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Blog do Desemprego Zero

Archive for maio, 2008

Alencar: juros altos são a maior barreira à geração de empregos

Postado em 13 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Uma comissão ministerial do governo estuda a adoção de um programa de emprego garantido (PEG) semelhante ao que fizeram, com sucesso, Argentina, após a crise de 2001, Índia e África do Sul. Para debater o tema, o BNDES organizou simpósio no qual foram trocadas experiências com economistas daqueles países.

O vice-presidente José Alencar participou da abertura do evento e voltou a criticar duramente a política monetária do Banco Central (BC). Ele enfatizou que a redução do gasto público deve começar pela conta de juros.

“No primeiro mandato, gastamos R$ 600 bilhões com juros e caminhamos para gastar mais R$ 700 bilhões até 2010. Se a taxa básica (Selic) nominal fosse cortada pela metade, ainda estaríamos praticando a maior taxa de juros do mundo”, salientou.

O vice-presidente lembrou que, na média mundial, a taxa básica real encontra-se na casa de 1%: “Não sabemos como trabalham essas agências de risco. Lula mandou o FMI e o Clube de Paris para casa pagando a dívida, não foi dando calote. Então, não é risco aplicar no Brasil. É um privilégio”, prosseguiu, acrescentando que o maior risco para o investidor vem do custo de rolagem da dívida pública brasileira.

Para Alencar, o Brasil está pagando o preço de exagerar a importância do mercado, tido nos últimos 30 anos como panacéia até para resolver os problemas sociais.

Ele lembrou que Getúlio Vargas enfrentou grande resistência da parte dos conservadores quando criou Petrobras, Vale, CSN e BNDE: “A mão do Estado está presente em todas essas iniciativas muito bem-sucedidas. O Estado deve entrar em áreas estratégicas. Nem todas as privatizações são justificáveis e, em muitas delas, foram utilizados métodos inadequados”, criticou, lembrando que sem projeto previamente elaborado pelo Estado, desapropriações e licitações dificilmente uma parceria público-privada deslancha: “O Estado pertence aos brasileiros”, frisou.

 

Emprego e cidadania

 

Já o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, lembrou que o BNDES opera com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e, por isso, tem “obrigação de se preocupar com emprego e cidadania, em fazer valer um dos direitos mais elementares que o acesso ao trabalho”.

Coutinho observou que as estatísticas não consideram os que já desistiram de procurar emprego (desalento). Segundo o presidente do BNDES, o subemprego atinge 25% da força de trabalho.

“O desemprego caiu de 13% para 8%, desde 2006, nas áreas metropolitanas e o país está gerando 1,6 milhão de postos formais de trabalho por ano. Mas, embora estejamos num caminho promissor, ainda há a herança de 25 anos de baixo crescimento e aprofundamento da desigualdade. Por isso devemos aproveitar a experiência de outros países”, advogou.

Na mesma linha, o senador Marcelo Crivella (PR-RJ) disse que o país deve perseguir três “objetivos supremos”: combater o desemprego, elevar a participação do salário na renda nacional e ter a democracia social como objetivo.

“O país está crescendo e perder essa oportunidade de aproveitar o momento para reduzir esses problemas é cometer crime de lesa pátria”, disse, lembrando que Alencar “nunca se acomodou à política de juros altos”.

 

Ineficiência do mercado

 

Rania Antonopoulos, do The Levy Institute (EUA) apresentou os recentes resultados de Programas de Emprego Garantido (PEG) em termos de redução da pobreza e do crescimento econômico.

Segundo a economista norte-americana, o direito ao emprego deve estar no centro das estratégicas de crescimento inclusivo “pró-pobres”.

Para tanto, considera imprescindível que haja “coerência fiscal e monetária”. Ela salientou que, nos EUA, o papel do Estado está sendo redefinido em muitas instâncias após a crise financeira: “Os mercados não conseguiram tudo o que esperávamos deles”, definiu.

