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Blog do Desemprego Zero

Pochmann defende a nacionalização do país

Escrito por Katia Alves, postado em 23 dEurope/London junho dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Por Katia Alves

O presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, está descontente com o rumo ortodoxo da política econômica mantido desde o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso.

Pochmann critica a “excessiva” participação do capital estrangeiro no Produto Interno Bruto (PIB) do país e defende o fortalecimento das companhias nacionais. Pois o aumento da participação estrangeira na economia brasileira com a privatização ocorrida a partir dos anos 1990, o país repassou à iniciativa privada 15% do PIB, com redução da força de empresas nacionais e aumento do poder das estrangeiras.

Segundo ele, alguns setores deveriam ter uma forte presença estatal, como o de fármacos, a química fina e a biotecnologia. A participação governamental poderia vir de associações com empresas nacionais ou da mera criação de novas estatais.

Ricardo Allan e Raul Pilati

Publicado originalmente no Correio Braziliense

Presidente do Ipea critica a “excessiva” participação do capital estrangeiro no PIB e propõe o fortalecimento das empresas locais

Desde que tomou posse, em agosto do ano passado, o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcio Pochmann, tem feito barulho. Descontente com o rumo ortodoxo da política econômica mantido desde o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, Pochmann se comporta como um livre-atirador dentro do governo. Não poupa críticas à falta de planejamento estratégico do Estado brasileiro nem à condução de assuntos conjunturais, como o uso da velha prática de subir os juros para combater a inflação.

Em entrevista ao Correio, Pochmann falou descontraidamente dos assuntos que mais o preocupam hoje. Sua mais nova obsessão é com a inserção das empresas genuinamente brasileiras na economia internacional. Num discurso que pode soar estranho em tempos de globalização, ele critica a “excessiva” participação do capital estrangeiro no Produto Interno Bruto (PIB) do país e defende o fortalecimento das companhias nacionais. Se necessário, em associação com empresas estatais já existentes ou a ser criadas para que possam competir de igual para igual com as transnacionais.

“Das 500 maiores empresas mundiais, temos apenas cinco: a Petrobras, a Vale e três bancos. O agronegócio no mundo é dominado por apenas nove empresas. Se não passarmos por uma concentração na mão de algumas empresas fortes, capazes de disputar mercado lá fora, seremos esmagados”, diz. Segundo ele, a necessidade de união de esforços entre Estado e iniciativa privada e de criação de grandes corporações nasceu com a mudança do eixo dinâmico da economia mundial dos Estados Unidos para a China. “A China é hoje o que os EUA foram no início do século 20.”

Pochmann critica abertamente o aumento da participação estrangeira na economia brasileira com a privatização ocorrida a partir dos anos 1990. Em seus cálculos, o país repassou à iniciativa privada 15% do PIB, com redução da força de empresas nacionais e aumento do poder das estrangeiras. Isso é necessariamente ruim? Para ele, sim. “Decisões importantes para a economia nacional estão sendo tomadas por empresas estrangeiras, que não têm compromisso com o nosso desenvolvimento. O nível dos serviços pode até ter melhorado, mas não é assim que se constrói uma nação”, diz.

Na visão dele, alguns setores deveriam ter uma forte presença estatal, como o de fármacos, a química fina e a biotecnologia. A participação governamental poderia vir de associações com empresas nacionais ou da mera criação de novas estatais. “O Estado já está aumentando sua presença na economia por meio da Petrobras, da Eletrobrás e dos investimentos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). E não há nenhum problema nisso”, afirma. Ele cita os bancos e as siderúrgicas como exemplos de setores que deveriam se concentrar para competir melhor no mercado.

Pochmann não advoga que o Brasil simplesmente copie o modelo de desenvolvimento chinês, mas que retire dele e de outros considerados bem-sucedidos, como o sul-coreano, algumas características para a construção de um sistema próprio. Ele elogia, por exemplo, a disposição chinesa de só abrir seu gigantesco mercado doméstico para empresas estrangeiras que compartilhem tecnologia. Da Coréia do Sul, o economista gostaria de pinçar o planejamento coordenado entre governo e empresas. Nesse país, que em 30 anos conseguiu sair do subdesenvolvimento para se tornar um dos tigres asiáticos, o governo traça os rumos da política de investimentos dos setores de ponta e dá incentivos para que as empresas cumpram metas específicas.

Pensamento sem rótulos

Neonacionalismo, nacionalismo globalizado, internacionalismo autárquico ou desenvolvimentismo nacionalista integrado? O presidente do Ipea, Marcio Pochmann, não tem interesse em rotular seu pensamento. “As pessoas se preocupam muito com conceitos. Pode me chamar de dinossauro eletrônico”, brinca. De fala mansa, afável, avesso a gravatas e quase sempre vestindo uma camisa com gola de padre, o economista da Universidade de Campinas (Unicamp) defende idéias estranhas à política econômica ortodoxa do governo Lula.

Embora se assemelhem às do ministro da Fazenda, Guido Mantega, as teses de Pochmann não encontram respaldo em toda a equipe da Fazenda. “A ênfase em planejamento é boa, mas dificilmente se pode defender a elevação da presença do Estado na economia. A competição internacional exige uma estrutura ágil que o Estado não tem. Melhor seria se voltar para o corte dos gastos públicos a fim de criar um ambiente mais saudável ao crescimento da iniciativa privada”, defende um importante membro da equipe da Fazenda.

Um dos mais destacados auxiliares de Antonio Palocci à frente do ministério prefere não polemizar em público. Mas não poupa as idéias de Pochmann. “Defender a criação de estatais me parece uma proposta um pouquinho fora de moda e de propósito. Só um pouquinho”, ironiza.



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