A nova política industrial, a Política de desenvolvimento do setor produtivo: texto I
Escrito por Imprensa, postado em 13 dEurope/London maio dEurope/London 2008
O governo lançou no dia 12 a nova política industrial com o nome de Política de Desenvolvimento Produtivo, com o grande objetivo de alavancar a indústria exportadora do país. A nova política vai beneficiar diversos setores como: o setor de software e tecnologia, indústria naval. Medidas de estímulo ao investimento, como diminuição do IOF nas operações de crédito do BNDES, Finame e Finep; em relação à inovação, haverá criação de uma linha de capital inovador e incentivo para as empresas aumentarem a capacidade inovativa, entre outros.
Por Katia Alves
Publicado no Tribuna on-line
Conheça as medidas da Política de Desenvolvimento Produtivo
Clique aqui para ler a íntegra da nova política industrial do governo Lula.
Veja abaixo alguma das medidas:
Software e tecnologia – Redução da contribuição patronal para a seguridade social sobre a folha de pagamento de 20% para até 10% e da contribuição para o Sistema S para até zero, de acordo com a participação das exportações no faturamento da empresas;
- Dedução em dobro, para determinação da base do cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido das despesas com programas acelerados de capacitação de pessoal;
-Permissão para que as empresas de informática e automação possam deduzir da base de cálculo do IR e da CSLL os dispêndios relativos a pesquisa e desenvolvimento multiplicados por um fator de até 1,8; – Novo Prosoft: 1 bilhão de reais entre 2007 e 2010.
Indústria naval
- Receberá investimento inicial de R$ 400 milhões – O dinheiro será destinado a um fundo garantidor de performance.
- Haverá a suspensão da cobrança de IPI/PIS/CONFINS incidentes sobre peças e materiais destinados a construção de navios por estaleiros nacionais – Também será ampliada a suspensão da cobrança de PIS/Cofins na aquisição de combustíveis para a navegação de longo curso. Hoje, só recebe esse benefício a navegação de cabotagem.
- A Petrobras vai lançar uma licitação para a construção de 146 embarcações de apoio às operações da estatal. Deste total, 24 já vão a mercado para licitação imediata.
Estímulo ao investimento:
- Eliminação da incidência do IOF de 0,38% nas operações de crédito do BNDES, Finame e Finep;
- Redução do IPI para uma lista de setores a ser divulgada.
- Redução de prazo de apropriação de créditos de PIS e COFINS derivados da aquisição de bens de capital de 24 para 12 meses, ou seja, quem investe em máquinas poderá abater a depreciação do bem nas dívidas do PIS Cofins num prazo mais curto
- Prorrogação, até 2010, do previsto pela Lei 11.051/2004, que reduz de forma acelerada em 50% do prazo de crédito de 25% do valor anual da depreciação que pode ser abatido da CSLL. A medida que beneficia empresas queinvestirem em máquinas e equipamentos a abaterem o valor da depreciação dos bens dos valores devidos de CSLL. O prazo para usar o abatimento terminaria este ano e foi estendido até 2010
Financiamento de renda variavel
- Ampliação do funding do BNDES: previsão de desembolso total projetado para indústria e serviços entre 2008 e 2010 de R$ 210,4 bilhões (capacidade produtiva, inovação e modernização), dividido em de R$ 62,5 bilhões este ano, R$ 70,2 bilhões em 2009 e R$ 77,7 bilhões em 2010;
- Redução de 20% no spread básico do conjunto de linhas de financiamento do BNDES, de 1,4% para 1,1% ao ano;
- Redução de 40% do spread básico de 1,5% ao ano para 0,9% ao ano; duplicação do prazo para a indústria no produto Finame, de 5 para 10 anos;
- Cobrança de 100 por cento da TJLP (hoje 6,25 por cento ao ano);
- Redução da taxa de intermediação de 0,8% para 0,5%.
Inovação
- Criação de uma linha de capital inovador de R$ 6 bilhões entre 2008 e 2010 que cobra apenas a TJLP;
- Apoio e esforços inovativos das empresas, principalmente capacitação, ativos intangíveis, engenharia;
- Nova linha inovação tecnológica: apoio a projetos de pesquisa desenvolvimento e inovação, com taxa de 4,5% por cento;
- Fundo Tecnológico terá, em 2008, foco em saúde, energias renováveis e redução de emissões;
- Finep – financiamento de R$ 740 milhões em 2008; subvenção econômica à inovação de R$ 325 milhões;
- Criação de um Fundo Soberano.
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