Rania contou que o governo americano vai voltar a usar estoques reguladores e subsidiar os fertilizantes para combater a inflação dos alimentos. Ela destacou, ainda, que as intervenções do Estado irão melhorar a saúde do mercado financeiro.

Sobre as políticas de pleno emprego, defendeu a adoção de políticas trabalhistas “criativas e permanentes”. Avalia que os indicadores de desemprego não refletem adequadamente a situação do mercado de trabalho por causa da informalidade, que segundo frisou, é grande também nos EUA, país em que vem caindo a quantidade de empregos por unidade produtiva. Ou seja, os ganhos de produtividade estão gerando desemprego.

“O crescimento do PIB não necessariamente resulta em geração proporcional de empregos. É uma tendência natural do capitalismo”, alertou, incluindo os países desenvolvidos.

“Daí a importância das políticas de pleno emprego. Elas são um estímulo, do ponto de vista macroeconômico, e trazem benefícios para toda a economia: ao contrário das políticas de transferência de renda, elas geram novos ativos”, ressaltou, acrescentando que as políticas de criação de emprego público “pró-pobres” fazem parte da “democracia expandida” e alteram a distribuição de renda sem precisar utilizar a tributação ou a transferência de renda”.

O objetivo, segundo a economista, não é resolver temporariamente o desemprego, mas inserir a busca do pleno emprego nas estratégias de desenvolvimento e garantir o direito ao alimento e ao emprego.

“Na Índia, é garantido na Constituição o acesso ao emprego por no mínimo 100 dias. Mas é preciso que os empregos tenham significado para as comunidades que participam dos programas. Por isso, também foi aprovada uma outra lei garantindo o acesso à informação sobre qualquer aspecto do trabalho nos programas de emprego garantido.”

 

Benefícios em escala

 

O sul-africano Maikel Lieuw-Kie-Song, do Departamento de Obras Públicas da África do Sul, enfatizou que os ganhos de escala nos programas de geração de emprego público geram “ótimos resultados para a economia”.

O objetivo de seu país é alcançar 1 milhão de pessoas a partir da expansão dos programas já existentes para reduzir o subemprego, que, tal como no Brasil, atinge 25% da força de trabalho:

“Nosso programa, ao contrário da Argentina, surgiu em ambiente de crescimento. Isso dificulta a ampliação do gasto público, um problema que o Brasil também enfrentará”, alertou.

A África do Sul concentrou seu programa em construção civil, preservação ambiental e programas de atendimento à criança e ao idoso. Várias empresas pequenas da construção civil hoje prestam serviço ao governo, segundo Maikel.

“O programa custa 0,6% do Orçamento, ou US$ 530 milhões por ano. O objetivo é ampliar essa cifra para 2,5% do Orçamento, mas a elevação de custos é uma dificuldade. Para enfrentá-la, pretendemos abrir para a participação de ONGs para ampliar a capacidade de atendimento”, revelou, informando também que, para cada três empregos gerados pelo governo, um posto de trabalho é criado no mercado livre.

 

Contra a crise, emprego

 

Para o economista Daniel Kostzer, coordenador do Programa Jefes del Jogar, o PEG argentino, adotado a partir da crise de 2001, foi a ferramenta central para recolocar p país de volta à rota do crescimento: “O aumento da produtividade e a flexibilização das leis trabalhistas para reduzir custos de produção não fizeram o país crescer, não reduziram a informalidade nem aumentaram a oferta de emprego”, frisou.

Ao contrário, a precarização do trabalho impactou negativamente a arrecadação de impostos: “Os salários deixaram de ser fator dinamizador da economia para serem mero custo de produção, pois a abertura da economia nos levou a competir com países nos quais se pagava salários mais baixos.”

