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Blog do Desemprego Zero

Vivas à produtividade

Escrito por Imprensa, postado em 23 dEurope/London maio dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Delfim Netto analisa o recente estudo, sobre a produtividade da agricultura brasileira, do economista José Garcia Gasques, pesquisador do IPEA e coordenador de Planejamento estratégico do Ministério da Agricultura.

O estudo intitulado “Produtividade e Crescimento da Agricultura Brasileira” abrange o período 1975-2007.

Delfim Netto faz uma breve síntese do trabalho de José Garcia Gasques, enfatizando os bons indicadores e resultados mostrados no estudo.

* Por Elizabeth Cardoso, editora e coordenadora de conteúdo

Publicado originalmente no Valor Online (restrito a assinantes)

Por Antônio Delfim Netto*

José Garcia Gasques é, com toda a certeza, um dos economistas agrícolas mais sofisticados de que dispõe o Brasil. Pesquisador do Ipea e coordenador do planejamento estratégico do Ministério da Agricultura, acaba de divulgar um curto, mas denso (e definitivo!), trabalho sobre a produtividade da agricultura brasileira. Ele foi realizado em companhia de outros dois competentes pesquisadores, Eliana Teles Bastos e Miriam Bacchi.

“Produtividade e Crescimento da Agricultura Brasileira” cobre o período de 1975 a 2007. Incorpora pesquisas anteriores e aperfeiçoa a forma de medir algumas variáveis, mas mantém a metodologia e as mesmas fontes de dados de trabalhos já publicados. O índice que compõe o “produto” inclui 70 itens: lavouras permanentes (35); lavouras temporárias (29) e produtos de origem animal (6). O índice dos “Insumos” inclui terras de lavoura, terras de pastagens naturais e plantadas, mão-de-obra, máquinas agrícolas automotrizes, fertilizantes e defensivos.

Para agregar o conjunto de produtos e o conjunto de insumos serve-se do conhecido índice de Torniqvist, o mesmo utilizado pelo Departamento de Agricultura dos EUA. O crescimento da produtividade total dos fatores é a diferença entre o crescimento do produto agregado e o crescimento do insumo agregado. A produtividade é, portanto, uma medida da eficiência com que os “insumos” são transformados em “produtos”.

Uma síntese dos resultados do trabalho pode ser apreciada nos gráficos abaixo. O primeiro gráfico revela que entre 1975 (=100) e 2007 (340,64), a produção agropecuária brasileira cresceu à taxa média geométrica da ordem de 3,9% ao ano, enquanto os insumos utilizados naquela produção cresceram, no período, de 100 para 119,90, ou seja à taxa média geométrica de 0,57%! Isso nos deixa com um crescimento médio geométrico anual da produtividade total dos fatores (PTF) de 3,3% ao ano. Trata-se da mais elevada taxa de crescimento do mundo quando comparada com os resultados registrados num trabalho do Banco Mundial da mesma natureza em diversos outros países. No período mais recente (2000-07), a PTF cresceu no Brasil à taxa de 4,75%.

Os números revelam como é desinformada no caso do Brasil, a discussão estimulada por organismos internacionais (de seriedade mais do que duvidosa, como é, por exemplo, a ONU), em torno da competição entre a produção de alimentos e a de biocombustíveis. Aliás – e isso não está no trabalho – a crise mundial de alimentos atual tem muito a ver com a complacência e incompetência dos organismos multinacionais (ONU, FAO e OMC) com relação à política agrícola dos países desenvolvidos. Na busca da autonomia alimentar, sustentam seus ineficientes setores agrícolas à custa da proibição das importações dos países emergentes.

O segundo gráfico mostra como o nosso aumento da produção foi conseguido graças aos avanços tecnológicos da agricultura tropical, com redução do uso da mão-de-obra e tremenda economia de terra. Vários fatores impulsionaram o enorme aumento da produtividade. Mudança na composição do produto (aumento da produção de maior valor agregado como frutas e carnes); melhoria do capital humano (um pouco mais de educação, saúde e assistência técnica) e melhoria do financiamento agrícola (a despeito do grave problema do endividamento que ainda persiste no setor). O fator mais importante foi, sem dúvida, a pesquisa e o desenvolvimento (na seleção de sementes, nas técnicas de plantio e na criação de novas variedades), da qual a Embrapa é o centro irradiador.

Nas últimas três décadas, praticamente 90% do aumento da produção agrícola foi decorrente do aumento da produtividade, o que sugere que podemos prosseguir no mesmo caminho economizando mão-de-obra (que precisa de emprego em outros setores) e sem criar pressões por novas áreas de terra. É preciso mostrar ao mercado que o “terrorismo” da ONU está a serviço dos mais baixos interesses econômicos dos chamados países “desenvolvidos”. E mais, confrontá-los com a generosidade do Brasil, que está fornecendo à África, sem qualquer ônus, a transferência da tecnologia da agricultura tropical que desenvolveu.

Leia este artigo na íntegra no Valor Online

* Antonio Delfim Netto é professor emérito da FEA-USP, ex-ministro da Fazenda, Agricultura e Planejamento.



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