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	<title>Comentários sobre: A nova desordem mundial</title>
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		<title>Por: Rodrigo L. Medeiros</title>
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		<dc:creator>Rodrigo L. Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Jun 2008 13:39:36 +0000</pubDate>
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		<description>Há um livro muito interessante sobre esse tema - ‘States and the reemergence of global finance: from Bretton Woods to the 1990s’ (Cornell University Press, 1994), de Eric Helleiner. A desregulamentação dos mercados financeiros foi um processo construído pelas vias da política, ou seja, com o apoio dos Estados nacionais. Tais mercados existem sob a autoridade e a permissão dos Estados nacionais. Certamente no concerto das nações os diversos atores políticos pe$am de forma distinta nos proce$$os decisórios dos organismos multilaterais.

Segundo Helleiner: “The task of maintaining an open financial order also presented few collective action problems. (…) two activities necessary to prevent financial crises: international lender-of-last-resort action and international prudential supervision and regulation” (p.18). Não se pode olvidar que o projeto de arquitetura financeira internacional de Keynes, baseado na criação do “bancor” para lastrear a expansão do comércio internacional, foi derrotado em Bretton Woods.

Para Keynes: “Freedom of capital movements is an essential part of the old laissez-faire system and assumes that it is right and desirable to have an equalization of interest rates in all parts of the world. In my view the whole management of the domestic economy depends upon being free to have the appropriate rate of interest without reference to the rates prevailing elsewhere in the world. Capital control is a corollary to this” (KEYNES apud HELLEINER, op. cit., p.34). Reduzir a velocidade do cassino financeiro instalado se faz um passo necessário para que o Brasil possa realizar seu grande potencial como nação. O BACEN possui instrumentos para tanto.

Bastaria, portanto, que Lula chamasse Meirelles para uma conversa e se afirmasse como o chefe de Estado de um país que deseja o desenvolvimento democrático-equitativo.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Há um livro muito interessante sobre esse tema &#8211; ‘States and the reemergence of global finance: from Bretton Woods to the 1990s’ (Cornell University Press, 1994), de Eric Helleiner. A desregulamentação dos mercados financeiros foi um processo construído pelas vias da política, ou seja, com o apoio dos Estados nacionais. Tais mercados existem sob a autoridade e a permissão dos Estados nacionais. Certamente no concerto das nações os diversos atores políticos pe$am de forma distinta nos proce$$os decisórios dos organismos multilaterais.</p>
<p>Segundo Helleiner: “The task of maintaining an open financial order also presented few collective action problems. (…) two activities necessary to prevent financial crises: international lender-of-last-resort action and international prudential supervision and regulation” (p.18). Não se pode olvidar que o projeto de arquitetura financeira internacional de Keynes, baseado na criação do “bancor” para lastrear a expansão do comércio internacional, foi derrotado em Bretton Woods.</p>
<p>Para Keynes: “Freedom of capital movements is an essential part of the old laissez-faire system and assumes that it is right and desirable to have an equalization of interest rates in all parts of the world. In my view the whole management of the domestic economy depends upon being free to have the appropriate rate of interest without reference to the rates prevailing elsewhere in the world. Capital control is a corollary to this” (KEYNES apud HELLEINER, op. cit., p.34). Reduzir a velocidade do cassino financeiro instalado se faz um passo necessário para que o Brasil possa realizar seu grande potencial como nação. O BACEN possui instrumentos para tanto.</p>
<p>Bastaria, portanto, que Lula chamasse Meirelles para uma conversa e se afirmasse como o chefe de Estado de um país que deseja o desenvolvimento democrático-equitativo.</p>
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