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Blog do Desemprego Zero

Archive for junho, 2008

Resumo diário 20/06/2008

Postado em 20 dEurope/London junho dEurope/London 2008

MANCHETES dos principais veículos de notícias do Brasil e do mundo

*Por Katia Alves e Luciana Sergeiro

Economia

Segundo o secretário-adjunto da Receita Paulo Ricardo Cardoso, nesta segunda, dia 23, a Receita Federal inicia uma megaoperação em todo o País para combater fraudes e sonegações no pagamento das contribuições previdenciárias. Receita já encontrou fortes indícios de sonegação em 6.455 empresas e os fiscais da Receita Federal já estarão, nesta segunda, nas sedes de 1.700 dessas empresas para checar essas informações.

Estadão: Receita encontra irregularidades em quase 6.500 empresas

A Organização Mundial do Comércio (OMC) permitiu ao Brasil aplicar sanções comerciais aos Estados Unidos, pois os EUA descumpriram sua obrigação de eliminar vários juros de subsídios a seus produtores de algodão que haviam sido declarados ilegais pela mesma organização. A delegação brasileira garantiu nesta sexta-feira, diante da OMC, em reunião com os outros países-membros, que aplicará estas sanções, embora não tenha estabelecido prazo.

Correio Braziliense: OMC abre caminho para Brasil aplicar sanções comerciais aos EUA

Estudo da Fiesp afirma que as metas fixadas na nova política industrial até 2010 não será cumprida, o investimento industrial de 21% do PIB (a chamada Formação Bruta de Capital Fixo) e a exportação de US$ 210 bilhões ao ano –1,25% do comércio mundial– não são mais metas factíveis até 2010. José Ricardo Roriz, diretor do departamento de competitividade da Fiesp, afirma que a elevação dos juros básicos da economia funcionará como um freio ao investimento, e no que diz respeito as exportações, o problema é por causa da desvalorização do dólar ante o real. A situação afeta a competitividade do produto brasileiro e expulsa exportadores do mercado.

Folha Online: Juro e câmbio vão impedir metade das metas da política industrial, diz Fiesp

Política

Nesta sexta-feira, a Polícia Federal deflagrou uma operação denominada João-de-Barro de combate a fraudes em licitações públicas em prefeituras de diversos municípios do País. Os suspeitos estariam envolvidos num esquema de desvio de verbas do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), a operação partiu de informações coletadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) que comprovou desvio de verbas públicas.

JB Online: Polícia Federal busca 38 suspeitos de desviar verbas do PAC

De acordo com o senador Aloizio Mercadante, Lula não vai seguir os caminhos do México e da Argentina para enfrentar a alta da inflação. Pois o governo mexicano vai congelar os preços e argentino subiu as tarifas de exportação para evitar desabastecimento interno. O senador lembrou que tabelamento de preços já foi tentado, sem sucesso, no Brasil. E que taxar as exportações no caso brasileiro seria contra-senso. Para combater a inflação vai haver aumento da produção de alimentos e outros produtos, declara Mercadante.

Folha Online: Lula descarta adotar soluções mexicana ou argentina para conter alta de preços

Internacional

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, voltou a criticar Peter Mandelson, comissário do Comércio da União Européia (UE), alegando que Mandelson havia deixado os agricultores irlandeses furiosos com a estratégia adotada nas negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC) e que fez concessões demais em questões agrícolas durante a rodada de negociações de Doha.

JB Online: Sarkozy culpa Mandelson por rejeição de tratado na Irlanda

Israel lançou um exercício militar no início do mês que autoridades americanas disseram que parece ter sido um treinamento para um potencial ataque contra instalações nucleares iranianas. Um porta-voz do Exército disse apenas que a Força Aérea do país “treina regularmente para várias missões, para enfrentar os desafios apresentados pelas ameaças contra Israel”.

Folha Online: Israel simulou ataque contra instalações iranianas, dizem EUA

Desenvolvimento

O governo vai alterar a Lei de Crimes Ambientais para torná-la mais eficiente e ágil, afirmou o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Pois mais de 95% das multas não são pagas. Ele explicou que o “endurecimento” da lei é um complemento a várias políticas adotadas para fortalecer o setor.

