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	<title>Comentários sobre: PIB, inflação e juros</title>
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		<title>Por: Rodrigo Medeiros</title>
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		<dc:creator>Rodrigo Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Jun 2008 22:30:03 +0000</pubDate>
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		<description>Em entrevista ao Correio da Cidadania (03/06/08), o economista Luiz Filgueiras (UFBA) afirma:

“Precisamos compreender que temos uma política macroeconômica hoje em dia que expressa uma certa tensão dos setores dominantes da sociedade brasileira, econômicos e políticos. E essa questão se expressa na política monetária e cambial principalmente. Isso, pois, por um lado, temos taxas de juros elevadas; por outro, taxa de câmbio valorizada. O real está muito valorizado em relação ao dólar e isso já vem de algum tempo, desde 2004, e essa valorização não parou mais. Essa relação do câmbio valorizado com a taxa de juros elevada se deve ao fato de que os juros altos facilitam a entrada de capital estrangeiro (em dólar). Ao que se somam os saldos positivos da balança comercial (exportações menos importações de mercadorias) – ou melhor, o saldo total de transações correntes, que computa a balança comercial mais a de serviços, onde o saldo positivo da primeira compensa o saldo negativo da segunda -, levando assim a um grande volume de dólares entrando pela conta de transações correntes. Além disso, com a economia crescendo, aumenta a entrada de investimento direto. Temos, portanto, uma liberalização da conta de transações correntes e da conta de capitais, e isso com taxas de juros elevadas. Desse modo, acabamos com uma valorização cada vez maior do real. Do ponto de vista das exportações, como houve um ciclo econômico de expansão a partir de 2003, puxado por EUA, Índia e China, aumentou-se muito a demanda por commodities, impactando seus preços. E muitas delas fazem parte da pauta de exportações brasileira, que está muito calcada nas commodities agrícolas e minerais, e também em produtos voltados ao mercado energético. Porém, entrando na área das exportações de média e alta tecnologia, temos um déficit enorme. Assim, acaba-se fazendo o superávit através das commodities, onde temos uma grande competitividade, tanto na área agrícola quanto na mineral”. 

Joseph Schumpeter diria que o processo descrito no parágrafo anterior não é o melhor caminho para o Brasil. Já se sabe há mais de meio século que é a inovação a mola-mestra do processo de desenvolvimento econômico sustentado das sociedades. O processo de inovação, por sua vez, incorpora evoluções institucionais nas sociedades, ou seja, mudanças no sistema coletivo de crenças, valores, práticas e rotinas organizacionais, conhecimentos técnicos e relações de poder.

EUA, Japão e UE são responsáveis por 68% dos gastos globais em P&amp;D. Em todos esses casos, o Estado nacional continua jogando um papel-chave. As encomendas públicas ao dual complexo militar-industrial norte-americano, por exemplo, já se mostraram capazes de provocar ondas de destruições criadoras na arena econômica global.
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		<content:encoded><![CDATA[<p>Em entrevista ao Correio da Cidadania (03/06/08), o economista Luiz Filgueiras (UFBA) afirma:</p>
<p>“Precisamos compreender que temos uma política macroeconômica hoje em dia que expressa uma certa tensão dos setores dominantes da sociedade brasileira, econômicos e políticos. E essa questão se expressa na política monetária e cambial principalmente. Isso, pois, por um lado, temos taxas de juros elevadas; por outro, taxa de câmbio valorizada. O real está muito valorizado em relação ao dólar e isso já vem de algum tempo, desde 2004, e essa valorização não parou mais. Essa relação do câmbio valorizado com a taxa de juros elevada se deve ao fato de que os juros altos facilitam a entrada de capital estrangeiro (em dólar). Ao que se somam os saldos positivos da balança comercial (exportações menos importações de mercadorias) – ou melhor, o saldo total de transações correntes, que computa a balança comercial mais a de serviços, onde o saldo positivo da primeira compensa o saldo negativo da segunda -, levando assim a um grande volume de dólares entrando pela conta de transações correntes. Além disso, com a economia crescendo, aumenta a entrada de investimento direto. Temos, portanto, uma liberalização da conta de transações correntes e da conta de capitais, e isso com taxas de juros elevadas. Desse modo, acabamos com uma valorização cada vez maior do real. Do ponto de vista das exportações, como houve um ciclo econômico de expansão a partir de 2003, puxado por EUA, Índia e China, aumentou-se muito a demanda por commodities, impactando seus preços. E muitas delas fazem parte da pauta de exportações brasileira, que está muito calcada nas commodities agrícolas e minerais, e também em produtos voltados ao mercado energético. Porém, entrando na área das exportações de média e alta tecnologia, temos um déficit enorme. Assim, acaba-se fazendo o superávit através das commodities, onde temos uma grande competitividade, tanto na área agrícola quanto na mineral”. </p>
<p>Joseph Schumpeter diria que o processo descrito no parágrafo anterior não é o melhor caminho para o Brasil. Já se sabe há mais de meio século que é a inovação a mola-mestra do processo de desenvolvimento econômico sustentado das sociedades. O processo de inovação, por sua vez, incorpora evoluções institucionais nas sociedades, ou seja, mudanças no sistema coletivo de crenças, valores, práticas e rotinas organizacionais, conhecimentos técnicos e relações de poder.</p>
<p>EUA, Japão e UE são responsáveis por 68% dos gastos globais em P&#038;D. Em todos esses casos, o Estado nacional continua jogando um papel-chave. As encomendas públicas ao dual complexo militar-industrial norte-americano, por exemplo, já se mostraram capazes de provocar ondas de destruições criadoras na arena econômica global.</p>
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