A Carta do Ibre
Escrito por Imprensa, postado em 14 dEurope/London junho dEurope/London 2008
Luis Nassif
Fonte: Projeto Brasil
O Guilherme de Barros, que faz uma das melhores colunas de notas econômicas da imprensa, é o último baluarte da Carta do Ibre – uma publicação que tornou-se completamente irrelevante (clique aqui).
Depois da enorme ideologização da PUC-Rio, a FGV-RIo (de onde sai a carta do IBRE) poderia ter se tornado uma referência de pensamento ortodoxo sem os fogos de artifício do ideologismo fácil. Mas não conseguiu e a Carta do Ibre é o sinal mais explícito da perda de dinamismo intelectual da instituição.
De alguns anos para cá, limita-se a ser um apanhado de mesmices publicadas na mídia, e revestidas por uma embalagem ideológica.
A última carta – cujo conteúdo foi “antecipado” ao Guilherme para garantir destaque – propõe que o Banco Central pare de acumular reservas e deixe o dólar cair onde for preciso, pois ajuda a segurar a inflação.
Depois, ampliar a poupança pública e reduzir o consumo das famílias para diminuir o déficit em transações correntes.
Esta é a Carta do Ibre. Joga um conjunto de elementos, não avalia a questão do ritmo e se vale do “supondo que” para fechar as equações que o mundo real teima em manter abertas.
Os da PUC-Rio pelo menos sofisticam mais suas formulações e, em meio ao festival ideológico, ainda produzem enfoques diversificados sobre o mesmo tema.