JB Online: Alteração da Lei dos Crimes Ambientais em dois meses, afirma Minc

Um ano e quatro meses depois de inaugurada, a Nestlé Brasil amplia a unidade de Feira de Santana (BA), no Centro Industrial de Subaé. Estão previstos investimentos de R$ 46 milhões. Desse total, R$ 20 milhões serão investidos na expansão da unidade já existente e os demais R$ 26 milhões serão aplicados na construção de outra fábrica para a produção de iogurtes pela Dairy Partners Américas Brasil Ltda (DPAB).

Segundo a avaliação do secretário estadual de indústria, comércio e mineração, Rafael Amoedo, o mercado crescente do setor de alimentos e bebidas no Nordeste foi determinante para os novos investimentos da Nestlé.

Gazeta Mercantil: Nestlé deve investir R$ 46 milhões em novos projetos na Bahia

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Governo atacará inflação investindo na safra

Postado em 20 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Segundo o ministro da Agricultura a alta dos preços será controlada através do aumento da produção interna para manter a estabilidade de preços, e aproveitar também para aumentar a exportação, devido ao aquecimento da demanda externa.

Por se tratar de um País auto-suficiente o Brasil sentiu pouco o choque externo, ou seja, os preços subiram em quase todos os países e em menor intensidade no País. O aumento da produção se dará através de prioridades, feijão, arroz, milho e trigo terão sua produção aumentada.

Questionado sobre a possibilidade de os agricultores direcionarem grande parte da produção ao mercado externo, o ministro disse que o governo “não vai cair na armadilha” em que alguns países caíram ao tabelar preços sem possuir produção, ou limitar e taxar as exportações como ocorreu na Argentina.

Por: Luciana Sergeiro

Publicado em: Portal VERMELHO

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse que o melhor o antídoto para combater a alta de preços é produzir mais no país. Para isso, o governo vai investir este ano R$ 65 bilhões visando o aumento de 5% na safra, que dependendo das condições climáticas, pode chegar a 148 milhões de toneladas de grãos.

Além do aumento da produção interna para manter a estabilidade de preços, o ministro diz que a perspectiva também é aumentar a exportação, aproveitando a demanda do mercado externo.

Sthephanes diz que a alta de preço no país se deu por um choque externo. Segundo ele, o aumento da demanda por alimentos elevou os preços das commodites no mundo, o que acabou refletindo internamente. “Os preços subiram em quase todos os países e até que em menor intensidade no Brasil, exatamente por sermos auto-suficiente. O melhor antídoto é produzir mais, ou seja, aproveitar essa oportunidade não só para produzir ao mercado interno, mas aproveitar a demanda externa”. Leia o resto do artigo »

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Alstom: De vento a furacão

Postado em 19 dEurope/London junho dEurope/London 2008

A matéria abaixo retrata sobre a Alstom, gigante das áreas de transportes e energia, sediada em Paris, teria desembolsado centenas de milhões de dólares em propinas para garantir contratos públicos na Ásia e na América Latina. E vêm à tona denúncias de irregularidades em contratos de estatais paulistas a maioria dos contratos diz respeito ao período em que Alckmin esteve à frente do Palácio dos Bandeirantes ou era vice de Mário Covas.

Promotoria paulista decidiu averiguar os contratos da Alstom com seis empresas ligadas ao governo do estado. O Ministério Público Federal investiga ainda se a filial brasileira da multinacional cometeu os crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção.

De 1989 a 2008, as empresas do Grupo Alstom no Brasil fecharam mais de 150 contratos com estatais paulistas. Documentos enviados ao Brasil pelas autoridades suíças indicam que a Alstom pagou, por meio de seis empresas offshore, constituídas em paraísos fiscais, cerca de 13,5 milhões de reais em propinas a políticos paulistas entre 1998 e 2001. A oposição tentou instaurar uma CPI na Assembléia Legislativa, mas não conseguiu colher o número necessário de assinaturas.

