prozac 40mg popliteal celexa 20mg cardiac concurrent clonidine 0.1mg test recovery buy exelon Healthy stories buyneurontinonlinehere.com buying abilify online school lipitor online no rx deoxyribonucleic

Blog do Desemprego Zero

Alcançar os países desenvolvidos

Escrito por Katia Alves, postado em 16 dEurope/London junho dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

O Relatório de Crescimento da Comissão sobre Crescimento e Desenvolvimento, criado com o apoio de quatro países (Austrália, Holanda, Suécia e Reino Unido), do Banco Mundial e de uma fundação privada americana recoloca questões de como o Brasil vai alcançar o mesmo padrão de vida dos países desenvolvidos.

Infelizmente o nosso país não vai alcançar os países desenvolvidos com essa nossa retomada do investimento. Pois o relatório sugere que a partir de 1980 não fomos capazes de aproveitar o potencial dinâmico da economia global, descuidamos das exportações e, com isso, não incorporamos a fronteira tecnológica na nossa estrutura produtiva, perdendo a posição relativa no mercado mundial.

Por Katia Alves

Por Yoshiaki Nakano

Publicado originalmente na Folha online

Para o Brasil alcançar os países desenvolvidos em 2050, nossa renda per capita teria de crescer 5,3% ao ano

SERÁ QUE algum dia o povo brasileiro poderá desfrutar do mesmo padrão de vida dos atuais países desenvolvidos? Quando, e como, vamos alcançar e ser tão ricos quanto os países desenvolvidos? Essas questões deveriam ser a maior preocupação das nossas lideranças políticas, dos intelectuais e dos governantes. O Relatório de Crescimento da Comissão sobre Crescimento e Desenvolvimento, criado com o apoio de quatro países (Austrália, Holanda, Suécia e Reino Unido), do Banco Mundial e de uma fundação privada americana, recoloca essas questões como centrais e sugere uma estratégia de desenvolvimento. Da mesma forma, no relatório do Banco Mundial sobre renascimento da Ásia, o “catch-up mentality” e “developmental dictatorship” surge como a base comum do extraordinário desenvolvimento de países tão díspares como Japão, Tailândia, China e Índia.

Para responder tais questões, a comissão mencionada, presidida por Michael Spence, Prêmio Nobel de Economia, definiu como casos de sucesso países que cresceram 7% ao ano ou mais por 25 anos, pelo menos, e encontraram 13 países ou episódios. Verificou-se que o que há são caminhos comuns, construídos e trilhados de forma diferente. Todos se aproveitaram da ampla e elástica demanda mundial, do estoque de conhecimento e da tecnologia dos desenvolvidos, isto é, aceleraram as exportações para importar mais; estimularam o investimento e a poupança; mantiveram a estabilidade macroeconômica; utilizaram os incentivos de mercado; tiveram lideranças comprometidas com o crescimento e um governo competente voltado aos interesses da população.

O Brasil faz parte desse grupo de 13 casos de sucesso, mas desaceleramos a partir de 1980. Será que, com a atual retomada do crescimento, vamos alcançar os países desenvolvidos? Lamentavelmente, a resposta é não. O relatório sugere que a partir de 1980 não fomos capazes de aproveitar o potencial dinâmico da economia global, descuidamos das exportações e, com isso, não incorporamos a fronteira tecnológica na nossa estrutura produtiva, perdendo a posição relativa no mercado mundial. Estamos cometendo o mesmo erro: permitimos a apreciação da taxa de câmbio desde 2004, começamos a desacelerar as exportações e vamos ter enorme déficit externo neste ano.

Mantida a performance de crescimento do último quarto de século, jamais vamos alcançar os países desenvolvidos, pois nossa renda per capita cresceu à média de 0,5% ao ano, enquanto a dos desenvolvidos tem crescido secularmente à taxa de 2% ao ano. Tomando os últimos dez anos, nossa renda per capita cresceu 1,1% ao ano. O relatório mostra também que, para o Brasil alcançar os países desenvolvidos em 2050 (renda per capita de US$ 75.130), nossa renda per capita teria de crescer 5,3% ao ano. Para isso, o PIB teria de crescer mais do que 6% ao ano.

Mas não vamos desanimar. No passado, já crescemos a taxas de mais de 7% ao ano por quatro décadas e temos competência para isso. Os asiáticos nos diriam que é preciso difundir a mentalidade de “catch-up” e estabelecer a “ditadura do desenvolvimentismo”.

 



  Imprimir  Enviar para Amigo  Adicionar ao Rec6 Adicionar ao Ueba Adicionar ao Linkto Adicionar ao Dihitt Adicionar ao del.icio.us Adicionar ao Linkk Adicionar ao Digg Adicionar ao Link Loko  Adicionar ao Google Adicionar aos Bookmarks do Blogblogs 

« VOLTAR

Faça um comentário

XHTML: Você pode usar essas tags: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>