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Blog do Desemprego Zero

Para diretor da Finep, Brasil deve mudar “modelo mental”

Escrito por Imprensa, postado em 23 dEurope/London maio dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Eduardo Costa, diretor da Finep, em resposta a crítica ao novo edital de subvenção econômica da Finep para as micro e pequenas empresas, declara que é necessário ao Brasil mudar seu modelo mental, pois o novo cenário econômico é um momento “muito diferente” dos anos 1990, sendo hoje possível financiamento de um montante muito maior.

Por Katia Alves

Publicado originalmente no Jornal da Ciência

Por Tatiana Fiúza

Eduardo Costa ressalta que recursos hoje permitem operar programas com mais de R$ 100 milhões, ou projetos com mais de R$ 1 milhão

O diretor de Inovação da Finep, Eduardo Costa, convidou nesta segunda-feira (19) os participantes da 8ª Conferência Anpei para fazerem uma reflexão e mudar o “modelo mental” para entender o cenário de inovação que está sendo adotado no Brasil.

Costa lembrou o novo cenário econômico mundial, que registra o grande crescimento das empresas asiáticas. Segundo ele, a partir de uma avaliação minuciosa sobre esse cenário é possível se pensar em quais ações o Brasil deve desenvolver para ingressar no mercado mundial.

Ele salientou que a Finep opera hoje recursos na ordem de R$ 1,8 bilhão do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e com mais os créditos, os recursos operados pela financiadora podem chegar a R$ 3 bilhões. “Há dez anos, operávamos R$ 300 mil. Só que o pensamento de que temos hoje é o de dez anos atrás, em que temos que ter projetos pequenos para caber nos R$ 300 mil” enfatizou.

É preciso, na avaliação do diretor, mudar o pensamento e entender que o novo cenário econômico é um momento “muito diferente” dos anos 1990. “Existem, hoje, recursos para operar programas com mais de R$ 100 milhões, ou projetos com mais de R$ 1 milhão”.

Na semana passada, algumas instituições se queixaram dos valores destinados pelo novo edital de subvenção econômica da Finep para as micro e pequenas empresas. A chamada prevê projetos mínimos de R$ 1 milhão, o que foi considerado um valor muito alto para as pequenas.

“São as fundações de amparo que vão fazer [nos Estados] os investimentos de subvenção com projetos menores. Projetos nacionais têm que ter mais recursos, há dinheiro para isso”, disse Costa.

O diretor ainda apontou que alguns setores, que não foram contemplados pelo edital nacional, poderão receber recursos do Pappe-Subvenção nos Estados e é cada região que definirá suas prioridades. Atualmente, 17 unidades da Federação estão aptas a operar o Pappe-Subvenção e a expectativa, segundo Costa, é que a Finep amplie esse programa para todo o país.

 



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