Por Katia Alves

Por Rodrigo Martins

Publicado originalmente na Carta Capital

A lufada de vento chegou da Europa no início de maio, deu novo fôlego à combalida oposição em São Paulo e bagunçou o coreto do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), virtual candidato à prefeitura da capital. Bastou o diário americano The Wall Street Journal divulgar o teor de uma investigação conduzida por promotores franceses e suíços para uma avalanche de denúncias de irregularidades em contratos de estatais paulistas vir à tona. Como a maioria dos contratos diz respeito ao período em que Alckmin esteve à frente do Palácio dos Bandeirantes ou era vice de Mário Covas, a candidatura do tucano, que enfrenta resistências dentro do próprio partido, ameaça não decolar por falta de teto do PSDB municipal, marcada para 22 de junho.

As autoridades européias investigam se a Alstom, gigante das áreas de transportes e energia, sediada em Paris, teria desembolsado centenas de milhões de dólares em propinas para garantir contratos públicos na Ásia e na América Latina. Documentos em poder das autoridades da França e da Suíça indicam que a empresa teria repassado 6,8 milhões de dólares a políticos brasileiros para ganhar uma licitação de 45 milhões de dólares do Metrô de São Paulo, na gestão de Covas e Alckmin.

Em tese, o governador José Serra, em busca de viabilizar a eleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM) e assim garantir o apoio dos pefelistas em 2010, poderia festejar o episódio como o “fato novo” que faltava para demover Alckmin. Em público, contudo, demonstra comedimento, mesmo porque há contratos que perduram sob a sua gestão e estão sob suspeita. Para Serra, o PT está usando o caso de maneira eleitoreira: “É o `kit PT´ atuando”, desdenhou, durante um evento no Jockey Club. Ao seu lado, Alckmin emendou: “Querem confundir a opinião pública. Somos os maiores interessados em esclarecer isso”.

A despeito das disputas políticas, a Promotoria paulista decidiu averiguar os contratos da Alstom com seis empresas ligadas ao governo do estado. O Ministério Público Federal investiga ainda se a filial brasileira da multinacional cometeu os crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Há um termo de colaboração firmado entre o governo brasileiro e o MP suíço para a troca de informações que ajudem a elucidar o caso. Leia o resto do artigo »

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A Veja e o meu pai

Postado em 19 dEurope/London junho dEurope/London 2008

No artigo a seguir há um depoimento de um cidadão, Roberto Efrem, que fala em seu artigo sobre o cancelamento da assinatura que o seu pai fez com a revista Veja. E para Roberto, a atitude de seu pai foi muito digna de aplausos, pois como sabemos a revista Veja com toda sua informação tendenciosa, publica matérias que são de fato de seu interesse, nem precisamos comentar da grande campanha que ela faz contra o presidente Lula. Nossa que revista sensacional, não? Aliás, o que seria de nós sem toda essa ética jornalística?!

É exatamente isso que o artigo abaixo retrata.

Por Katia Alves

Por Roberto Efrem Filho*

Publicado no Vi o Mundo

Hoje, dia 10 de junho do ano de 2008, foi o dia em que meu pai cancelou a renovação da Revista Veja. É bem verdade que há fatos históricos um tanto quanto mais importantes e você deve estar se perguntando “o que cargas d’água eu tenho a ver com isso?”. Não é nenhuma tomada de Constantinopla, queda da Bastilha ou vitória da Baia dos Porcos. É um ato de pequenas dimensões objetivas, realizado no espaço particular de uma família de classe média brasileira, sem relevantes conseqüências materiais para as finanças da Editora Abril, sem repercussões no latifúndio midiático nacional. A função deste texto, portanto, é a de provar que meu pai é um herói.