Hoje, Kostzer frisa que o padrão de crescimento em seu país protege o mercado interno e o superávit fiscal produzido pela renegociação da dívida garante recursos para as políticas públicas: “Antes, tínhamos de limitar a emissão de moeda à existência de dólares e, agora, recuperamos a soberania monetária. Por sua vez, o salário mínimo virou ferramenta para alavancar o mercado interno. Sem o PEG nada disso seria possível, pois a crise elevou o desemprego para 25% e mais de 50% da população estavam abaixo da linha de pobreza.”

O governo federal avalia a implantação do projeto Cidade Cidadã, coordenado pelo economista José Carlos de Assis.

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DESCASO COM AS POLÍTICAS PÚBLICAS DE GÊNERO

Postado em 13 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Este trabalho, concluído em Março/2008 pela economista Ruth Espínola Soriano de Mello* pode ser útil, no momento em que o governo estuda a possibilidade de implantar o programa Cidade Cidadã, que destina capítulo especial às mulheres.

Por Rogério Lessa, editor-chefe

Sabe-se que as políticas públicas não são neutras em relação a gênero; como também não o são os seus orçamentos – instrumentos legais da administração pública que refletem prioridades sociais e econômicas. Mesmo que haja uma aparente neutralidade na tecnicidade dos conceitos, instrumentos e métodos em torno do orçamento público, ele é permeado de representações e estereótipos sociais. Não reconhecer as relações entre gêneros e a particularidade das condições culturais – especialmente as sociais e econômicas, implica descuidar dos impactos diferenciados sobre homens e mulheres.

Esta temática não se relaciona apenas com a questão da eficiência e eficácia das políticas, também responde pela agenda de equidade, cuja legitimidade pode ser observada nos compromissos assumidos no âmbito internacional dos Direitos Humanos, em particular das mulheres[i], sendo inclusive relevante no debate e reformas implementadas em torno da chamada “boa governança”.

O Brasil, apesar de avanços pontuais, ainda está longe de oferecer políticas não-sexistas. E quando governos instauram setores institucionalizados para tratar desta temática, terminam por identificá-las como órgãos que tratam apenas de “políticas de minorias”.

Neste cenário, fica a questão sobre como efetivamente minimizar o “déficit democrático” via implementação de políticas públicas que reconhecem e enfrente o racismo, o preconceito, a falta de autonomia dos corpos das mulheres; a invisibilidade do trabalho das mulheres, brancas e negras, nos lares e nas comunidades; o desequilíbrio de gênero, raça e etnia nos postos de decisão sobre os recursos públicos etc.

Neste ensejo do mês das mulheres, o Fórum Popular do Orçamento do Rio de Janeiro, em parceria com o Instituto Equit[ii], analisa as políticas de gênero que vêm sendo implementadas pelos municípios do Rio e Niterói e pelo governo estadual.

Município do Rio

Em 2001, o governo municipal – 18% do atual secretariado municipal é constituído por mulheres – assumiu o compromisso político de “acatar as recomendações da Rede Mercocidades, tratados, convenções e acordos internacionais que promovem os direitos da mulher, marco referencial e filosófico para a eliminação de todas as formas de discriminalização e desigualdades contra as mulheres”[iii]. Para tanto, criou o Projeto Rio Mulher[iv], que não tem status de Secretaria, mas se encontra vinculado ao Gabinete do Prefeito. Tal projeto detém a coordenação intersetorial do “Comitê Gênero e Município”, criado[v] com o objetivo de ampliar a eficácia e efetividade das ações de tal projeto na articulação política de gênero na Prefeitura”.

Não obstante, a existência de um projeto com tal magnitude de atuação é na execução orçamentária que se revela o grau de prioridade dado à política de gênero. Pode-se observar no quadro abaixo que seus escassos recursos sofrem severas discrepâncias entre o planejado pelo Executivo e aprovado pelo Poder Legislativo, em relação ao efetivamente gasto ao longo dos anos. Ressalte-se que, no ano dos Jogos Pan-Americanos, dos quase R$ 800 mil previstos apenas R$ 69 Mil (9%) foram efetivamente gastos, como também que os recursos aprovados do Rio Mulher para 2008 correspondem a 0,01% (R$ 843 milhões) do total do orçamento do município carioca (R$ 10,9 Bilhões).

