Referendo na Bolívia será no dia 10 de Agosto
Escrito por Imprensa, postado em 12 dEurope/London maio dEurope/London 2008
No dia 10 de agosto acontecerá o referendo na Bolívia sobre o mandato de Evo Morales. Ele ficou conhecido pela nacionalização dos hidrocarbonetos e das refinarias que até então era de domínio das transnacionais presentes no país (entre elas a Petrobrás) e ainda por ser apoiado por Hugo Chávez. Seu posicionamento representa o reforço da esquerda na América Latina para delírio dos partidos tradicionais. O presidente acredita que esta é uma forma de definir nas urnas e dentro da constitucionalidade o posicionamento do povo em relação a atual crise política do país.
Por Beatriz Diniz
O presidente da Bolívia, Evo Morales, convocará para 10 de agosto o referendo revogatório de seu mandato, do vice-presidente e de prefeitos, seis deles opositores ferrenhos de seu governo, confirmou nesta segunda-feira uma fonte oficial.
A convocação, que o presidente Morales assinará nesta segunda-feira, “será para domingo 10 de agosto deste ano”, assegurou o vice-ministro de Coordenação Governamental, Héctor Arce, entrevistado pela rede de televisão Red Uno.
O presidente dará luz verde à lei aprovada na quinta-feira pelo Congresso para a revogação de mandatos de autoridades nacionais e regionais, caso a rejeição a seus governos supere os votos e porcentagens recebidos quando foram eleitos nas eleições de dezembro de 2005.
Os 10 plebiscitos (um nacional e nove regionais) serão realizados em meio a uma forte crise política na Bolívia, devido às posições irreconciliáveis a respeito da nova Constituição de cunho indígena apoiada pelo governo e aos anseios por autonomia de regiões governadas pela oposição.
Bolívia convoca referendo sobre mandatos para 10 de agosto
LA PAZ – A Bolívia vai realizar o referendo sobre o mandato do presidente Evo Morales e dos nove governadores regionais do país no dia 10 de agosto, disse Morales nesta segunda-feira, depois de assinar uma lei sobre o plano eleitoral.
A assinatura da legislação foi feita horas antes de o presidente se reunir com os governadores, a maioria contrária a seu plano de nova Constituição e a favor do processos de autonomia.
“Pela primeira vez em toda a história boliviana, que o povo boliviano não tenha apenas direito de escolher, mas também de revogar se as autoridades não servem ou não prestam serviço ao povo”, disse o presidente ao promulgar a lei e pedir a todos os organismos internacionais que enviem observadores à consulta.
(Reportagem de Carlos Alberto Quiroga)










