Postado em 14 dEurope/London junho dEurope/London 2008
Luis Nassif
Fonte: Projeto Brasil
O Guilherme de Barros, que faz uma das melhores colunas de notas econômicas da imprensa, é o último baluarte da Carta do Ibre – uma publicação que tornou-se completamente irrelevante (clique aqui).
Depois da enorme ideologização da PUC-Rio, a FGV-RIo (de onde sai a carta do IBRE) poderia ter se tornado uma referência de pensamento ortodoxo sem os fogos de artifício do ideologismo fácil. Mas não conseguiu e a Carta do Ibre é o sinal mais explícito da perda de dinamismo intelectual da instituição.
De alguns anos para cá, limita-se a ser um apanhado de mesmices publicadas na mídia, e revestidas por uma embalagem ideológica.
A última carta – cujo conteúdo foi “antecipado” ao Guilherme para garantir destaque – propõe que o Banco Central pare de acumular reservas e deixe o dólar cair onde for preciso, pois ajuda a segurar a inflação.
Depois, ampliar a poupança pública e reduzir o consumo das famílias para diminuir o déficit em transações correntes.
Esta é a Carta do Ibre. Joga um conjunto de elementos, não avalia a questão do ritmo e se vale do “supondo que” para fechar as equações que o mundo real teima em manter abertas.
Os da PUC-Rio pelo menos sofisticam mais suas formulações e, em meio ao festival ideológico, ainda produzem enfoques diversificados sobre o mesmo tema.
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Postado em 14 dEurope/London junho dEurope/London 2008
Publicado originalmente no O Estado de S. Paulo
Por Ricardo Leopoldo
O ex-ministro da Fazenda Delfim Netto afirmou ao Estado que é possível ocorrer uma redução do consumo do governo no segundo trimestre, por causa da decisão do Poder Executivo de elevar o superávit primário de 3,8% para 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. No primeiro trimestre, tais despesas subiram 5,8% em relação aos três meses correspondentes de 2007. “Os gastos públicos subiram no começo do ano. Mas, se o governo cumprir a promessa de elevar o superávit primário, tal medida deve baixar o ritmo das despesas no curto prazo”, comentou.
Ao analisar os dados divulgados pelo IBGE sobre as contas nacionais, Delfim Netto ponderou que o atual ritmo de atividade deve levar o País a crescer pouco acima de 5% neste ano, o que não ficaria distante da alta de 5,4% do PIB de 2007. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) avançou 15,2% no primeiro trimestre ante o mesmo período de 2007 e apresenta expansão, na mesma base de comparação, pelo 17º trimestre seguido. No último trimestre de 2007, os investimentos subiram 16% em relação ao mesmo período de 2006.
Com ironia, Delfim ponderou que a atual dinâmica de evolução do PIB “pode deixar o Copom um pouco mais preocupado”, mas isso não deveria tornar a política monetária ainda mais restritiva. “Há uma pressão inflacionária, existe uma mudança de preços relativos muito importante, especialmente porque está havendo uma alta forte dos preços do petróleo sobre todos os setores. Há também as conseqüências (sobre os índices de preços) das privatizações malfeitas que corrigiram as tarifas de serviços públicos por IGPs. Nesse contexto, o BC tem um pouco de razão para se assustar (com a inflação).” Leia o resto do artigo »
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