Execução orçamentária do Projeto Rio Mulher (2002-2008) em Reais

(valores corrigidos para Dez/2007, exceto para 2008).

Muito embora detenha um mecanismo institucionalizado de gênero, o município não tem aderido aos Planos Nacionais de Políticas para as Mulheres, fato que inviabiliza convênios com a União e com o Estado do Rio de Janeiro, assim como uma possível articulação das políticas entre estes entes federativos.

Vale também lembrar que o mesmo poder executivo convocou e co-promoveu a I Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres, em 2004, mas se recusou e atrasou o processo organizativo da II Conferência, em 2007, que terminou sendo convocada pelos movimentos feministas e de mulheres, contando com o apoio inédito nacionalmente do Poder Legislativo Municipal[vi].

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Sobre o tal do dossiê

Postado em 13 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Publicado originalmente no Portal do meu mundo

Por José Augusto Valente*

O secretário de controle interno da Casa Civil, José Aparecido, já colocou o cargo à disposição, informa o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

Ele foi acusado de vazar o dossiê (sic) com gastos da gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ao assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), André Fernandes.

Agora só falta o senador Álvaro Dias renunciar ao mandato, por ter vazado a planilha, com informações sigilosas, para a revista Veja.

Vamos ver quanto tempo ele levará para tomar essa decisão…

* José Augusto Valente: engenheiro e trabalho há 35 anos na área de transportes. Fui Presidente do DER-RJ em 2002 e titular da Secretaria de Política Nacional de Transportes, do Ministério dos Transportes, no período de maio/2004 a junho/2007. Atualmente atuo como Consultor em Logística e Transporte.

Currículo

Meu e-mail para contato é: joseaugustovalente@gmail.com

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O que significa “investment grade”?

Postado em 13 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Publicado originalmente no site MSIa – Movimento de Solidariedade Ibero-americana

Por Adriano Benayon*

Os adeptos da dependência ao Norte não cabem em si de alegria com o upgrade dado ao Brasil por uma das principais agências internacionais de avaliação de crédito, a Standard & Poors, para “investment grade”, ou seja, baixo risco de inadimplência.

Antes de discutir se a posição financeira do Brasil realmente melhorou, ou se está piorando, convém liberar-se da poluição cerebral dominante entre os associados e os satélites do capital estrangeiro. Ela os faz deslumbrar-se diante de avaliações e conselhos provindos de instituições financeiras, bancos, empresas e governos do “Primeiro Mundo”.

Para começar, qual é credibilidade das agências de crédito? Deveria ser nenhuma ou abaixo de zero. Que elas sejam reconhecidas e certificadas pelo governo dos EUA em nada altera os fatos: foram essas agências que atribuíram a mais alta nota (AAA) a títulos derivados das hipotecas do mercado imobiliário dos EUA, em valor nominal de dezenas de trilhões de dólares, os quais estão na raiz do colapso financeiro mundial e não passam hoje de junk bonds (lixo financeiro).

A Standard & Poors e a Moody’s conferiram a classificação AAA até para as “Monolines”, companhias de seguro que garantiriam aqueles títulos e estão completamente falidas.

Em suma, – tal como o Federal Reserve e outros bancos centrais, e como governos do “Primeiro Mundo”, – as agências de crédito destinam-se a servir os grandes bancos e fundos de investimento que comandam a finança mundial, beneficiários também das absurdas taxas de juros praticadas no Brasil. Esses trazem cada vez mais capitais de curto prazo para cá, ao mesmo tempo em que extraem daqui cada vez mais rendas de juros, apreciação de câmbio, ganhos de capital com derivativos e outras manobras no mercado financeiro “brasileiro”.

São os mesmos infladores da bolha cujo espocar está abalando os mercados estadunidense e europeu. Vai haver um momento em que, reduzida a entrada no Brasil da quantidade incrível e crescente de capitais estrangeiros de curto prazo, as saídas dos ganhos e o retorno de parte dos capitais causarão déficits no movimento de capitais do balanço de pagamentos brasileiro.

