Agonia da cultura cidadã
Postado em 26 dEurope/London junho dEurope/London 2008
Por: Luciana Sergeiro 
O Brasil hoje vive dominado pelas milícias e bandidos dentro e fora do governo. A violência e a corrupção matam a confiança em nosso regime, fazendo com que as leis e as instituições percam seu valor. A cidade ficará entregue aos delinqüentes tornando-se ingovernáveis.
O grande desafio que o Brasil enfrenta hoje é superar a complacência do governo frente à necessidade de controlar a violência e a corrupção, porque se satisfaz com a popularidade gerada pelo crescimento ditado pelo preço das commodities.
Publicado em: Valor Online (restrito a assinantes)
Por: Eliana Cardoso
Você já comeu azeitona recheada de tomate? “Sabores muito pequenos, maravilhas e primores reunidos dão consistência ao cozido extraordinário que chamamos cultura. Tudo isso foi aniquilado”, diz Lázár, um personagem no belo romance “De Verdade” do escritor húngaro Sándor Márai. Lázár explica a Judit que a cultura – arcabouço impalpável revelado em nossos reflexos impensados e fonte da nossa felicidade – agonizava entre os escombros de Budapeste bombardeada.
Ali, as pessoas eram apenas animais: algumas, “apanhadas pela morte como cães”; outras, perdidas como insetos. “Muitas dormiam em armários, como as traças na gaveta cheia de naftalina”. Na desordem do cerco à cidade, apenas se entreviam restos de cultura, assim como se enxergavam, a brotar da terra, os pés desenterrados dos cadáveres.
No avião de volta de um seminário em Helsinque (organizado pelo Instituto das Nações Unidas, Wider), eu lia o livro de Márai. A aeromoça sorriu e me deu um jornal brasileiro, que relatava a entrega de três jovens da favela da Providência a traficantes da Mineira – entrega feita como forma de punição por militares que davam suporte a obras patrocinadas pelo senador Marcelo Crivella. Com a tragédia dos jovens – torturados, espancados e assassinados com 46 tiros – a violência corriqueira em nosso país sobe mais um degrau. O abandono dos corpos num lixão de Duque de Caxias anuncia aos quatro ventos a morte da cultura cidadã, que valoriza a vida e respeita a lei. Leia o resto do artigo »
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*Por
Por José Augusto Valente*