PHA – Paulo Henrique Amorim entrevista coordenador do grupo de apóio a AÉCIO NEVES, PSDB: AGORA É A VEZ DE MINAS
Escrito por Imprensa, postado em 6 dEurope/London maio dEurope/London 2008
Um grupo de parlamentares que formam a base de apoio ao Governador de Minas Gerais Aécio Neves lançou, em Belo Horizonte, o “Núcleo Informal, Estratégico de Apoio à Candidatura de Aécio Neves à Presidência”. O grupo é suprapartidário e tem o objetivo de ajudar a candidatura de Aécio Neves à Presidência da República em 2010.
O 1º vice-presidente da Câmara Nárcio Rodrigues (PSDB-MG) é o coordenador do grupo de apoio a Aécio Neves. Ele disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta terça-feira, dia 11, que São Paulo já deu suas contribuições ao PSDB e agora é a vez de Minas Gerais (clique aqui para ouvir o áudio).
“O PSDB de São Paulo já nos ofereceu a candidatura de Covas, Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Geraldo Alckmin. E tenho para mim que chegou a hora de Minas Gerais, chegou a hora de uma candidatura de Minas. É a candidatura de Aécio. E eu tenho certeza que nós vamos ter São Paulo solidário a nós como nós fomos solidários a São Paulo no passado, quando os paulistas se apresentaram com candidaturas consistentes”, disse Rodrigues.
O deputado Nárcio Rodrigues disse que o candidato do PSDB deve ser alguém que tenha capacidade de dialogar com os partidos aliados. “Temos consciência de que a candidatura do PSDB não será escolhida apenas internamente pelo partido. Ela terá como fator de influência na sua escolha a grande aliança que se possa fazer em torno de uma candidatura. Como o Governador (Aécio Neves) vem trabalhando vários partidos na possibilidade de construção de um leque de alianças, é importante que a gente exercite isso, de modo que o PSDB tenha que escolher também o candidato que tenha, que seja capaz de aglutinar forças políticas externas que permitam construir uma maior aliança e garantir uma vitória nas eleições presidenciais”, disse Rodrigues.
Segundo Nárcio Rodrigues, o candidato do PSDB à Presidência da República em 2010 será escolhido por meio de prévias. “A experiência que nós estamos vivendo hoje nos Estados Unidos mostra que o exercício da prévia interna do partido pode ser extremamente salutar, para permitir o amplo debate e o conhecimento das propostas e das candidaturas. E eu imagino que seria salutar se nós pudéssemos discutir estado a estado as propostas dos candidatos à Presidência do PSDB, para sair dessa discussão com uma escolha que seja democrática”, disse Rodrigues.
Leia a íntegra da entrevista com Nárcio Rodrigues:
Paulo Henrique Amorim - Deputado, eu gostaria de entender quais são as atribuições desse núcleo que se auto define como, pelo menos é o que diz a Folha, como informal?
Nárcio Rodrigues - Na verdade é um grupo de parlamentares, de dirigentes partidários e especialmente parlamentares de todos os partidos da base de sustentação do governador Aécio Neves na Assembléia Legislativa e na Câmara dos Deputados que tem como objetivo ajudar a construir um ambiente para que a candidatura à Presidência da República do governador possa prosperar em outras áreas do país. Nós temos para nós que o governador está fazendo ações extremamente positivas para colocar o seu nome na disputa nacional e é importante que os diversos partidos que formam a sua base de sustentação possam se organizar e dar uma contribuição para construir um ambiente, para que o seu o seu nome seja cotado como alternativa.
Paulo Henrique Amorim - Agora, deputado, é do conhecimento público que o governador Aécio Neves tem que enfrentar, teoricamente, dois outros obstáculos. Um é a candidatura já anunciada do senador Arthur Virgílio e o outro é da candidatura implícita, ainda que não tenha sido anunciada, mas faz parte do ambiente político brasileiro já há muitos anos que é a do governador José Serra de São Paulo. Eu pergunto, dentro do PSDB qual é a função desse núcleo que o senhor coordena? Como se articular diante dessas duas candidaturas que estão na praça?
