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Blog do Desemprego Zero

Expectativas racionais?

Escrito por Rodrigo Medeiros, postado em 17 dEurope/London junho dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Rodrigo L. Medeiros*

Alan Greenspan conta em ‘A era da turbulência’ (Elsevier, 2008) que Ronald Reagan chamou o então presidente do FED Paul Volcker, na época defensor de taxas de juros de dois dígitos, para uma conversa no Departamento do Tesouro. Reagan foi curto e grosso: “As pessoas estão se perguntando se realmente precisamos de um FED”. Segundo Greenspan, “ele fez exatamente o que precisava para lembrar a Volcker quem era de fato o chefe” (p.89). Lula tem sido muito paciente com a independência de Henrique Meirelles.

O relatório de mercado do BACEN vem apontando no sentido do viés de alta da Selic. Segundo consta no Boletim Focus, que escuta constantemente a “expectativa racional do mercado”, a taxa básica de juros deve atingir a casa dos 14,25% a.a. no final deste ano. Há também a “expectativa racional” de déficit em transações correntes de US$23 bi para 2008. Certamente fica difícil negar que tais expectativas alimentam profecias auto-realizáveis nas contas nacionais. Os falaciosos argumentos da pressão de demanda não se sustentam perante o quadro de especulação em torno dos preços de alimentos e petróleo nas bolsas de mercadorias e futuros. O poder de paridade de aquisição dos países mais desenvolvidos, por sua vez, agrava o quadro econômico para as sociedades menos desenvolvidas. Para essas, a elevação da taxa básica de juros é improdutiva e ineficaz.

Em seu clássico ‘A teoria geral do emprego, do juro e da moeda’ (Altas, 1982), Keynes descreveu como a preferência pela liquidez é uma armadilha para as sociedades. O mercado se equilibraria abaixo do pleno emprego dos fatores de produção disponíveis e isso provocaria muito provavelmente instabilidade sociopolítica. Afinal de contas, quem alimenta as expectativas racionais da oferta monetária e do custo de capital em uma sociedade? Mercado ou Estado?

Alguns teóricos se propuseram a enfrentar esse debate. A polarização se encontra na seguinte questão: Trata-se a moeda de um bem privado ou público? Os defensores das “expectativas racionais” defendem que se trata em um bem privado e, portanto, cabe ao mercado arbitrar o preço do dinheiro. Já os keynesianos defendem a posição de que a moeda é um bem público por ser cunhada por um Estado nacional e aceita pelo mesmo para o pagamento de tributos. Keynes percebeu que a preferência pela liquidez de uma minoria endinheirada poderia tiranizar uma sociedade. Em sociedades muito desiguais como é o caso do Brasil essa preferência revela-se uma perversa armadilha para o desenvolvimento econômico equitativo.

 

*D.Sc. em Engenharia de Produção pela COPPE/UFRJ, membro da Cátedra e Rede UNESCO-UNU de Economia Global e Desenvolvimento Sustentável e da rede Economists for Full Employment do Levy Economics Institute of Bard College (NY).



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