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Blog do Desemprego Zero

Archive for junho 12th, 2008

Os Novos Números do IBGE

Postado em 12 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Por: Paulo Passarinho*

O IBGE acaba de divulgar os números referentes ao desempenho da economia no primeiro trimestre desse ano. Esses números reforçam o otimismo daqueles que julgam que a atual política econômica – nem tão atual assim, pois em curso desde o início do segundo mandato de FHC, em 1999 – é a mais adequada ao nosso desenvolvimento.

O crescimento do PIB alcançou a marca de 5,8%, tanto na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, quanto em relação ao acumulado nos últimos 12 meses, embora esse comportamento da economia de janeiro a março tenha apresentado uma elevação de apenas 0,7% em relação ao último trimestre de 2007, o que indica uma clara desaceleração no ritmo do crescimento observado nos últimos meses.

Pelo lado do consumo, e sempre com base na comparação com o mesmo trimestre de 2007, o aumento dos gastos das famílias (6,6%), do governo (5,8%) e dos investimentos (15,2%), sustentaram esse crescimento. Entretanto, o crescimento das importações (18,9%) e os resultados das exportações (-2,1%) continuam a sinalizar uma mudança negativa nos números da balança comercial, com a redução dos seus saldos e a conseqüente degradação nos resultados das transações correntes (soma das transações de comércio e serviços do país com o resto do mundo).

O consumo das famílias tem se sustentado – há 18 trimestres consecutivos em crescimento – pela expansão do crédito, puxado por mecanismos como o empréstimo consignado, e, em menor grau, pelo crescimento da massa salarial. Entretanto, em comparação com o último trimestre de 2007, a expansão do consumo das famílias neste primeiro trimestre foi de apenas 0,3%, o que pode indicar que há sinais de esgotamento nessa fase expansionista recente. Leia o resto do artigo »

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Entrevista com Luciano Coutinho

Postado em 12 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Em entrevista à Época, Luciano Coutinho, presidente do BNDES, declara que ao contrário que os seus críticos afirmam sobre ele, considerado um célebre em medidas para aumentar a participação do Estado na economia, Coutinho diz que apenas quer mudar a orientação da economia (trazer a iniciativa privada para criar estruturas novas e não privatizar). E que a nova política industrial não está aumentando a estatização, isso é uma critica liberal desinformada.

Na questão sobre a fusão da Oi com a Brasil Telecom, afirmou que isso é racional do ponto de vista empresarial e que acirrará a concorrência no setor beneficiando os consumidores.

Com a indústria estrangeira, Luciano observa que é necessário que essa indústria aprofunde a qualidade do que faz no Brasil e desenvolva atividades mais sofisticadas, a política industrial acolhe um papel destacados nos setores em que a empresa estrangeira é dominante, com estímulo à inovação no país. Em relação à inflação, o Banco Central e o Ministério da Fazenda estão atentos, mas deve-se ter cuidado com as medidas de tomadas para o combate da inflação, para não ser um obstáculo com o crescimento econômico.

Por  Katia Alves

Para ler a entrevista na íntegra Entrevista com Luciano Coutinho 

  

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Decálogo da cobiça

Postado em 12 dEurope/London junho dEurope/London 2008

No artigo abaixo, Mauricio Dias da Carta Capital mostrou alguns exemplos que contestam a soberania do Brasil sobre a Amazônia, entre eles: Al Gore afirmando que a Amazônia pertence a todos; declaração de Mikhail Gorbachev como presidente da extinta União Soviética, o Brasil deve delegar parte de seus direitos sobre a Amazônia aos organismos internacionais competentes, declaração de; “Essa parte do Brasil (Amazônia) é muito importante para deixar para os brasileiros. Se perdermos as florestas, perderemos a luta contra o aquecimento global.” (The Independent/editorial 

Desta forma, conseguimos observar como a Amazônia é cobiçada e é nosso dever cuidar do que de fato nos pertence!

