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Popularizar a inovação para gerar mais riqueza
Posted By lucianasergeiro On 19 junho, 2008 @ 5:17 pm In Desenvolvimento,O que deu na Imprensa,política industrial | No Comments
As inovações são surpreendentes e diferentes de tudo o que existia antes. Todas as inovações geram
riqueza, renda e empregos onde são implementadas. Por essa razão os países mais inovadores são os que conseguem proporcionar mais bem-estar às suas populações. As inovações fazem bem aos países, às empresas e às pessoas.
Para incentivarem as inovações, países como EUA, Reino Unido e Coréia criaram estratégias de mobilização de toda a sociedade, articulam diferentes atores institucionais para elevar a capacidade inovativa do país e das empresas visando atingir níveis mais elevados de competitividade. Essas estratégias envolvem as escolas em todos os níveis de ensino. Estes movimentos são liderados pela iniciativa privada em parceria com o poder público.
Ambientes propícios à inovação requerem a valorização da criatividade e da diversidade, o trabalho em grupo, o espírito empreendedor, a aceitação do “erro” e a aptidão para a mudança. Um movimento nacional pela inovação deve procurar impregnar estes valores na mentalidade coletiva da população.
Por: Luciana Sergeiro [1]
Publicado em: Gazeta Online [2]
Por: Rodrigo da Rocha Loures
São essenciais trabalho em grupo, espírito empreendedor e de mudança
O que há em comum entre as sandálias havaianas e a bossa nova? Estas duas criações genuinamente nacionais foram geradas por pessoas inovadoras e impregnadas da cultura brasileira. Conquistaram o País e o mundo e levaram consigo o jeito brasileiro de ser e de viver.
As verdadeiras inovações são assim: surpreendentes e diferentes de tudo que existia antes. São fáceis de serem identificadas e admiradas por todos. Nos produtos, nos serviços, na forma de produzir, na criação cultural, na tecnologia. Inovação não é privilégio de alguns setores ou empresas, mas uma postura que cabe em qualquer setor. Em qualquer lugar na sociedade.
Todas as inovações têm algo em comum: geram riqueza, renda e empregos onde são implementadas. Por essa razão os países mais inovadores são os que conseguem proporcionar mais bem-estar às suas populações. As inovações fazem bem aos países, às empresas e às pessoas.
Para estimularem ainda mais a geração de riqueza, os EUA e o Reino Unido montaram o que chamam de iniciativas nacionais para a inovação. A Coréia também criou uma estratégia com a mesma finalidade: mobilizar toda a sociedade para inovar. Estes movimentos têm por objetivo articular os diferentes atores institucionais para elevar a capacidade inovativa do país e das empresas visando atingir níveis mais elevados de competitividade.
As ações envolvem as escolas em todos os níveis de ensino. Procuram acelerar a geração, difusão e absorção de inovações no setor produtivo. Estes movimentos são liderados pela iniciativa privada em parceria com o poder público e instituições de ensino e pesquisa. Há uma articulação entre as três esferas para definir ações estratégicas que promovam a inovação em todos os ambientes sociais.
A mídia, em suas diversas modalidades – TV, jornais, revistas, rádio, etc. –, é utilizada em programas e campanhas educativas. A divulgação [3] de casos de sucesso de inovações e depoimentos de empreendedores é utilizada para estimular a criatividade.
A internet é usada para trabalhos e jogos interativos em grupos ou redes, especialmente entre jovens, para criar soluções inovadoras, particularmente na área de tecnologia da informação. A Coréia tem usado largamente esta modalidade. Complementarmente, a identificação de obstáculos à inovação na esfera jurídica, nos costumes, na formação das pessoas, etc. é buscada por todos, bem como as formas para superá-los.
Ambientes propícios à inovação requerem a valorização da criatividade e da diversidade, o trabalho em grupo, o espírito empreendedor, a aceitação do “erro” e a aptidão para a mudança. Um movimento nacional pela inovação deve procurar impregnar estes valores na mentalidade coletiva da população.
Em 2006, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI) propôs um movimento nacional para mobilizar e sensibilizar as empresas, visando à maior engajamento no processo de mudança de patamar tecnológico, que ficou conhecido como Iniciativa Nacional para a Inovação (INI).
A INI não foi de fato assumida pelo governo e ressente-se de falta de estrutura e sentido. Seria oportuno refletir sobre a experiência dos demais países e relançá-la com objetivos mais claros e melhor governança, inclusive com a efetiva participação da iniciativa privada.
Há razoável consenso na liderança privada sobre o tema inovação, mas esse consenso é genérico e superficial. É necessário detalhar o que podemos fazer, inclusive metas, e transformar a INI num movimento similar ao movimento pela qualidade. E também ser incluído na nova Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP).
No Brasil devemos com urgência acelerar a geração de inovações nos nossos negócios, na educação, na saúde, na gestão das organizações públicas [3] e privadas, na política, no Judiciário. Realizar um completo mapeamento das inovações brasileiras – nos moldes do que foi recentemente divulgado pela empresa Monitor Group -, identificar casos de sucesso e capacitar em massa os empreendedores em gestão da inovação.
A maior riqueza nacional são a criatividade, o talento e a pró-atividade dos brasileiros. Riqueza esta que é mantida ociosa na sociedade, nas escolas e dentro das empresas, devido a velhos métodos de ensino, de gestão e de governança social, hoje totalmente inadequados para mobilizar as capacidades inovativas das pessoas na sociedade do conhecimento.
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