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Blog do Desemprego Zero

Archive for maio, 2008

Paraguai: agroindústria será prioridade, diz futuro ministro

Postado em 6 dEurope/London maio dEurope/London 2008

“O Paraguai não pode deixar de ser agrícola e pecuarista, é aí que está a sua força. É nossa plataforma de produção e continuará sendo”, disse o ministro Borda. O país tem um dos menores índices de industrialização da América Latina. A agricultura responde por 22% do Produto Interno Bruto (PIB) e emprega um terço da mão de obra”.

Por Katia Alves

Publicado no Vermelho

O economista Dionísio Borda será o ministro da Fazenda do novo governo do Paraguai. Ele é o primeiro nome confirmado do futuro gabinete do presidente eleito, Fernando Lugo. Em entrevista concedida ao Valor Econômico, ele disse que o agronegócio é o caminho para o desenvolvimento do país e que o Estado deve adotar políticas mais incisivas de apoio ao setor, benefiaciando principalmente as pequenas e médias empresas e os pequenos e médios proprietários rurais.

Para Borda, essa seria a receita para ampliar a geração de empregos e, conseqüentemente, reduzir o fluxo de migração de paraguaios em busca de emprego e renda no exterior. Só no ano passado, cinco mil pessoas em média deixaram por mês o país.

O fortalecimento da agroindústria teria ainda um efeito secundário, na opinião do futuro ministro: diminuir o peso da triangulação comercial (a venda de eletrônicos ao Brasil, por exemplo), atividade importante para o país em termos de arrecadação, mas que é pouco eficiente em geração de empregos, além de representar um caminho fácil para o contrabando. Leia o resto do artigo »

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A inevitável disputa entre Brasil e Argentina

Postado em 6 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Um estudo realizado aponta que há muita similaridade entre as indústrias brasileiras com as argentinas. No entanto, o “número de grandes empresas brasileiras que inovam e diferenciam produtos é maior que o de empresas argentinas, mas, em termos percentuais, 18% das firmas da Argentina investem em pesquisa e desenvolvimento (P&D), ante apenas 7% no Brasil”.

Pesquisadores concluem que a “Argentina deveria aumentar os seus investimentos em P&D, enquanto o Brasil deveria dar prioridade ao aumento do número de pesquisadores em todos os setores do seu parque industrial”.

Por Katia Alves

Por Sérgio Garschagen

Publicado no Desafios do Desenvolvimento

 Há mais similaridades produtivas do que diferenças entre os parques industriais do Brasil e da Argentina. Essas similaridades é que tornam as duas economias competidoras no mercado internacional, segundo conclusão do pesquisador Bruno César Araújo, do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea).

Ele é um dos 21 pesquisadores - 13 brasileiros e oito argentinos - que analisaram as inovações tecnológicas e o potencial exportador dos dois países. Uma das observações dos pesquisadores é a de que há no Brasil muitas empresas de médio porte que têm todas as condições para exportar, mas esbarram no fato de os argentinos já terem conquistado o nicho de mercado que elas almejam. “A recíproca também é verdadeira. Os argentinos encontram dificuldades de exportar porque empresas do Brasil já dominam o mercado”, diz.

As coincidências têm bases históricas. Os dois países, que basicamente exportavam produtos agrícolas até os anos 1930, investiram em políticas de substituição de importações no pós-guerra, praticamente nos mesmos setores  metalurgia, mineração e bens de capital -, sofreram restrições macroeconômicas nos anos 1980 e abriram as economias na década de 1990. Leia o resto do artigo »

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‘Baixo QI dos baianos’ leva coordenador da UFBA à renúncia

Postado em 6 dEurope/London maio dEurope/London 2008

O coordenador do curso de medicina da UFBA, Antônio Natalino Manta Dantas, alegou que o baixo desempenho dos alunos de medicina no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes, é causado devido ao baixo QI dos próprios alunos, tal declaração levou o coordenador a renunciar o cargo.

Por Katia Alves

Publicado no Vermelho

Menos de uma semana depois de atribuir o mau desempenho dos alunos ao “baixo QI (quociente de inteligência) dos baianos”, o coordenador do curso de medicina da UFBA (universidade Federal da Bahia), Antônio Natalino Manta Dantas, 69, renunciou ao cargo nesse fim de semana. Em nota divulgada no domingo (4), Dantas pediu desculpas pelas declarações.