 Acompanhe abaixo outras declarações feitas por outras personalidades mundiais:

 Por  Katia Alves

 Por Mauricio Dias

 Fonte: CartaCapital

A contestação da soberania brasileira sobre a Amazônia não é recente.   Declarações feitas por influentes personalidades mundiais, nas duas últimas décadas, dão o tom das pressões. Abaixo uma amostra: 

1. “Ao contrário do que os brasileiros pensam, a Amazônia não é deles, mas de todos nós.” (Al Gore, como vice-presidente dos EUA) 

2. “O Brasil precisa aceitar uma soberania relativa sobre a Amazônia.” (François Mitterrand, como presidente da França)

 3. “As campanhas ecológicas internacionais sobre a região amazônica estão deixando a fase propagandística para dar início a uma fase operativa que pode definitivamente ensejar intervenções militares diretas sobre a região.” (John Major, como primeiro-ministro da Grã-Bretanha) 

4. “O Brasil deve delegar parte de seus direitos sobre a Amazônia aos organismos internacionais competentes.” (Mikhail Gorbachev, como presidente da extinta União Soviética) 

5. “Os países industrializados não poderão viver da maneira como existiram até hoje se não tiverem à sua disposição os recursos naturais não renováveis do planeta. Terão de montar um sistema de pressões e constrangimentos garantidores da consecução de seus intentos.” (Henri Kissinger, ex-secretário de Estado dos EUA) Leia o resto do artigo »

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Novo pacote do governo mantém intacta ortodoxia estagnacionista e dependente

Postado em 12 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Guilherme Delgado – economista do IPEA e membro da Comissão Brasileira de Justiça e Paz – em entrevista ao Correio da Cidadania analisa a nova política Industrial, Fundo Soberano e ‘Investment Grade’ para o Brasil.

 Guilherme comenta que as novas medidas de Política Industrial do governo são medidas positivas, mas que o quadro conjuntural não é um dos favoráveis. Em relação ao Fundo Soberano diz que poderá haver uma troca de prioridades, pois o Fundo pode ser apoiado pelo aumento do superávit primário retirando recursos fiscais que de alguma forma alimentam a demanda efetiva interna – investimentos, infra-estrutura, gastos na política social e outros – e injetar diretamente no setor externo da economia.   

E o Investment Grade’ é uma tábua de salvação que aumenta o tamanho da corda no pescoço. Ele chegou num momento em que o país reverteu, e de forma explosiva, o superávit para déficit na conta corrente.                                                                                         

Por  Katia Alves

Por Valéria Nader

Publicado originalmente no Correio da Cidadania

Correio da Cidadania: Como você enxerga as mais novas medidas de Política Industrial do governo, lançadas nessa segunda-feira, 12 de maio, com a desoneração fiscal de várias atividades até 2011- totalizando cerca de 21 bilhões de reais – e incentivos de cerca de 210 bilhões de reais do BNDES até 2010 para financiar os setores industrial e de serviços?

Guilherme Delgado: Do ponto de vista teórico, de se promover uma política de desenvolvimento e de incentivar o progresso técnico e as mudanças de competitividade do setor industrial, em princípio, são medidas positivas.

No entanto, o quadro conjuntural no qual nos inserimos e o formato dessas medidas que estão sendo alinhavadas, muito preocupadas em responder à pressão do déficit em conta corrente do balanço de pagamento e à conseqüente valorização cambial do real – o que, na realidade, tira o foco de competitividade do setor industrial -, me deixam bastante reticente com relação à sua eficácia. Isso porque, na realidade, não estão tocando no fenômeno cambial e monetário, que é o fenômeno bastante preocupante no que se refere à competitividade industrial Leia o resto do artigo »

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A Nairu no Brasil

Postado em 12 dEurope/London junho dEurope/London 2008

No artigo abaixo, Delfim Netto afirma que o produto potencial pressupõe uma função de produção macroeconômica cuja existência não pode ser provada, a sua aparente “revelação” empírica é resultado da manipulação de uma identidade. As estimativas da Nairu (a taxa de desemprego que mantém estável a taxa de inflação), são acompanhadas de imensa variância e, portanto, também inservíveis para a orientação da política monetária.

Ao final do texto, Delfim observa que o Banco Central calcula que a Nairu no Brasil estaria entre 7,4% e 8,8%, através de um método que considera as estimativas pontuais de diferentes modelos, selecionando a menor e a maior estimativa e chamando isso de intervalo o que é incoerente com os métodos estatísticos corretos.                                     

