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Blog do Desemprego Zero

A inflação é maior para os pobres

Escrito por lucianasergeiro, postado em 12 dEurope/London junho dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Diferentes indicadores da inflação brasileira registraram fortes elevações em maio. O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) fechou o mês com alta de 1,61, contra 0,69% em abril, acumulando 4,74% no ano e 11,53% nos últimos 12 meses. Já o ICV-Dieese ficou em 0,87%, mais que dobrando em relação ao mês anterior, quando o custo de vida subiu em média 0,42%. Os índices gerais, todavia, fornecem um retrato apenas parcial da realidade.

Quando se analisa mais detidamente o comportamento dos preços, verifica-se que existem na realidade não uma única, mas várias inflações, sendo que os índices se diferenciam de acordo com as faixas de renda das famílias. O pior é que a inflação atual, impulsionada pelos preços dos alimentos, é significativamente maior para os pobres e mantém uma proporção inversa à renda. Há muito os economistas já descobriram que a inflação funciona como um mecanismo sutil de redistribuição da renda disponível. Neste caso, ela é particularmente perversa para as famílias de menor renda.

A classe trabalhadora e o movimento sindical terão de redobrar a mobilização e intensificar as lutas para evitar um retrocesso e preservar os modestos ganhos obtidos ao longo dos últimos anos. Além disto, a inflação fortaleceu o setor conservador do governo Lula, estimulando o recrudescimento da política macroeconômica de viés neoliberal, o que demanda novas batalhas por mudanças na orientação vigente em relação aos juros, gastos públicos, câmbio, remessas de lucros para o exterior e tratamento em relação ao capital estrangeiro, sobretudo os investimentos especulativos de curto prazo. 

Por: Luciana Sergeiro – Editora

Publicado em: Portal Vermelho

Por Umberto Martins*

Quando se analisa mais detidamente o comportamento dos preços, verifica-se que existem na realidade não uma única, mas várias inflações, sendo que os índices se diferenciam de acordo com as faixas de renda das famílias. Se, por exemplo, o cidadão não tem renda para comprar um automóvel, no seu ponto de vista um eventual aumento dos preços praticados pelo oligopólio da indústria automobilística não significará “inflação”.

Alimentos em alta

O pior é que a inflação atual, impulsionada pelos preços dos alimentos, é significativamente maior para os pobres e mantém uma proporção inversa à renda, ou seja, quanto mais pobre o cidadão maior o estrago provocado pela inflação. É o que nos mostra a “nota à imprensa” sobre a inflação dos alimentos divulgada recentemente pelo Dieese.

Enquanto o Índice do Custo de Vida (ICV) marcou 0,87%, ponderando todas as despesas que compõem o orçamento familiar (vestuário, transporte, educação, saúde e outros), o preço dos alimentos, em especial, saltou 2,4% em maio. Nos últimos 12 meses o índice geral chegou a 4,95%, porém os alimentos subiram 14,17%.

Conforme argumentam os técnicos do Dieese, “o aumento da inflação se deve basicamente aos alimentos”, concentrando-se “em apenas seis itens básicos da alimentação: arroz, feijão, carne, óleo e derivados do trigo e leite”. A pressão altista é provocado por mais de um fator, cabendo destacar o crescimento da demanda interna e externa, a queda do dólar, mudanças climáticas “e problemas relacionados com as importações e exportações”.

Concentração da renda

Há muito os economistas já descobriram que a inflação funciona como um mecanismo sutil de redistribuição da renda disponível. Neste caso, ela é particularmente perversa para as famílias de menor renda. O pobre ganha pouco e gasta uma proporção maior de sua renda com alimentação. Por esta razão, a inflação atual é bem maior para os pobres do que para os ricos. Isto também transparece nos indicadores apresentados pelo Dieese, que capta a inflação para três distintos estratos.

Considerando a evolução dos preços entre junho de 2007 a maio de 2008, a inflação geral (ICV) foi de 4,9% e a dos alimentos, em especial, de 14,1%. Contudo, a inflação para o estrato 1 (de renda mais baixa) foi bem maior, com o índice geral batendo em 6,7% e o impacto da alta dos alimentos chegando a 16,6%. Já para o estrato 3 (de renda mais elevada), a inflação média ficou em 4,2% e a alta ponderada dos alimentos ficou em 12,5%.

Salário mínimo

A diferença se deve à proporção da renda gasta com alimentação, que para os mais pobres é de 36,6%, percentual que cai para 22,9% no estrato 3 (com maior renda). Esses efeitos desiguais da atual inflação na sociedade brasileira também tem lá suas conseqüências políticas. Observa-se, em primeiro plano, uma ampliação da concentração da renda nacional.

Na prática isto significa, por exemplo, um declínio do valor real da bolsa família, o que levou o ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, a pleitear um aumento de 6% no benefício. A inflação dos alimentos também já deve ter corroído o aumento real do salário mínimo neste ano, assim como os reajustes obtidos por muitas categorias nas últimas campanhas salariais.

Política econômica

A classe trabalhadora e o movimento sindical terão de redobrar a mobilização e intensificar as lutas para evitar um retrocesso e preservar os modestos ganhos obtidos ao longo dos últimos anos. Será preciso exigir um reajuste mais generoso para o salário mínimo, entre outras coisas.

Além disto, a inflação fortaleceu o setor conservador do governo Lula, estimulando o recrudescimento da política macroeconômica de viés neoliberal, o que demanda novas batalhas por mudanças na orientação vigente em relação aos juros, gastos públicos, câmbio, remessas de lucros para o exterior e tratamento em relação ao capital estrangeiro, sobretudo os investimentos especulativos de curto prazo. 

*Jornalista e assessor da CTB



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