Conselho de Ética da Câmara abre processo contra Paulinho
Escrito por Katia Alves, postado em 4 dEurope/London junho dEurope/London 2008
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados instalou processo disciplinar contra o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, acusado de participar de um esquema de fraudes em empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). O ministro do Trabalho e presidente licenciado do PDT, Carlos Lupi, afirmou que vai ser melhor para o Paulinho da Força pedir afastamento temporário da presidência do diretório estadual pedetista em São Paulo, para poder se defender.
*Por Katia Alves
Publicado no Vermelho
O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados instalou nesta terça-feira (3) processo disciplinar contra o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, pedindo a cassação de seu mandato. O anúncio foi do presidente do Conselho, Sérgio Moraes (PTB-RS). O deputado Paulo Piau (PMDB-MG) foi designado comorelator.
Paulinho recusou-se a renunciar como forma de evitar a possível perda de direitos políticos por dez anos, caso seu mandato venha a ser cassado pelo Plenário da Câmara. Ele é acusado de participar de um esquema de fraudes em empréstimos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
O ministro do Trabalho e presidente licenciado do PDT, Carlos Lupi, recomendou a Paulinho, que avalie a possibilidade de um afastamento temporário da presidência do diretório estadual pedetista em São Paulo, para se defender das acusações. Lupi disse ter ponderado ao deputado que em determinadas situações o afastamento é uma opção que o colocaria “numa posição mais confortável”.
“Estamos numa situação em que não podemos colocá-lo numa posição de constrangimento. Não posso prejulgar ou condenar ninguém, não é o meu papel. Quem não deve não teme”, disse no entanto o ministro. Pouco depois, Paulinho disse que discutirá com a direção do PDT na próxima semana a possibilidade de se licenciar do cargo partidário.
A abertura do processo pôs fim a uma troca de acusações entre Sérgio Moraes e o corregedor-geral da Câmara, Inocêncio Oliveira (PR-PE). Inocêncio, que considera as acusações contra Paulinho “gravíssimas”, protocolou representação contra Moraes pela demora de uma semana na instauração. Aberto o processo, retirou a representação.