A Revista VEJA se diz assim: “indispensável ao país que queremos ser”. Começa e termina com propagandas cujo público alvo é a classe média e, nela, claro, meu pai. Banco Bradesco, Hyundai, H. Stern. Pajero, Banco Real, Mizuno. Peugeot, Aracruz, Nokia. Por certo, a classe média  – inclusive meu pai – dificilmente terá acesso à grande parte dos bens expostos na vitrine de papel. Não importa. Mais do que o produto, a VEJA vende o anseio por seu consumo. Melhor: credita em seu público-alvo, a despeito de quaisquer probabilidades, a idéia de que ele, um dia, chegará lá. Logo no comecinho, na terceira e quarta folhas, estão as páginas amarelas da Revista. Nelas, acham se as entrevistas com personalidades tidas como renomadas e com muito a dizer ao país. Esta semana a VEJA apresenta as opiniões de Patrick Michaels (?), climatologista norte-americano que afirma a inexistência de motivos para temores com o aquecimento global. Na semana passada, deu-se voz ao “jovem herói” Yon Goicoechea (?), um “líder” estudantil venezuelano oposicionista de Chávez e defensor da tese de que a ideologia deve ser afastada para que a liberdade seja conquistada contra o regime “ditatorial” chavista.

Não. Não é que a VEJA não conheça o aumento dos níveis dos mares, dos números de casos de câncer de pele, do desmatamento da Amazônia, da escassez da água e dos recursos naturais como um todo e de sua  conseqüências na produção mundial de alimentos. Sim, ela conhece. Não. Não é que ela não saiba que um estudante não representa sozinho o posicionamento democrático de uma nação e que um governo legitimamente eleito não pode ser chamado de totalitário. Sim, ela sabe. Do mesmo modo que conhece e sabe da existência de diferentes opiniões (ideológicas, como tudo) sobre ambos os assuntos e não as manifesta. Acontece que isso ela também vende: o silêncio sobre o que não é lucrativo pronunciar. Leia o resto do artigo »

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Os sinos estão dobrando

Postado em 19 dEurope/London junho dEurope/London 2008

No artigo abaixo, José Luis Fiori comenta sobre a União Européia (EU) onde no passado essa região viveu guerras contínuas e hoje existe uma comunidade econômica e política, pacífica, harmoniosa, sem fronteiras, sem discriminações e sem hegemonias.

O projeto inicial de unificação européia dobrou de tamanho, nasceu uma moeda única e o PIB comunitário ultrapassou o dos EUA, com uma renda média alta e confortável. Portanto, a integração e unificação européia são cada vez piores, porque a expansão da comunidade veio junto com um comportamento social e político cada vez mais xenófobo e competitivo.

E o resultado do referendo irlandês, que rejeitou o “Tratado de Lisboa” (principal objetivo é acelerar a centralização constitucional do poder e a transformação da UE numa potência global, com uma presidência permanente e uma política externa unificada), que já havia sido aprovado por 18 países,  veio balançar ainda mais a integração da EU.  

Por Katia Alves

Publicado originalmente Valor

Por José Luis Fiori

Do ponto de vista global, a União Européia virou uma carta fora do baralho da nova geopolítica mundial desses primeiros anos do Século XXI

Se fosse possível hierarquizar sonhos, a criação da União Européia (UE) estaria entre os mais importantes do século XX. Depois de um milênio de guerras contínuas, os Estados europeus decidiram abrir mão de suas soberanias nacionais para criar uma comunidade econômica e política, inclusiva, pacífica, harmoniosa, sem fronteiras, sem discriminações e sem hegemonias. Um verdadeiro milagre, para um continente que se transformou no centro do mundo graças à sua capacidade de se expandir e dominar os outros povos, de forma quase sempre violenta e muitas vezes predatória. Depois de 50 anos do Tratado de Roma, o projeto inicial de unificação européia dobrou de tamanho, nasceu uma moeda única e o PIB comunitário ultrapassou o dos EUA, com uma renda média alta e confortável. E, no entanto, as perspectivas de integração e unificação européia são cada vez piores, porque a expansão da comunidade veio junto com um comportamento social e político cada vez mais xenófobo e competitivo.

