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Blog do Desemprego Zero

Archive for maio, 2008

Etanol brasileiro é 8 vezes melhor que o americano

Postado em 6 dEurope/London maio dEurope/London 2008

O Brasil tem sete milhões de hectares em plantações de cana. Desses, cerca de 3,5 milhões de hectares são usados para a produção de etanol e o restante utilizado para a produção de açúcar. Com os 3,5 milhõess de hectares de cana, o Brasil produz 22 bilhões de litros de etanol.Para os Estados Unidos produzir os mesmos 22 bilhões de litros de etanol, utiliza 85 toneladas de milho que é um alimento típico de consumo direto e indireto dos americanos.

*Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Conversa Afiada

Por: Paulo Henrique Amorin

O programa Entrevista Record, da Record News, discutiu, nesta terça-feira, dia 29, a influência da produção de etanol sobre a produção de alimentos no Brasil. Paulo Henrique Amorim entrevistou o chefe-geral da Embrapa Agroenergia Frederico Durães e o fazendeiro e conselheiro da Sociedade Rural Brasileira Luiz Hafers.

Durães disse que o etanol de cana-de-açúcar produzido no Brasil é oito vezes melhor, do ponto de vista do balanço energético, do que o etanol de milho produzido pelos Estados Unidos.

“A cana no Brasil, a relação é de 1 para 8, 1 para 10, depende da metodologia que se usa. E no etanol de milho, nos Estados Unidos, a relação é de 1 para 1,2 ou 1,3, a depender da metodologia, nos sistemas mais competitivos”, disse Durães. Leia o resto do artigo »

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PROGRAMA CIDADE CIDADÃ

Postado em 6 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Esse é um esboço de um grande programa de articulação da política do pleno emprego com o ataque direto aos grandes problemas sociais e urbanísticos da periferia.

José carlos de Assis*

Leitores, vocês poderiam, por favor, nos ajudar oferecendo sugestões e opiniões? Podem colocá-las nos comentários abaixo. Agradecemos pela participação.

OBJETIVO

REGENERAÇÃO DAS COMUNIDADES PERIFÉRICAS DO BRASIL

VIA POLÍTICAS DE INCLUSÃO ATRAVÉS DO PLENO EMPREGO

Antecedentes Versão em PDF para impressão

A situação de degradação das comunidades periféricas do Rio, a exemplo do que acontece ao redor e nos nichos favelizados de todas as metrópoles brasileiras, tem desafiado as administrações públicas em todos os níveis ao longo das últimas décadas. Soluções têm sido tentadas mas com resultados extremamente modestos. Quando visto em perspectiva, esse problema urbano brasileiro transcende qualquer outro em dimensão e profundidade, pela aparência de que, simplesmente, não tem solução.

Não obstante, a ele se liga, intimamente, a questão da segurança pública e do bem-estar social em todas as metrópoles, inclusive nos bairros de classes média e alta, já que não existe nem existirá, enquanto perdurar a democracia, algum expediente ou “muro da vergonha” que impeça a livre circulação nas “duas” cidades dos moradores em periferias – o que implica a livre circulação também da criminalidade que nelas se refugia, para insegurança externa e também dos moradores locais. Leia o resto do artigo »

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PHA – Paulo Henrique Amorim entrevista coordenador do grupo de apóio a AÉCIO NEVES, PSDB: AGORA É A VEZ DE MINAS

Postado em 6 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Do Conversa Afiada

Um grupo de parlamentares que formam a base de apoio ao Governador de Minas Gerais Aécio Neves lançou, em Belo Horizonte, o “Núcleo Informal, Estratégico de Apoio à Candidatura de Aécio Neves à Presidência”. O grupo é suprapartidário e tem o objetivo de ajudar a candidatura de Aécio Neves à Presidência da República em 2010.

O 1º vice-presidente da Câmara Nárcio Rodrigues (PSDB-MG) é o coordenador do grupo de apoio a Aécio Neves. Ele disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta terça-feira, dia 11, que São Paulo já deu suas contribuições ao PSDB e agora é a vez de Minas Gerais (clique aqui para ouvir o áudio).

