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	<title>Comentários sobre: Quem faz as expectativas?</title>
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		<title>Por: Heldo Siqueira</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/05/quem-faz-as-expectativas/comment-page-1/#comment-1893</link>
		<dc:creator>Heldo Siqueira</dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jun 2008 14:37:47 +0000</pubDate>
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		<description>Amigos,

acho que o sistema de metas de inflação como é aplicado pela equipe econômica brasileira é completamente equivocado. É uma interpretação rasa da literatura econômica, tanto no que tange à tragetória dos preços em um sistema econômico dinâmico, quanto na própria característica do mercado monetário.

Entendo que a administração de estratégias deve ser baseada por ações e metas pre-estabelecidas. Desse modo, é possível fazer um planejamento prévio e, portanto, torna-se mais fácil concretizar a meta. Nesse sentido, estabelecer uma meta de inflação é uma estratégia interessante para o BC. 
Entretanto, anunciar a meta é tão inútil quanto perigoso. Afinal, a vantagem de anunciar a meta seria o alinhamento das perspectivas de inflação, por parte dos agentes, em relação à meta do BC. Mas isso não se observa na prática! E nem precisa ir longe: enquanto o BC toma como meta o IPCA, os reajustes de preços administrados têm por base o IGP-M! Ora, se os reajustes de alguns preços (diga-se de passagem os mais importantes, por tratarem-se da base da cadeia produtiva) INSTITUCIONALMENTE não tomam por base a meta do BC, de que adianta anunciar a meta?!
Mais que isso! Como o repasse dos preços na economia dependende das estruturas de custos das empresas, o que leva o BC a crer que num longo prazo vá haver convergência para a meta estipulada por ele?! A não ser que o BC acredite que no longo prazo todas as estruturas de custos serão iguais (uma idiotisse conceitual).
O mais provável é que vá haver, apenas, especulação em torno da capacidade do BC em cumprir a meta.

Me parece que o BC é uma instituição com problemas graves de auto-afirmação e precisa a todo o instante do reconhecimento, do mercado e da imprensa, de que realmente tem capacidade de lidar com a política monetária. Mas acho que esses problemas psicológicos devem ser tratados por profissionais e a política monetária deve ser deixada para pessoas que tenham mais segurança em sua capacidade técnica.

Abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Amigos,</p>
<p>acho que o sistema de metas de inflação como é aplicado pela equipe econômica brasileira é completamente equivocado. É uma interpretação rasa da literatura econômica, tanto no que tange à tragetória dos preços em um sistema econômico dinâmico, quanto na própria característica do mercado monetário.</p>
<p>Entendo que a administração de estratégias deve ser baseada por ações e metas pre-estabelecidas. Desse modo, é possível fazer um planejamento prévio e, portanto, torna-se mais fácil concretizar a meta. Nesse sentido, estabelecer uma meta de inflação é uma estratégia interessante para o BC.<br />
Entretanto, anunciar a meta é tão inútil quanto perigoso. Afinal, a vantagem de anunciar a meta seria o alinhamento das perspectivas de inflação, por parte dos agentes, em relação à meta do BC. Mas isso não se observa na prática! E nem precisa ir longe: enquanto o BC toma como meta o IPCA, os reajustes de preços administrados têm por base o IGP-M! Ora, se os reajustes de alguns preços (diga-se de passagem os mais importantes, por tratarem-se da base da cadeia produtiva) INSTITUCIONALMENTE não tomam por base a meta do BC, de que adianta anunciar a meta?!<br />
Mais que isso! Como o repasse dos preços na economia dependende das estruturas de custos das empresas, o que leva o BC a crer que num longo prazo vá haver convergência para a meta estipulada por ele?! A não ser que o BC acredite que no longo prazo todas as estruturas de custos serão iguais (uma idiotisse conceitual).<br />
O mais provável é que vá haver, apenas, especulação em torno da capacidade do BC em cumprir a meta.</p>
<p>Me parece que o BC é uma instituição com problemas graves de auto-afirmação e precisa a todo o instante do reconhecimento, do mercado e da imprensa, de que realmente tem capacidade de lidar com a política monetária. Mas acho que esses problemas psicológicos devem ser tratados por profissionais e a política monetária deve ser deixada para pessoas que tenham mais segurança em sua capacidade técnica.</p>
<p>Abraços</p>
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