Governo atacará inflação investindo na safra
Escrito por lucianasergeiro, postado em 20 dEurope/London junho dEurope/London 2008
Segundo o ministro da Agricultura a alta dos preços será controlada através do aumento da produção
interna para manter a estabilidade de preços, e aproveitar também para aumentar a exportação, devido ao aquecimento da demanda externa.
Por se tratar de um País auto-suficiente o Brasil sentiu pouco o choque externo, ou seja, os preços subiram em quase todos os países e em menor intensidade no País. O aumento da produção se dará através de prioridades, feijão, arroz, milho e trigo terão sua produção aumentada.
Questionado sobre a possibilidade de os agricultores direcionarem grande parte da produção ao mercado externo, o ministro disse que o governo “não vai cair na armadilha” em que alguns países caíram ao tabelar preços sem possuir produção, ou limitar e taxar as exportações como ocorreu na Argentina.
Por: Luciana Sergeiro
Publicado em: Portal VERMELHO
O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse que o melhor o antídoto para combater a alta de preços é produzir mais no país. Para isso, o governo vai investir este ano R$ 65 bilhões visando o aumento de 5% na safra, que dependendo das condições climáticas, pode chegar a 148 milhões de toneladas de grãos.
Além do aumento da produção interna para manter a estabilidade de preços, o ministro diz que a perspectiva também é aumentar a exportação, aproveitando a demanda do mercado externo.
Sthephanes diz que a alta de preço no país se deu por um choque externo. Segundo ele, o aumento da demanda por alimentos elevou os preços das commodites no mundo, o que acabou refletindo internamente. “Os preços subiram em quase todos os países e até que em menor intensidade no Brasil, exatamente por sermos auto-suficiente. O melhor antídoto é produzir mais, ou seja, aproveitar essa oportunidade não só para produzir ao mercado interno, mas aproveitar a demanda externa”.
As prioridades serão o aumento do plantio de feijão, arroz, milho e trigo. “O feijão evidentemente em primeiro lugar”, disse o ministro. Segundo o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), com dados coletados entre 11 de maio a 10 de junho, o feijão teve uma alta significativa no varejo de 20,95%, a produção é insuficiente para atender à demanda.
Embora seja auto-suficiente na produção de arroz, com pequena variação positiva, o ministro diz que será importante investir no produto para estabilizar a variação de preço. No caso do trigo, que o Brasil importa principalmente da Argentina, Stephanes anunciou que este ano haverá um aumento de 20% na safra.
“O milho é outro produto muito sensível, somos auto-suficientes e exportador em pequena escala, mas o milho faz parte da cadeia de produção de algumas carnes como a suinocultura e avicultura, além de surgir a partir dele outros subprodutos”, explicou.
Questionado sobre a possibilidade de os agricultores direcionarem grande parte da produção ao mercado externo, o ministro disse que o governo “não vai cair na armadilha” em que alguns países caíram ao tabelar preços sem possuir produção, ou limitar e taxar as exportações como ocorreu na Argentina. “Isso acaba desorganizando o próprio setor produtivo. Nós vamos monitorar e incentivar o aumento da produção. Não há o desejo de intervenção na produção”, disse.