“O PSDB de São Paulo já nos ofereceu a candidatura de Covas, Fernando Henrique Cardoso, José Serra, Geraldo Alckmin. E tenho para mim que chegou a hora de Minas Gerais, chegou a hora de uma candidatura de Minas. É a candidatura de Aécio. E eu tenho certeza que nós vamos ter São Paulo solidário a nós como nós fomos solidários a São Paulo no passado, quando os paulistas se apresentaram com candidaturas consistentes”, disse Rodrigues.

O deputado Nárcio Rodrigues disse que o candidato do PSDB deve ser alguém que tenha capacidade de dialogar com os partidos aliados. “Temos consciência de que a candidatura do PSDB não será escolhida apenas internamente pelo partido. Ela terá como fator de influência na sua escolha a grande aliança que se possa fazer em torno de uma candidatura. Como o Governador (Aécio Neves) vem trabalhando vários partidos na possibilidade de construção de um leque de alianças, é importante que a gente exercite isso, de modo que o PSDB tenha que escolher também o candidato que tenha, que seja capaz de aglutinar forças políticas externas que permitam construir uma maior aliança e garantir uma vitória nas eleições presidenciais”, disse Rodrigues.

Segundo Nárcio Rodrigues, o candidato do PSDB à Presidência da República em 2010 será escolhido por meio de prévias. “A experiência que nós estamos vivendo hoje nos Estados Unidos mostra que o exercício da prévia interna do partido pode ser extremamente salutar, para permitir o amplo debate e o conhecimento das propostas e das candidaturas. E eu imagino que seria salutar se nós pudéssemos discutir estado a estado as propostas dos candidatos à Presidência do PSDB, para sair dessa discussão com uma escolha que seja democrática”, disse Rodrigues.

Leia a íntegra da entrevista com Nárcio Rodrigues:

Paulo Henrique Amorim - Deputado, eu gostaria de entender quais são as atribuições desse núcleo que se auto define como, pelo menos é o que diz a Folha, como informal?

Nárcio Rodrigues - Na verdade é um grupo de parlamentares, de dirigentes partidários e especialmente parlamentares de todos os partidos da base de sustentação do governador Aécio Neves na Assembléia Legislativa e na Câmara dos Deputados que tem como objetivo ajudar a construir um ambiente para que a candidatura à Presidência da República do governador possa prosperar em outras áreas do país. Nós temos para nós que o governador está fazendo ações extremamente positivas para colocar o seu nome na disputa nacional e é importante que os diversos partidos que formam a sua base de sustentação possam se organizar e dar uma contribuição para construir um ambiente, para que o seu o seu nome seja cotado como alternativa.

Paulo Henrique Amorim - Agora, deputado, é do conhecimento público que o governador Aécio Neves tem que enfrentar, teoricamente, dois outros obstáculos. Um é a candidatura já anunciada do senador Arthur Virgílio e o outro é da candidatura implícita, ainda que não tenha sido anunciada, mas faz parte do ambiente político brasileiro já há muitos anos que é a do governador José Serra de São Paulo. Eu pergunto, dentro do PSDB qual é a função desse núcleo que o senhor coordena? Como se articular diante dessas duas candidaturas que estão na praça?

Nárcio Rodrigues - Bom, eu acho que o PSDB vai viver uma experiência nova nessas eleições, que é a de exercitar as prévias pelo país agora. Eu acho que isso pode ser um processo que vai oxigenar o partido, vai abrir oportunidade para um outro debate interno no partido. E nós temos consciência de que temos esses obstáculos a vencer. O Governador José Serra é um forte candidato à Presidência da República. A candidatura do senador Arthur Virgilio ajuda a oxigenar o processo, a colocar mais alternativas. E naturalmente nós sabemos que essas barreiras terão que ser vencidas. Mas temos consciência também de que a candidatura do PSDB não será escolhida apenas internamente pelo partido. Ela terá como fator de influência na sua escolha a grande aliança que se possa fazer em torno de uma candidatura. Como o Governador vem trabalhando vários partidos na possibilidade de construção de um leque de alianças, é importante que a gente exercite isso, de modo que o PSDB tenha que escolher também o candidato que tenha, que seja capaz de aglutinar forças políticas externas que permitam construir uma maior aliança e garantir uma vitória nas eleições presidenciais.

