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	<title>Comentários sobre: O Mito que o Brasil não pode crescer a mais do que 5% ao ano</title>
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		<title>Por: Rodrigo L. Medeiros</title>
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		<dc:creator>Rodrigo L. Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Jun 2008 11:57:17 +0000</pubDate>
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		<description>Bruno

Para um neoliberal, seria o Haiti fácil de ser administrado? Paraguai ou Timor Leste? E a Índia, uma democracia pertencente ao BRIC? Os adeptos do neoliberalismo diziam na década de 1990 que era preciso liberalizar a conta de capitais porque “em todo lugar do mundo é assim”. 

A liberalização da conta de capitais causou, por sua vez, uma evasão de US$139 bilhões entre 1996 e 1999, sem comprovação de origem. Não se pode deixar de observar que a dívida pública per
capita brasileira aumentou de R$1.000,00 para R$5.300,00 entre 1995 e 2002.

Pois bem, mas quando se compara o desempenho econômico dos países eles dizem que “as realidades são diferentes”. Note a assimetria na argumentação neoliberal. Os indicadores econômicos e sociais dos países podem ser comparados. As agências do sistema ONU assim o fazem. Bom, os investidores produtivos e os especuladores também. 


Um abraço.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bruno</p>
<p>Para um neoliberal, seria o Haiti fácil de ser administrado? Paraguai ou Timor Leste? E a Índia, uma democracia pertencente ao BRIC? Os adeptos do neoliberalismo diziam na década de 1990 que era preciso liberalizar a conta de capitais porque “em todo lugar do mundo é assim”. </p>
<p>A liberalização da conta de capitais causou, por sua vez, uma evasão de US$139 bilhões entre 1996 e 1999, sem comprovação de origem. Não se pode deixar de observar que a dívida pública per<br />
capita brasileira aumentou de R$1.000,00 para R$5.300,00 entre 1995 e 2002.</p>
<p>Pois bem, mas quando se compara o desempenho econômico dos países eles dizem que “as realidades são diferentes”. Note a assimetria na argumentação neoliberal. Os indicadores econômicos e sociais dos países podem ser comparados. As agências do sistema ONU assim o fazem. Bom, os investidores produtivos e os especuladores também. </p>
<p>Um abraço.</p>
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		<title>Por: Bruno</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/06/o-mito-que-o-brasil-nao-pode-crescer-a-mais-do-que-5-ao-ano/comment-page-1/#comment-1926</link>
		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Jun 2008 01:24:10 +0000</pubDate>
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		<description>Rodrigo, 

Acho a mesma coisa que vc. Mas, por um longo tempo não pude contestar o baixo desempenho economico e compara-lo com a Coreia do Sul e outros Tigres, pois países pequenos seriam mais fáceis de admnistrar. Mas, é obvio que escala é algo fundamental. Mas, agora com a maioria dos países subdesenvovidos crescendo muito fica dificil para os conservadores justifcarem a taxa de crescimento medíocre. Excelente citação do Keynes. Acho que vou citá-la como epígrafe na minha tese. Isso é muito bom  &quot;que parece sensato é sensato, e o que parece insensato é insensato.&quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rodrigo, </p>
<p>Acho a mesma coisa que vc. Mas, por um longo tempo não pude contestar o baixo desempenho economico e compara-lo com a Coreia do Sul e outros Tigres, pois países pequenos seriam mais fáceis de admnistrar. Mas, é obvio que escala é algo fundamental. Mas, agora com a maioria dos países subdesenvovidos crescendo muito fica dificil para os conservadores justifcarem a taxa de crescimento medíocre. Excelente citação do Keynes. Acho que vou citá-la como epígrafe na minha tese. Isso é muito bom  &#8220;que parece sensato é sensato, e o que parece insensato é insensato.&#8221;</p>
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		<title>Por: Rodrigo L. Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/06/o-mito-que-o-brasil-nao-pode-crescer-a-mais-do-que-5-ao-ano/comment-page-1/#comment-1911</link>
		<dc:creator>Rodrigo L. Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Jun 2008 13:41:43 +0000</pubDate>
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		<description>Países de maior extensão territorial possuem maior margem de manobra para o desenvolvimento econômico. Vejam o caso dos EUA e o alarde em torno do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). A questão é que criaram por aqui um factóide chamado &quot;produto potencial&quot; e isso se transformou em ferramenta de travamento do Brasil.

