto potencial” altamente questionável. Trata-se de um cálculo puramente mecânico. Ele combina uma misteriosa produtividade total dos fatores (PTF – um buraco negro dentro do qual desaparecem todos os resquícios de vida inteligente na estrutura produtiva) com uma média ponderada dos níveis de utilização dos fatores de produção: trabalho e capital medidos com maior ou menor sofisticação.

Um pequeno fato empiricamente bem estabelecido mostra que em cada unidade produtiva a PTF (essencial na determinação da oferta) depende dos estímulos que incentivam o principal fator de produção não explícito (não figura na função) que é o “espírito animal” do empresário. Quando crescem as perspectivas de lucros (isto é de crescimento) melhora a qualidade da governança e através da transmissão de parte daqueles estímulos para os trabalhadores aumenta a eficiência: com os mesmos fatores de produção aplicados com intensidades diferentes (derivados dos diferentes estímulos) aumenta a quantidade produzida. Em condições normais de pressão e temperatura toda estrutura produtiva tende a acomodar-se em níveis mais ou menos confortáveis de estresse. Quando (com estímulos adequados) ela é solicitada, acomoda-se em patamar mais alto. É uma conseqüência do efeito “X-Efficiency” de H. Leibenstein (1976) que relativizou o conceito de eficiência técnica derivada da hipótese do lucro máximo ou custo mínimo que seriam incessantemente (e sem remorso) procurados por um calculista “racional”, “frio” e “impiedoso” (empresário) e produzidos por “autômatos” (trabalhadores alienados).

Ora, o que é válido para cada unidade produtiva provavelmente será ainda mais para a soma de todas elas. Na dramática agregação da macroeconomia joga-se fora “o bebê com a água do banho”. É isso que permite pensar-se nesse estranho ser platônico, o “produto potencial”, gestado no universo da “oferta” independente da “demanda”. É claro que podemos conceber um “produto físico” máximo: o PIB que poderia ser obtido com a máxima eficiência técnica usando da forma mais econômica (pelos sinais dados pelos preços relativos) a capacidade total dos fatores à disposição da sociedade. O problema é que ele jamais poderá ser conhecido a priori e, se o fosse, nada teria a ver com o conceito de PIB “potencial”.

Outro ponto essencial, que constitui objeto de separação entre as tribos da nação dos economistas, é o papel do Estado-Indutor sobre o “espírito animal” do empresário (e, logo, sobre a PTF). O Estado é anterior ao mercado. Na verdade é ele que através da garantia da propriedade privada cria as condições para a sua existência. É verdade que não há na história econômica mundial nenhum caso bem sucedido de desenvolvimento “produzido” pelo Estado-Produtor e, também, que não há nenhum caso que ele não tenha sido estimulado em algum momento pelo Estado-Indutor. Isso mostra a lamentável pobreza da disputa entre a tribo dos “estadolatras” e a dos estadofóbicos”.

Dito isso é preciso reconhecer que uma baixa taxa de inflação com pequena volatilidade é, certamente, um bem público essencial para a estabilidade e coesão sociais e para o funcionamento eficiente dos mercados. O sistema de metas inflacionárias manobrado com inteligência e cuidado por um banco central autônomo e com credibilidade parece ser um mecanismo razoável para produzi-la. É grave equívoco pensar que a política monetária é impotente. Ela age por múltiplos e às vezes insuspeitados canais: sobre o consumo diretamente, sobre as expectativas de investimento, sobre o custo marginal da produção, sobre o custo da dívida pública e sobre o preço dos ativos (e, por via indireta, de novo, sobre o consumo, pelo efeito-riqueza). Quando o câmbio é flutuante e o movimento de capitais é livre, ela é fundamental para a determinação do que talvez seja o preço relativo mais importante da economia: a taxa de câmbio. Esta, entretanto, costuma cobrar caro seu uso oportunístico no controle da inflação, como agora estamos fazendo mais uma vez. É por isso que se exige o máximo de cuidado do Banco Central. Sua ação não pode ser caprichosa e dogmaticamente “pendurada” em parâmetro tão impreciso como o “produto potencial”. Aliás, foi isso que reconheceu humilde e recentemente o BIS, o banco central dos bancos centrais…

Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento. Escreve às terças-feiras

 

 



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