De acordo com a assessoria de imprensa da UFBA, o pedido foi feito no dia 30 de abril. No entanto, devido ao feriado do Dia do Trabalhador o pedido só pôde ser encaminhado nesta segunda-feira (5).

Os alunos de medicina da UFBA obtiveram conceito dois no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes). Na semana passada, Dantas disse que o corpo docente da faculdade é qualificado e não seria justificativa para o mau resultado no exame. O coordenador afirmou ainda que o suposto baixo QI dos baianos é hereditário e verificado “por quem convive [com pessoas nascidas na Bahia]“. Leia o resto do artigo »

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BOLETIM SEMANAL DO BLOG DO DESEMPREGO ZERO

Postado em 6 dEurope/London maio dEurope/London 2008

n.9, ano 1 – 30/04/2008 a 06/05/2008

Destaques da Semana no Blog

1. Economia

As armadilhas da economia

Novo Sinal Vermelho nas Contas Externas

2. Desenvolvimento

Quem confia na sabedoria convencional?

Simpósio Internacional Política de Emprego Garantido e Projeto Cidade Cidadã

3. Política

A volta da política dos governadores, o fim do dilema PT x PSDB e o ressurgimento do Desenvolvimentismo

Para Nassif, criadores do Real buscaram se enriquecer

4. Internacional

Segundo Le Monde, Sarkozy é uma decepção

Paraguai: o fim de um ciclo

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E O PETRÓLEO BATE NOVO RECORDE….

Postado em 6 dEurope/London maio dEurope/London 2008

RIVE GAUCHE

Léo Nunes – Paris – O barril de petróleo atingiu hoje novo recorde, chegando a US$ 122. Sem dúvida, a desvalorização da moeda ianque contribui, e muito, para tal feito. Tal fenômeno torna mais evidente a necessidade de se desenvolver uma tecnologia alternativa de energia. Por conseguinte, deve-se aumentar a pressão para a produção de biocombustíveis. Se levada a cabo a alternativa da cana, poderemos ter mais pressões sobre o preço dos alimento, o que pode acarretar ainda mais problemas. De fato, a humanidade pode estar vivendo um dilema.

Leonardo Nunes: Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos

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O presidente do BC e o câmbio

Postado em 6 dEurope/London maio dEurope/London 2008

“Meirelles aposta no aumento dos investimentos diretos ao país. E diz que a presença de capital especulativo tende a se reduzir.”

*Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Blog Nassif

Por: Luis Nassif

Declaração do presidente do Banco Central Henrique Meirelles ao “Estadão” de hoje (clique aqui):

“O capital que é investido no País tende a ser de melhor qualidade. Nas aplicações de mercado financeiro, por exemplo, a tendência é que tenha um prazo de permanência maior”, disse ainda Meirelles que aposta no aumento dos investimentos diretos ao país. A presença de capital especulativo, o chamado “smart money”, na avaliação do presidente do BC, tende a se reduzir.

Meirelles comentou ainda que o Brasil já registra um aumento progressivo dos investimentos de longo prazo, porque o mercado se antecipou às agências de ratings e direcionou as aplicações para o país. Alguns fundos de investimento, segundo ele, têm autorização para investir a partir da concessão do grau de investimento.

Outros aguardam que a mesma classificação seja aplicada por outra agência de ratings para investir no Brasil.

Quais os furos desse raciocínio. Leia o resto do artigo »

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Brasil pode ajudar Paraguai sem mexer no tratado ou na tarifa

Postado em 6 dEurope/London maio dEurope/London 2008

“O Presidente do Paraguai Fernando Lugo gostaria de obter mais recurso para o País, provenientes da usina hidrelétrica de Itaipu, com a renegociação do preço da energia vendida ao Brasil. Porém o tratado de Itaipu é intocável por se tratar de uma garantia de financiamentos internacionais. E a tarifa de energia também não pode ser alterada, pois tem que cobrir os pagamentos dos empréstimos feitos. O Brasil deve cooperar com o Paraguai em projetos de desenvolvimento.”

*Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Conversa Afiada

Por: Paulo Henrique Amorin

O Presidente eleito do Paraguai Fernando Lugo fez uma campanha com o discurso de que gostaria de obter mais recursos para o Paraguai, provenientes da usina hidrelétrica de Itaipu. Uma das idéias de Lugo seria renegociar o preço da energia vendida ao Brasil (clique aqui).

O ex-membro do Conselho de Administração de Itaipu e ex-presidente de Furnas e da Cemig, João Camilo Penna, disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta quarta-feira, dia 23, que o tratado de Itaipu é intocável (clique aqui para ouvir).

“Eu estive oito anos no Conselho de Itaipu, portanto conheço relativamente bem o assunto. O tratado de Itaipu é a garantia, é a base para os financiamentos internacionais de Itaipu, que foram assumidos pela Eletrobrás. Nós estamos falando de qualquer coisa na faixa de US$ 20 bilhões, que é financiado pela Eletrobrás… Então, o tratado é intocável. É intocável porque ele é a garantia desse empréstimo”, disse Penna.

Segundo Penna, a tarifa da energia também não pode ser alterada. Ele disse que essa tarifa tem que cobrir os pagamentos dos empréstimos feitos. Leia o resto do artigo »

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Déficit externo fora do controle do BC

Postado em 6 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Rombo em dólar já supera em 3 vezes previsão inicial e banco só cuida da inflação

O vice-presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon-RJ) e colaborador de nosso blog, Paulo Passarinho, observa que o Banco Central (BC), tão empenhado em manter a inflação dentro da meta, perdeu totalmente o controle sobre as contas externas. Afinal, no início do ano o déficit previsto para transações correntes era de US$ 3,5 bilhões. Depois, a projeção foi revista para nada menos que US$ 12 bilhões e terá de ser revisada outra vez, pois o rombo já chega a US$ 10 bilhões somente no primeiro trimestre.

Passarinho considera que a obtenção do grau de investimento vai aumentar o ritmo do crescimento do passivo externo de curto prazo e a entrada de investimento estrangeiro direto (IED), não para a ampliação da oferta, mas para compra de ativos ou investimentos em biocombustíveis. Para ele, a compra, por estrangeiros, de terras para produção de biodiesel é a maior ameaça à soberania nacional atualmente.

Me disse que o atual governo está capitalizando politicamente a vantagem conjuntural da valorização do preço das commodities no mercado externo e aproveitando para aprofundar o modelo herdado de Fernando Henrique, que tem entre as principais conseqüências a desnacionalização do parque produtivo. “É cada vez maior o aumento da participação do capital estrangeiro na composição do PIB”, resumiu.

AEB NÃO CRÊ EM AUMENTO DO INVESTIMENTO PARA EXPORTAR

Já o vice-presidente da Associação de Comercio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, confirma que a obtenção do grau de investimento e a conseqüente aceleração da queda do dólar não trarão nenhum investidor para o Brasil com intenção de produzir para exportar. “Na comparação com o mesmo período do ano passado, a média diária das exportações aumentou 13,2% e a das importações, 43,9%. O saldo comercial desabou 66,4%.” Castro reconhece que o resultado ainda não serve como projeção, mas reiterou ser possível que o país volte a apresentar déficit comercial já em 2009.

Para ele, o governo deve acompanhar o movimento de capitais e, se necessário, adotar algum tipo de controle. Prefere o modelo chileno, de quarentena para os capitais que entram, mas avalia que a fúria arrecadadora do governo o levará a elevar a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), caso decida colocar alguma barreira à entrada de capital especulativo:

“Mas não sei se o governo optará por qualquer controle, pois a deterioração das contas externas pode pressionar o dólar e o governo não vai querer abrir mão da taxa de câmbio para controlar a inflação.”

Em 2008, a AEB prevê aumento de 25% nas importações, mais do dobro do para as exportações (10%). Confirmadas essas projeções, o país fechará 2008 com US$ 22 bilhões de superávit comercial.

Diante de um quadro como esses fica difícil pensar em política industrial.

Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Destaques da Semana, Política Econômica, Rogério Lessa | Sem Comentários »