<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
		>
<channel>
	<title>Comentários sobre: G8 e potências asiáticas pedem produção maior de petróleo</title>
	<atom:link href="http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/06/g8-e-potencias-asiaticas-pedem-producao-maior-de-petroleo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/06/g8-e-potencias-asiaticas-pedem-producao-maior-de-petroleo/</link>
	<description></description>
	<lastBuildDate>Tue, 05 Oct 2010 14:58:47 +0000</lastBuildDate>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator>
	<item>
		<title>Por: Rodrigo L. Medeiros</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/06/g8-e-potencias-asiaticas-pedem-producao-maior-de-petroleo/comment-page-1/#comment-1942</link>
		<dc:creator>Rodrigo L. Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 13:05:57 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://desempregozero.org/?p=2232#comment-1942</guid>
		<description>Heldo

Em um artigo publicado no jornal O Globo, de 07/06/2008, Joseph Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia afirma: 

“Os bancos centrais formam um fechado clube, dado a manias e modismos. No início dos anos 80 sucumbiram ao encanto do monetarismo, teoria econômica simplista de Milton Friedman. Depois que o monetarismo caiu em descrédito - com elevado custo para os países que o adotaram - começou a busca de um novo mantra. A resposta veio na forma do regime de metas de inflação, segundo o qual sempre que os preços sobem acima de determinado nível os juros devem ser elevados. A receita se baseia em rala teoria econômica ou evidência empírica; não há razão para esperar que, qualquer que seja a fonte de inflação, a melhor resposta seja elevar os juros. Espera-se que a maioria dos países tenha o bom senso de não implementar esse regime; minha simpatia vai para os infelizes cidadãos daqueles que já o fizeram. O regime de metas (inflation targeting) está sendo testado - e quase certamente falhará. Países em desenvolvimento enfrentam taxas mais altas de inflação, não devido a problemas na política macroeconômica, mas porque os preços da energia e dos alimentos estão em alta, e estes itens pesam muito mais no orçamento doméstico do que nos países ricos. Na China, a inflação se aproxima dos 8% ao ano. No Vietnã, deverá chegar a 18,2% este ano, e na Índia está em 5,8%. Em contraste, a inflação nos EUA se mantém em 3%. Isto quer dizer que esses países em desenvolvimento deveriam subir suas taxas de juro muito mais do que os EUA? A inflação nesses países é, na maior parte, importada”.

O título do artigo é ‘A falência das metas de inflação’. Mercados perfeitos só existem nas cabeças dos adeptos da ortodoxia econômica liberal. Segundo Keynes, trata-se do “tipo de coisa em que nenhum homem poderia acreditar se não tivesse a cabeça entulhada de idéias insensatas durante anos e anos”.

Um abraço.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Heldo</p>
<p>Em um artigo publicado no jornal O Globo, de 07/06/2008, Joseph Stiglitz, Prêmio Nobel de Economia afirma: </p>
<p>“Os bancos centrais formam um fechado clube, dado a manias e modismos. No início dos anos 80 sucumbiram ao encanto do monetarismo, teoria econômica simplista de Milton Friedman. Depois que o monetarismo caiu em descrédito &#8211; com elevado custo para os países que o adotaram &#8211; começou a busca de um novo mantra. A resposta veio na forma do regime de metas de inflação, segundo o qual sempre que os preços sobem acima de determinado nível os juros devem ser elevados. A receita se baseia em rala teoria econômica ou evidência empírica; não há razão para esperar que, qualquer que seja a fonte de inflação, a melhor resposta seja elevar os juros. Espera-se que a maioria dos países tenha o bom senso de não implementar esse regime; minha simpatia vai para os infelizes cidadãos daqueles que já o fizeram. O regime de metas (inflation targeting) está sendo testado &#8211; e quase certamente falhará. Países em desenvolvimento enfrentam taxas mais altas de inflação, não devido a problemas na política macroeconômica, mas porque os preços da energia e dos alimentos estão em alta, e estes itens pesam muito mais no orçamento doméstico do que nos países ricos. Na China, a inflação se aproxima dos 8% ao ano. No Vietnã, deverá chegar a 18,2% este ano, e na Índia está em 5,8%. Em contraste, a inflação nos EUA se mantém em 3%. Isto quer dizer que esses países em desenvolvimento deveriam subir suas taxas de juro muito mais do que os EUA? A inflação nesses países é, na maior parte, importada”.</p>
<p>O título do artigo é ‘A falência das metas de inflação’. Mercados perfeitos só existem nas cabeças dos adeptos da ortodoxia econômica liberal. Segundo Keynes, trata-se do “tipo de coisa em que nenhum homem poderia acreditar se não tivesse a cabeça entulhada de idéias insensatas durante anos e anos”.</p>
<p>Um abraço.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Heldo Siqueira</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/06/g8-e-potencias-asiaticas-pedem-producao-maior-de-petroleo/comment-page-1/#comment-1940</link>
		<dc:creator>Heldo Siqueira</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Jun 2008 13:45:40 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://desempregozero.org/?p=2232#comment-1940</guid>
		<description>Amigos,