Disseram também que o Estado não pode gastar mais do que arrecada, ou seja, ele precisa aceitar ser refém da ortodoxia de galinheiro tutelada pelas raposas do “mercado”. (A Índia tem praticado déficits nominais de 6% do PIB.) O swap reverso é uma das facetas desse projeto no Brasil.

Se não houver investimento em infra-estrutura física e social a situação será ainda pior. A desindustrialização, medida pela perda da importância relativa da indústria de transformação no PIB, pode ser agravada. Os elevados níveis de precarização das relações de trabalho, realidade para 49% da população economicamente ativa brasileira, integram o quadro social reflexo da terceirização do BACEN.

Encerro citando Keynes: “A crença conservadora de que existe alguma lei da natureza que impede as pessoas de conseguir emprego, de que é ‘imprudente’ empregar pessoas e financeiramente ‘saudável’ manter um décimo da população na ociosidade por um período indefinido é totalmente inverossímil – o tipo de coisa em que nenhum homem poderia acreditar se não tivesse a cabeça entulhada de idéias insensatas durante anos e anos (...) Nossa principal tarefa, portanto, será a de confirmar o instinto do leitor: o que parece sensato é sensato, e o que parece insensato é insensato. (...) colocar os desempregados para trabalhar em tarefas úteis terá as conseqüências que parece que deveria ter, ou seja, aumenta a riqueza nacional; e a noção de que, por tortuosas razões, vamos nos arruinar financeiramente se usarmos esses meios para aumentar nosso bem-estar é o que parece ser – um fantasma” (‘A treatise on money’. 1930).

O que pensa o chefe de Estado do Brasil? Acredita de fato que a nova política industrial compensará o viés de alta da taxa básica de juros?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Países de maior extensão territorial possuem maior margem de manobra para o desenvolvimento econômico. Vejam o caso dos EUA e o alarde em torno do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). A questão é que criaram por aqui um factóide chamado &#8220;produto potencial&#8221; e isso se transformou em ferramenta de travamento do Brasil.</p>
<p>Disseram também que o Estado não pode gastar mais do que arrecada, ou seja, ele precisa aceitar ser refém da ortodoxia de galinheiro tutelada pelas raposas do “mercado”. (A Índia tem praticado déficits nominais de 6% do PIB.) O swap reverso é uma das facetas desse projeto no Brasil.</p>
<p>Se não houver investimento em infra-estrutura física e social a situação será ainda pior. A desindustrialização, medida pela perda da importância relativa da indústria de transformação no PIB, pode ser agravada. Os elevados níveis de precarização das relações de trabalho, realidade para 49% da população economicamente ativa brasileira, integram o quadro social reflexo da terceirização do BACEN.</p>
<p>Encerro citando Keynes: “A crença conservadora de que existe alguma lei da natureza que impede as pessoas de conseguir emprego, de que é ‘imprudente’ empregar pessoas e financeiramente ‘saudável’ manter um décimo da população na ociosidade por um período indefinido é totalmente inverossímil – o tipo de coisa em que nenhum homem poderia acreditar se não tivesse a cabeça entulhada de idéias insensatas durante anos e anos (&#8230;) Nossa principal tarefa, portanto, será a de confirmar o instinto do leitor: o que parece sensato é sensato, e o que parece insensato é insensato. (&#8230;) colocar os desempregados para trabalhar em tarefas úteis terá as conseqüências que parece que deveria ter, ou seja, aumenta a riqueza nacional; e a noção de que, por tortuosas razões, vamos nos arruinar financeiramente se usarmos esses meios para aumentar nosso bem-estar é o que parece ser – um fantasma” (‘A treatise on money’. 1930).</p>
<p>O que pensa o chefe de Estado do Brasil? Acredita de fato que a nova política industrial compensará o viés de alta da taxa básica de juros?</p>
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