A “Terceira Via”, proposta pelo trabalhismo inglês, na década de 90, definhou e já foi esquecida; o socialismo e a social-democracia do continente é hoje um fantasma do passado, sem nenhuma identidade própria e num estado de total pasmaceira intelectual, enquanto cresce por todo lado o nacionalismo de direita e o fascismo, sob as mais diferentes formas de manifestação. As populações fecham-se sobre si mesmas e multiplicam-se as políticas de exclusão e de demonização do estrangeiro. O próprio Conselho da União Européia legitimou recentemente a criação dos Centros de Internação de Estrangeiros, verdadeiros campos de concentração, onde os imigrantes podem ficar detidos até 18 meses por uma simples decisão administrativa, sem que tenham cometido delito e sem que exista controle externo ou judicial. Na França e Itália, da direita grotesca de Berlusconi e Sarkozy, mas também na Espanha, do socialismo bem-comportado de Jose Luis Zapatero. Leia o resto do artigo »

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Lula e os Intelectuais

Postado em 19 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Por Emir Sader

Publicado no Adital

Que Lula foi esse que os intelectuais encontraram ou reencontraram na reunião de São Paulo? Que encontros e desencontros apareceram, depois de muitos anos em que praticamente não se haviam dado mais encontros desse tipo?

Não vou apelar a um histórico das relações, encontradas e desencontradas, de Lula com os intelectuais, mas apenas relatar um pouco do que foi a reunião de ontem, de que Lula estava ali e com que tipo de preocupações ele encontrou aos intelectuais.

A reunião se deu depois de uma breve viagem que Lula havia realizado com alguns intelectuais a Araraquara para uma homenagem a Gilda de Mello e Souza, esposa de Antonio Candido, falecida recentemente. Paulo Vanucchi foi o responsável de organizá-la, com a assessoria da Presidência da República, para definir o caráter da reunião e seus participantes. Lula definiu os participantes da parte do governo – Dilma Rousseff, Fernando Haddad, Luis Dulci, Marco Aurelio Garcia e o próprio Vanuchi.

Houve convites a cerca de 40 intelectuais, a maioria de São Paulo, mas também do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. Entre os presentes, Antonio Candido, Luis Fernando Veríssimo, Leonardo Boff, Moacir Scliar, Fernando Morais, Luis Gonzaga Belluzzo, Candido Mendes, Dalmo Dallari, Maria Vitória Benevides, Aluisio Teixeira, Marco Antonio Barbosa , Paul Singer, Luis Eduardo Wanderley, Ladislau Dowbor,Walnice Galvão, Margarida Genevois, Adauto Novaes, Leonardo Avritzer, Lucio Kovarick, Gabriel Cohn, entre outros.

Prevista para durar cerca de duas horas, a reunião se prolongou por três horas e meia, ficando acertado que em todas as viagens de Lula aos estados, haverá reuniões com grupos de intelectuais, a próxima sendo prevista para o Rio de Janeiro, seguida de outras em Porto Alegre , Belo Horizonte, Salvador, Recife.

Este texto reproduz algumas das intervenções da reunião, não é um relato nem completo, nem textual, pretende apenas reproduzir em parte o clima e os temas debatidos. Leia o resto do artigo »

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Sem projeto e sem debate

Postado em 19 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Em entrevista a CartaCapital, o geógrafo Aziz Ab’Saber, professor da USP mostrou-se bastante preocupado com as questões ambientais em relação a Amazônia. Considera que falta planejamento para o desenvolvimento da Amazônia, segundo ele deveriam ser reunidas pessoas competentes como geógrafos, geólogos, sociólogos, indigenistas para estudar a Amazônia.

É preciso é evitar que o agronegócio faça o que queira com a floresta a seu favor, sempre, para que este não se torne um problema para a Amazônia. Aziz diz que tem que se ter cuidado com o desenvolvimento da Amazônia, e ressalta que tudo deve ser feito de forma a evitar o favoritismo do neocapitalismo.

Por: Luciana Sergeiro

Publicado em: CartaCapital

Aos 83 anos, o geógrafo Aziz Ab’Saber, professor emérito da USP, continua a ser uma das cabeças mais lúcidas do País. E continua a se preocupar com as questões ambientais, agora com um único foco: alertar para a necessidade de se planejar mais, sobretudo em relação à Amazônia.

CartaCapital: Falta planejamento no caso da Amazônia?