gostaria de levantar dois questionamentos sobre o impacto dos preços do petróleo na economia mundial.

Li a algum tempo atrás, que os choques do petróleo dos anos 70, nada mais foram que crises do dólar como reserva internacional, pela quebra do acordo de Bretton Woods. Por essa interpretação, os aumentos substanciais no preço do petróleo eram, na verdade, desvalorizações da moeda americana em relação ao produto. Tendo a concordar com essa interpretação, e vejo a situação atual do preço da commodity com os mesmos olhos.

Por outro lado, os novos descobrimentos de petróleo no Brasilsó são economicamente viáveis a esses preços. Portanto, acho que a Petrobrás (por exemplo) acredita que esse novo padrão de preços veio para ficar! 

Outro indício de que talvez estejamos vendo um novo patamar para os preços do petróleo são a viabilidade econômica dos biocombustíveis. O desenvolvimento dessas novas fontes de combustível vêm justamente contextar os lucros extraordinários do petróleo. Me parece que o governo brasileiro está apostando alto na manutenção desses preços para o petróleo.

Quer dizer, temos uma situação repetida na economia internacional, que é a desvalorização acentuada da moeda padrão do sistema financeiro internacional, junto com uma nova perspectiva que são os combustíveis alternativos. Me parece que o Brasil é um dos (talvez o principal) beneficiários desse novo cenário internacional.

São apenas impressões, cabe muita discussão sobre o tema.

Abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Amigos,</p>
<p>gostaria de levantar dois questionamentos sobre o impacto dos preços do petróleo na economia mundial.</p>
<p>Li a algum tempo atrás, que os choques do petróleo dos anos 70, nada mais foram que crises do dólar como reserva internacional, pela quebra do acordo de Bretton Woods. Por essa interpretação, os aumentos substanciais no preço do petróleo eram, na verdade, desvalorizações da moeda americana em relação ao produto. Tendo a concordar com essa interpretação, e vejo a situação atual do preço da commodity com os mesmos olhos.</p>
<p>Por outro lado, os novos descobrimentos de petróleo no Brasilsó são economicamente viáveis a esses preços. Portanto, acho que a Petrobrás (por exemplo) acredita que esse novo padrão de preços veio para ficar! </p>
<p>Outro indício de que talvez estejamos vendo um novo patamar para os preços do petróleo são a viabilidade econômica dos biocombustíveis. O desenvolvimento dessas novas fontes de combustível vêm justamente contextar os lucros extraordinários do petróleo. Me parece que o governo brasileiro está apostando alto na manutenção desses preços para o petróleo.</p>
<p>Quer dizer, temos uma situação repetida na economia internacional, que é a desvalorização acentuada da moeda padrão do sistema financeiro internacional, junto com uma nova perspectiva que são os combustíveis alternativos. Me parece que o Brasil é um dos (talvez o principal) beneficiários desse novo cenário internacional.</p>
<p>São apenas impressões, cabe muita discussão sobre o tema.</p>
<p>Abraços</p>
]]></content:encoded>
	</item>
</channel>
</rss>