Paulo Henrique Amorim - O senhor se refere, por acaso, ao PMDB? Leia o resto do artigo »

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RESUMO DO DIA – 05/05/2008

Postado em 5 dEurope/London maio dEurope/London 2008

MANCHETES dos principais veículos de notícias do Brasil e do mundo

*Por Elizabeth Cardoso e Luciana Sergeiro

Política

O governo brasileiro propôs ao Paraguai um pacote de investimentos públicos, como uma forma de reduzir a pressão sobre a rediscussão do preço da tarifa de energia da usina binacional de Itaipu…

Folha Online: Brasil faz oferta de “Plano Marshall” para o Paraguai

Economia

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal, medido pela Fundação Getúlio Vargas, registrou queda esta semana, refletindo um recuo, nas despesas dos itens alimentícios, principalmente de horti-fruti, que compõem a cesta…

JB Online: Preço de alimentos in natura desacelera IPC-S

As vendas da indústria brasileira cresceram 7,6% no primeiro trimestre de 2008. Foi a maior taxa de expansão, para um primeiro trimestre, nos últimos cinco anos…

Uol Economia: Vendas da indústria crescem 7,6% no trimestre, maior alta em 5 anos

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira que a inflação é sua “preocupação cotidiana”. Mas segundo ele, a inflação está “sob controle” e as metas do governo serão atingidas. No entanto, reiterou que é necessário “tomar cuidado” e “não relaxar” em momento algum…

Folha Online: Inflação é minha preocupação cotidiana, diz Lula

Internacional

Popularidade de Cristina Kichner, presidente argentina, cai 18 pontos percentuais no primeiro quadrimestre deste ano, revela pesquisa da consultoria M&F…

JB Online: Cai a imagem positiva da presidente argentina

Preços de alimentos em elevação e constantes protestos contra os biocombustíveis, apontados como um dos causadores da atual crise alimentar, fará com que Estados Unidos e Europa cortem a produção desses combustíveis, segundo Ban Ki-Moon, conselheiro da ONU…

Agência Reuters: Conselheiro da ONU pede que EUA e Europa cortem biocombustíveis

O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse que o referendo sobre a autonomia do departamento (equivalente a Estado) boliviano de Santa Cruz “fracassou rotundamente” e convocou os prefeitos (governadores) a um “verdadeiro diálogo sobre autonomia”…

Último Segundo: Evo Morales diz que referendo em Santa Cruz ‘fracassou’

Desenvolvimento

Levantamento da Aneel revela um atraso na construção de usinas de geração de energia que, somadas, equivalem ao potencial da hidrelétrica de Itaipu, fornecedora de 20% da eletricidade consumida no Brasil.”

Folha Online: Brasil possui uma “Itaipu atrasada” em novas usinas

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Demanda crescente e investimentos em tecnologia são responsáveis pelo crescimento

Postado em 5 dEurope/London maio dEurope/London 2008

“O Brasil tem hoje 276 milhões de hectares de terras cultiváveis. Dessas, 72% são ocupadas por pastagens naturais e cultivadas, 16,9% por grãos e apenas 2,8% por cana-de-açúcar. Esse quadro mostra que esta cultura mantém um comportamento normal, com potencial para ser ampliada em áreas de pastagens.”

*Por Luciana Sergeiro

 Publicado em: Projeto Brasil

Por: Juliana Saporito

Estimulada pelo aumento do consumo de etanol, bem como por suas exportações, a safra brasileira de cana-de-açúcar em 2008 atingirá até 631,5 milhões de toneladas – recorde histórico para o país. De acordo com o levantamento feito pela Companhia Nacional e Abastecimento (Conab), isso representa uma expansão de 13,1% em relação ao ano anterior.

Além da demanda crescente, entre os principais motivos para a expansão estão o clima favorável, os investimentos no melhoramento tecnológico das unidades de processamento e o plantio de variedades mais produtivas. A área cultivada também deu um salto este ano, passando de 7 milhões para 7,8 milhões de hectares, resultado, na sua maioria, da instalação de novas usinas, sobretudo em áreas de pastagens. Leia o resto do artigo »

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Helio Costa crê que investir em novas tecnologias é dar acesso ao conhecimento

Postado em 5 dEurope/London maio dEurope/London 2008

“A atual política nacional de telecomunicações deve investir em um novo ciclo de desenvolvimento, mais virtuoso que o anterior, que é o acesso ao conhecimento.”

*Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Projeto Brasil

Por: Lilian Milena

Em 1996 o governo Fernando Henrique Cardoso privatizou o sistema Telebrás obtendo R$ 130 bilhões em investimentos privados nos dez anos que se seguiram. A ação promoveu um “ciclo virtuoso” e “bem-sucedido”, na opinião do atual ministro das comunicações, Hélio Costa.

No entanto, apesar do bom momento, Costa acredita que a atual política nacional de telecomunicações deva investir em um “novo ciclo de desenvolvimento, mais virtuoso que o anterior (…), que é o acesso ao conhecimento”, declarou.

O Ministério das Comunicações expediu um documento reconhecendo que “para possibilitar o atendimento da diversidade de demandas nacionais, levando ao desenvolvimento sustentado do país, serão necessárias ações conjuntas dos agentes econômicos e do Estado”.

Essas ações incluem a ampliação dos sistemas de transmissão de dados e investimentos em convergência digital na telefonia, facilitando o acesso da população à telefonia móvel, por exemplo.  

Segundo dados do governo, em todos os municípios do país (cerca de 5,6 mil) há rede de telefonia fixa. Já a telefonia móvel celular alcança perto de 3,7 mil cidades. Por conta disso, Hélio Costa prometeu que até 2010 os outros 1,8 mil municípios receberão atendimento similar, graças à licitação de 3G realizada em dezembro passado.

Para tanto, o modelo de plantas de telefones fixos deverá ser atualizado para atender a realidade atual – a perda da competitividade nos últimos anos desse setor para o móvel se dá, segundo o ministro, pela “comodidade e flexibilidade da voz móvel, além do custo incomparável”.

Nos próximos dez anos o governo espera que o “eixo seja o acesso em banda larga” e a “oferta convergente de serviços de voz, dados e vídeo” esteja acessível em todo o país.

 

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Um país bem comportado

Postado em 5 dEurope/London maio dEurope/London 2008

“Brasil passa de BB+ para BBB-, a agência de classificação de riscos Standard & Poor’s (S&P), elevou o País a categoria de totalmente confiável aos olhos dos credores. O fato é inédito e equipara o País a Índia e ao Cazaquistão. O principal motivo da ascensão à lista dos bem-comportados foi a maturidade das instituições brasileiras, ao diminuir os riscos fiscais e externos e melhorar a perspectiva de crescimento.”

*Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Carta Capital

Por: Márcia Pinheiro

Três fatores determinaram o vaivém do humor econômico brasileiro a partir de segunda-feira 28 de abril de 2008: o resultado negativo das contas externas, a decisão do Federal Reserve de reduzir o juro e o carimbo de grau de investimento dado ao Brasil pela agência de classificação de riscos Standard & Poor’s (S&P). O definitivo e que levou a Bolsa de Valores de São Paulo à euforia – alta de 6,3%, a maior desde 2002 – foi a decisão da S&P de elevar o País à categoria de totalmente confiável aos olhos dos credores. Na sopa de letrinhas, saímos de BB+ para BBB-.

O fato é inédito e equipara o País à Índia e ao Cazaquistão. Mas está ainda abaixo, por exemplo, da Rússia, Polônia, Malásia, China e do México, só para citar algumas nações emergentes. O principal motivo da ascensão à lista dos bem-comportados, segundo Lisa Schineller, diretora de ratings soberanos da agência, foi “a maturidade das instituições brasileiras, ao diminuir os riscos fiscais e externos e melhorar a perspectiva de crescimento”. Em síntese, pesou fundamentalmente o fato de as reservas brasileiras estarem na casa dos 200 bilhões de dólares, o compromisso do Ministério da Fazenda de cumprir as metas de superávit primário e, finalmente, o Produto Interno Bruto (PIB) ter deixado de patinar. Tudo, evidentemente, vinculado aos preços das commodities em disparada, que fizeram a alegria de exportadores de matérias-primas.

