BC pagou caro pela alta e baixa do dólar
Escrito por Katia Alves, postado em 5 dEurope/London junho dEurope/London 2008
Por Rogério Lessa*
Aposta com “swap” começou com Fraga para “puxar” cotação na onda antiLula
A permissão para que investidores apostassem, via mercado de derivativos, no desempenho futuro da taxa (diária) de juros do CDI e na taxa de câmbio, denominadas operações de swap, partiu de Armínio Fraga, quando presidiu o Banco Central (BC).
Em 2002, o BC usou essas operações sob a alegação de evitar a alta do dólar: “Na época, o BC poderia subir juros ou vender swap cambial. O mercado queria comprar dólares e o BC fez uma opção técnica pela venda de swaps”, recorda o consultor econômico da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas, ex-diretor do BC.
Em 2002, houve forte especulação aproveitando as eleições presidenciais, que levaram à vitória de Luiz Inácio Lula da Silva.
“O BC poderia ter optado pela alta dos juros, em 2002, mas optou por vender swaps, que foi opção não-conservadora. Mas todos os BCs são conservadores. Creio que devam usar instrumentos tradicionais. E swaps não são tradicionais”, observa Freitas.
Ele lembra que o governo perdeu a aposta, pois houve grande desvalorização do real na época, até que o espetacular avanço do saldo comercial, inverteu a tendência de alta do dólar.
Até 2005, o investidores passaram a ter fortes perdas em swap, embora ganhassem com a valorização patrimonial por conta da escalada do real. Naquele ano, o BC adota o chamado swap reverso, que visava a segurar a queda do dólar, objetivo que também não tem sido alcançado pelo BC.
A partir daí, a posição mais desejada pelo mercado financeiro passou a ser determinada pela subida dos juros e conseqüente valorização do real, o que lhes confere um “cupom cambial” – ganho adicional ao obtido com juros.
*Rogério Lessa Benemond: Jornalista do Monitor Mercantil, colaborador da revista Rumos do Desenvolvimento. Prêmio Corecon- RJ de jornalismo econômico 2006. Meus Artigos
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