Por  Katia Alves

Publicado originalmente na Folha online 

Por Antônio Delfim Netto

POUCOS ECONOMISTAS podem ser considerados realmente “grandes”. Um deles foi Alfred Marshall (1842-1924), cujo livro “Principles of Economics” (1890) dominou o pensamento econômico durante quase meio século. A fecundidade da contribuição marshalliana pode ser melhor apreciada quando lembramos que suas observações sobre a estrutura das indústrias estão na base da revolucionária geografia econômica moderna.

É de Marshall a afirmação “que em assuntos econômicos qualquer explicação curta ou é equivocada, ou falaciosa ou um truísmo”. Ela se aplica como uma luva a muitas criações econômicas de aparência simples que, à custa de serem repetidas sem uma crítica mais cuidadosa, acabaram sendo incorporadas no corpo da economia. Em alguns casos, apesar da absoluta imprecisão e fluidez conceitual, são submetidas à continuada tortura econométrica na esperança que algum dia confessarão a sua existência. Dois desses conceitos dominam a imaginação “científica” de uma certa classe de economistas.

De um lado, o famoso “produto potencial”, que por hipótese pode ser empiricamente estimado com segurança e que limitaria o crescimento não inflacionário. De outro, a renascida Nairu, uma suposta taxa de desemprego abaixo da qual acendem-se as pressões inflacionárias e que, também, poderia ser empiricamente determinada com segurança. Leia o resto do artigo »

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A inflação é maior para os pobres

Postado em 12 dEurope/London junho dEurope/London 2008

Diferentes indicadores da inflação brasileira registraram fortes elevações em maio. O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) fechou o mês com alta de 1,61, contra 0,69% em abril, acumulando 4,74% no ano e 11,53% nos últimos 12 meses. Já o ICV-Dieese ficou em 0,87%, mais que dobrando em relação ao mês anterior, quando o custo de vida subiu em média 0,42%. Os índices gerais, todavia, fornecem um retrato apenas parcial da realidade.

Quando se analisa mais detidamente o comportamento dos preços, verifica-se que existem na realidade não uma única, mas várias inflações, sendo que os índices se diferenciam de acordo com as faixas de renda das famílias. O pior é que a inflação atual, impulsionada pelos preços dos alimentos, é significativamente maior para os pobres e mantém uma proporção inversa à renda. Há muito os economistas já descobriram que a inflação funciona como um mecanismo sutil de redistribuição da renda disponível. Neste caso, ela é particularmente perversa para as famílias de menor renda.

A classe trabalhadora e o movimento sindical terão de redobrar a mobilização e intensificar as lutas para evitar um retrocesso e preservar os modestos ganhos obtidos ao longo dos últimos anos. Além disto, a inflação fortaleceu o setor conservador do governo Lula, estimulando o recrudescimento da política macroeconômica de viés neoliberal, o que demanda novas batalhas por mudanças na orientação vigente em relação aos juros, gastos públicos, câmbio, remessas de lucros para o exterior e tratamento em relação ao capital estrangeiro, sobretudo os investimentos especulativos de curto prazo. 

Por: Luciana Sergeiro – Editora

Publicado em: Portal Vermelho

Por Umberto Martins*

Quando se analisa mais detidamente o comportamento dos preços, verifica-se que existem na realidade não uma única, mas várias inflações, sendo que os índices se diferenciam de acordo com as faixas de renda das famílias. Se, por exemplo, o cidadão não tem renda para comprar um automóvel, no seu ponto de vista um eventual aumento dos preços praticados pelo oligopólio da indústria automobilística não significará “inflação”.

Alimentos em alta

O pior é que a inflação atual, impulsionada pelos preços dos alimentos, é significativamente maior para os pobres e mantém uma proporção inversa à renda, ou seja, quanto mais pobre o cidadão maior o estrago provocado pela inflação. É o que nos mostra a “nota à imprensa” sobre a inflação dos alimentos divulgada recentemente pelo Dieese.