O grau de investimento implica maior entrada de recursos externos, o que, em tese, libera o Banco Central de praticar uma política monetária ultra-ortodoxa. Isso porque, com a chancela de bons pagadores, as empresas e o Tesouro Nacional poderão captar recursos a juro mais baixo no exterior, o risco País tende a cair e os investidores estrangeiros conservadores terão o aval, por seus estatutos, de aplicar recursos aqui – principalmente os fundos de pensão, que visam o longo prazo. Leia o resto do artigo »

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Sinal Amarelo

Postado em 5 dEurope/London maio dEurope/London 2008

“João Sicsú faz um alerta para a deterioração das contas externas, porém considera que o governo irá intervir no cenário econômico para evitar uma crise cambial. Aponta que um regime de taxas de juros elevadas e câmbio valorizado levam a economia para uma direção oposta de uma economia de pleno emprego, avançada tecnologicamente, com uma justa distribuição da renda e da riqueza e com um sistema de seguridade social de qualidade e universal.

Segundo Sicsú a “fórmula monetária brasileira” é que juros devem ser elevados quando existe alguma crise à vista. Não há crise no front, o maior reconhecimento disto é o recebimento do chamado grau de investimento. Reconheceu-se, portanto, a solidez do crescimento brasileiro. A crise americana é moderada e não atingirá o Brasil, é esse um outro significado do rótulo de grau de investimento que recebemos. Não há motivos, portanto, para a elevação da taxa de juros no Brasil.”

*Por Luciana Sergeiro

Publicado em:  Carta Capital

Por: Márcia Pinheiro

O diretor de Estudos Macroeconômicos do Ipea, João Sicsú, alerta para a deterioração das contas externas, mas considera que o governo vai agir para evitar uma crise cambial. Ele critica a elevada taxa de juro doméstica, que tende a reduzir o ritmo do crescimento do País.

CartaCapital: O resultado das transações correntes em março surpreendeu até o Banco Central. Atribuiu-se o resultado à maior remessa de lucros e dividendos, principalmente pelo câmbio valorizado. Até quando será possível sustentar a política de juro alto?

João Sicsú: O Ipea está fundamentalmente preocupado em pensar uma estratégia de desenvolvimento nacional, isto é, um caminho para construirmos um país muito diferente do atual. Queremos construir um país democrático, com uma economia de pleno emprego, avançado tecnologicamente, ambientalmente planejado, com uma justa distribuição da renda e da riqueza e com um sistema de seguridade social de qualidade e universal. As políticas macroeconômicas de curto prazo monetária e cambial deveriam ser adequadas à construção de um País com essas características. Definitivamente, um regime de elevadas taxas de juros e de câmbio valorizado está levando a economia para outra direção. A solidez macro econômica do setor externo se reduz e caminhamos no sentido de fazer do Brasil um país que será apenas grande produtor de produtos básicos e de manufaturados de baixo valor agregado.

CC: O comprometimento das contas do setor externo é evidente, em função do câmbio valorizado pela alta taxa de juro. Há saída para essa armadilha?

JS: Em verdade, não existe armadilha. Muito pelo contrário. O Brasil vive uma situação excepcional em termos de capacidade de crescimento e investimento. A taxa de crescimento do investimento tem sido duas vezes maior que a taxa de crescimento do PIB. Nessas condições, o Governo arrecada mais, se torna financeiramente mais sólido. Não só o governo, mas as empresas também crescem, se tornam mais lucrativas. O desemprego se reduz e a formalização do trabalho aumenta. A arrecadação da previdência cresce. A “fórmula monetária brasileira” é que juros devem ser elevados quando existe alguma crise à vista. Não há crise no front, o maior reconhecimento disto é o recebimento do chamado grau de investimento. Essas agências de rating não se antecipam a nada, elas apenas reconhecem o que já foi conquistado. Reconheceu-se, portanto, a solidez do crescimento brasileiro. Os Estados Unidos reduziram o juro mais uma vez essa semana. A crise americana é moderada e não atingirá o Brasil, é esse um outro significado do rótulo de grau de investimento que recebemos. Não há motivos, portanto, para a elevação da taxa de juros no Brasil. Leia o resto do artigo »

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