Aziz Ab`Saber: Total. Qualquer coisa que diga respeito a um projeto é feita sem previsão de impacto, sem delimitação de subáreas. Na questão amazônica, cheguei a fazer um mapinha das 23 células espaciais e mandei para o Lula quando assumiu a presidência, com uma carta dizendo que deveria reunir em Brasília pessoas competentes, geógrafos, geólogos, sociólogos, indigenistas para estudar cada uma delas. Depois, se organizariam seis comissões com pós-graduandos e técnicos para ir até as células, comparando os problemas, que são muito variados. Mas alguém rasgou a carta, eles não querem a opinião de ninguém. Uma das minhas críticas ao governo Lula é a falta de democracia no debate das idéias.

CC: O sr. diz que anda aflito com a questão da reserva indígena Raposa-Serra do Sol. Por quê?

AAS: Ali existem dois grupos: um que quer a descontinuidade de posse da reserva e outro que quer manter integralmente o território que foi demarcado. Mas o governador de Roraima quer simplesmente resolver o problema dos arrozeiros, que são só uma parte do problema. Em minha opinião, a primeira coisa a fazer seria um plano de Buffer Zone (zona tampão), porque os que estão além da linha demarcada oficialmente vão ter interesse em penetrar naquela área pelos mais variados motivos. Isto implica um planejamento correto, porque tem um grande trecho que fica na fronteira e a reserva é enorme. Na área onde estão os arrozeiros, eles devem continuar, e os recursos ganhos têm que ser destinados a favor dos grupos indígenas regionais, numa proporção mínima de 30% a 50% do valor da produção, sob o controle de um organismo independente. A presença do Estado, a favor dos índios e não do neocapitalismo, se faria a cada cinco quilômetros nessa faixa, com um centro cultural, um parque para crianças indígenas, hospital, escolas bilíngües, e assim por diante. Na parte mais norte, seriam instalados alguns alojamentos para cientistas. Leia o resto do artigo »

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Popularizar a inovação para gerar mais riqueza

Postado em 19 dEurope/London junho dEurope/London 2008

As inovações são surpreendentes e diferentes de tudo o que existia antes. Todas as inovações geram riqueza, renda e empregos onde são implementadas. Por essa razão os países mais inovadores são os que conseguem proporcionar mais bem-estar às suas populações. As inovações fazem bem aos países, às empresas e às pessoas.

Para incentivarem as inovações, países como EUA, Reino Unido e Coréia criaram estratégias de mobilização de toda a sociedade, articulam diferentes atores institucionais para elevar a capacidade inovativa do país e das empresas visando atingir níveis mais elevados de competitividade. Essas estratégias envolvem as escolas em todos os níveis de ensino. Estes movimentos são liderados pela iniciativa privada em parceria com o poder público. 

Ambientes propícios à inovação requerem a valorização da criatividade e da diversidade, o trabalho em grupo, o espírito empreendedor, a aceitação do “erro” e a aptidão para a mudança. Um movimento nacional pela inovação deve procurar impregnar estes valores na mentalidade coletiva da população.

Por: Luciana Sergeiro

Publicado em: Gazeta Online

Por: Rodrigo da Rocha Loures

São essenciais trabalho em grupo, espírito empreendedor e de mudança

O que há em comum entre as sandálias havaianas e a bossa nova? Estas duas criações genuinamente nacionais foram geradas por pessoas inovadoras e impregnadas da cultura brasileira. Conquistaram o País e o mundo e levaram consigo o jeito brasileiro de ser e de viver.

As verdadeiras inovações são assim: surpreendentes e diferentes de tudo que existia antes. São fáceis de serem identificadas e admiradas por todos. Nos produtos, nos serviços, na forma de produzir, na criação cultural, na tecnologia. Inovação não é privilégio de alguns setores ou empresas, mas uma postura que cabe em qualquer setor. Em qualquer lugar na sociedade.
Todas as inovações têm algo em comum: geram riqueza, renda e empregos onde são implementadas. Por essa razão os países mais inovadores são os que conseguem proporcionar mais bem-estar às suas populações. As inovações fazem bem aos países, às empresas e às pessoas. Leia o resto do artigo »

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