Nárcio Rodrigues - Bom, eu acho que o PSDB vai viver uma experiência nova nessas eleições, que é a de exercitar as prévias pelo país agora. Eu acho que isso pode ser um processo que vai oxigenar o partido, vai abrir oportunidade para um outro debate interno no partido. E nós temos consciência de que temos esses obstáculos a vencer. O Governador José Serra é um forte candidato à Presidência da República. A candidatura do senador Arthur Virgilio ajuda a oxigenar o processo, a colocar mais alternativas. E naturalmente nós sabemos que essas barreiras terão que ser vencidas. Mas temos consciência também de que a candidatura do PSDB não será escolhida apenas internamente pelo partido. Ela terá como fator de influência na sua escolha a grande aliança que se possa fazer em torno de uma candidatura. Como o Governador vem trabalhando vários partidos na possibilidade de construção de um leque de alianças, é importante que a gente exercite isso, de modo que o PSDB tenha que escolher também o candidato que tenha, que seja capaz de aglutinar forças políticas externas que permitam construir uma maior aliança e garantir uma vitória nas eleições presidenciais.
Paulo Henrique Amorim - O senhor se refere, por acaso, ao PMDB?
Nárcio Rodrigues - Ao PMDB, ao PSB, ao PPS, ao PDT, os Democratas, o PTB, o PRB. Quer dizer, o PSDB tem uma visão de que, em Minas, com esse momento em que nós estamos inaugurando inclusive um diálogo novo na cena política brasileira, que é inclusive o diálogo PSDB-PT, que pode acontecer daqui para frente. Então é importante deixar canais abertos para conversa. Eu entendo que a escolha do candidato do PSDB vai passar também por uma análise do quadro como um todo, do cenário sobre o qual nós vamos estar atuando.
Paulo Henrique Amorim - E não só do PSDB ?
Nárcio Rodrigues - Exatamente. Quem mais vai aglutinar dentro do PSDB? Isso é uma questão que tem que ser colocada: quem é capaz de construir uma aliança maior para não só a eleição, mas sobretudo a governabilidade em caso de eleição.
Paulo Henrique Amorim - Evidentemente que nós estamos pensando numa forma de escolher candidato do PSDB que nos remete à eleição anterior em que foi feito, aparentemente, num jantar, num restaurante famoso de São Paulo, e segundo a hegemonia e a ascendência de São Paulo no processo político e no partido. O senhor diria que São Paulo controla o PSDB nacional?
Nárcio Rodrigues - Não, eu diria que não. Eu diria que o partido tem uma presença muito forte em São Paulo. E é natural que tenha, porque nasceu sob a liderança dos “covistas”. O PSDB de São Paulo já nos ofereceu a candidatura de Covas, Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Geraldo Alckmin. E tenho para mim que chegou a hora de Minas Gerais, chegou a hora de uma candidatura de Minas. É a candidatura de Aécio. E eu tenho certeza que nós vamos ter São Paulo solidário a nós como nós fomos solidários a São Paulo no passado, quando os paulistas se apresentaram com candidaturas consistentes.
Paulo Henrique Amorim - E como seria esse processo de prévias? Qual é a sua predileção?
Nárcio Rodrigues - Eu tenho para mim que a experiência que nós estamos vivendo hoje nos Estados Unidos mostra que o exercício da prévia interna do partido pode ser extremamente salutar, para permitir o amplo debate e o conhecimento das propostas e das candidaturas. E eu imagino que seria salutar se nós pudéssemos discutir estado a estado as propostas dos candidatos à Presidência do PSDB, para sair dessa discussão com uma escolha que seja democrática e que permita ao partido se revigorar na construção das suas teses para a próxima eleição.
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