Enquanto o Índice do Custo de Vida (ICV) marcou 0,87%, ponderando todas as despesas que compõem o orçamento familiar (vestuário, transporte, educação, saúde e outros), o preço dos alimentos, em especial, saltou 2,4% em maio. Nos últimos 12 meses o índice geral chegou a 4,95%, porém os alimentos subiram 14,17%. Leia o resto do artigo »

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MST divulga panorama a respeito da crise alimentar mundial

Postado em 12 dEurope/London junho dEurope/London 2008

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra do Brasil, por meio de sua Secretaria Nacional, divulgou um estudo na semana passada no qual reúne informações que ajudam a compreender o que está por trás do aumento mundial dos preços dos produtos agrícolas. Ao tratar do panorama brasileiro, o MST sustenta que a crise se dá pela especulação das grandes empresas que controlam a produção no país, pois não existe nenhuma mudança tão radical na relação entre oferta e demanda.

Os estoques mundiais de grãos não se alteraram nos últimos vinte anos. Seguem basicamente a mesmo volume. A produção agrícola mundial cresceu em 4% na safra de 2006/07. Desde 1960 a produção de grãos no mundo aumentou em 3 vezes, ou seja, aumentou mais de 300% em 40 anos. A disponibilidade de alimentos por pessoa aumentou em 24%, ou seja, a oferta de calorias dia para cada habitante aumentou de 2.360 para 2.803.

Não há uma crise de produção de alimentos. Há uma situação de aumento especulativo dos preços, que não estão relacionados com oferta e demanda. O mercado agrícola mundial é controlado pelo oligopólio de menos de 40 empresas que controlam toda produção,
desde os insumos até a agroindústria. Os governos e o estado não têm mais nenhum controle dos estoques de alimentos. Tudo foi privatizado pela onda neoliberal. Os governos controlam no máximo as estatísticas do volume de produtos agrícolas estocados, mas o seu controle é feito pelo capital privado es não podem exercer nenhum controle sobre eles.

Por: Luciana Sergeiro – Editora

Publicado em: Portal Vermelho

Situação e dados sócio-econômicos

1. A produção agrícola mundial cresceu em 4% na safra de 2006/07. Foram colhidos 2.300 milhões de toneladas de grãos em 2007. E a produção de milho, em especial cresceu 24% em todo mundo.

2. O destino da produção agrícola de grãos em 2007 foi de 1.009 milhão de toneladas para consumo humano, 756 milhões de toneladas para consumo animal, e 364 milhões de toneladas para outros fins. Entre eles, 90 milhões de toneladas foram para agrocombustíveis.

3. Os estoques mundiais de grãos não se alteraram nos últimos vinte anos. Seguem basicamente a mesmo volume. Em 1985 eram de 471 milhões de toneladas e agora (em 2006) estavam em 428 milhões de toneladas.

4. Desde 1960 a produção de grãos no mundo aumentou em 3 vezes, ou seja, aumentou mais de 300% em 40 anos. A disponibilidade de alimentos por pessoa aumentou em 24%, ou seja, a oferta de calorias dia para cada habitante aumentou de 2.360 para 2.803. E a produtividade média da agricultura nesse período aumentou em 150%. A população mundial cresceu 100%, de 3 para 6,2 bilhões. Leia o resto do artigo »

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FIDEL CASTRO ELOGIA BARACK OBAMA

Postado em 12 dEurope/London junho dEurope/London 2008

RIVE GAUCHE

 

Léo Nunes – Paris - O ex-presidente cubano, Fidel Castro, elogiou o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, em artigo publicado recentemente no diário cubano Granma. Castro fez ressalvas a Obama, salientando o caráter criminoso do embargo norte-americano ao país.

 

Entretanto, o líder cubano elogiou a disposição de dialogar com os líderes cubanos sem pré-condições definidas. Obama, em discurso realizado na Fundação Nacional Cubano-Americana, principal organização de oposição ao regime cubano, garantiu que reverá a política de visitas de cubanos a ilha e a proibição de envio de remessas para famílias cubanas.

 

De fato, o candidato democrata tem demonstrado posturas mais progressistas do que a companheira de partido Hillary Clinton e do que as do candidato republicano John McCain. Obama aposta num discurso inovador à luz da política externa norte-americana dos últimos anos.

 

Resta saber se ele terá o apoio dos eleitores norte-americanos do sul e dos partidários da senadora Hillary Clinton. Além disso, apenas o tempo dirá em que medida ele enfrentará os grandes lobbies internos ligados à belicosa “diplomacia” ianque. Mesmo com todos estes poréns, Fidel tem razão: Obama é a melhor opção para os norte-americanos e para o mundo.

 

 

Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos

 

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