O financiamento desses déficits implicará a retomada do crescimento em flecha da dívida externa. De resto, esta não teve redução nem mesmo de 2003 a 2007, quando houve grandes saldos comerciais e saldos positivos nas transações correntes com o exterior. De fato, contados os empréstimos intercompanhias (das matrizes às subsidiárias das transnacionais), a dívida externa total fechou 2002 com 227,5 bilhões de dólares e 2007 com 237,1 bilhões.

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Abolição

Postado em 13 dEurope/London maio dEurope/London 2008

“Temos muito a fazer ainda para a promoção da igualdade racial em nosso país:ampliar e melhorar os acessos à educação de qualidade, criar condições de igualdade para o acesso, bem como para a remuneração no mercado de trabalho, reconhecer e titular as terras remanescentes dos quilombos com mais rapidez, eliminar a exclusão e a violência presentes no seio da juventude negra… Promover a verdadeira inclusão do negro na sociedade brasileira. Para tanto, muitos obstáculos teremos que transpor, muitas negociações teremos que fazer e muita firmeza teremos que ter.”

Por  Zulu Araújo

Abolição

Januario Garcia

Abolição

Abolição

Abolição

a lição do meu Avô

Que casou com minha Avó

Que pariu a minha Mãe

e com meu Pai, fazendo amor

Fez do prazer a flor da dor

A beleza negra que eu sou

Acabar com a tristeza

Com a pobreza

E o apartheid

Não fazer da Humanidade

A metade da metade

Parte branca

E parte negra

Abolição

Abolição

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Política de Desenvolvimento Produtivo (1)

Postado em 13 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Publicado originalmente no Blog  Logística e Transporte

Por José Augusto Valente*

A Política de Desenvolvimento Produtivo, lançada hoje pelo presidente Lula, no BNDES, prorrogará o Reporto (estímulo à modernização dos portos, com renúncia fiscal), a manutenção do REIDI e estenderá o Reporto para a operação ferroviária, visando estimular a aquisição de locomotivas e demais equipamentos ferroviários.

Esta última atende a um pleito de mais de dois anos dos operadores ferroviários.

Clique aqui e aqui e leia o que já publicamos a esse respeito.

* José Augusto Valente: engenheiro e trabalho há 35 anos na área de transportes. Fui Presidente do DER-RJ em 2002 e titular da Secretaria de Política Nacional de Transportes, do Ministério dos Transportes, no período de maio/2004 a junho/2007. Atualmente atuo como Consultor em Logística e Transporte.

Currículo

Meu e-mail para contato é: joseaugustovalente@gmail.com

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Moradora de rua queimada no centro do Rio

Postado em 13 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Em tempos de vitimização da classe média e intensa criminalização da pobreza, uma adolescente moradora de rua morreu queimada no centro do Rio de Janeiro ao dormir sob um viaduto. Todos os jornais noticiaram este acontecimento trágico. Porém acho que esta notícia deveria ser destacada por um outro ângulo, para além do destaque da maneira como a jovem foi morta.

Esse é o momento em que devemos ressaltar a ausência de políticas públicas dignas para atender esta parcela da população que sofre com o desemprego, a falta de moradia, a miséria, enfim a total violação dos direitos fundamentais à vida. É o momento de pensarmos nas condições dos abrigos destinados a esta população que ao invés de serem considerados como uma alternativa para a situação de vulnerabilidade social, é visto por estas vítimas como ameaça aquilo que eles acreditam ser liberdade.

Atualmente estamos ouvindo falar o tempo todo na mídia sobre os direitos humanos, principalmente em tempos de assassinatos bárbaros no âmbito daqueles que fazem a opinião do país. A minha ressalva aqui é no sentido de certificar que os direitos humanos envolvem também uma parcela da população que é a todo tempo marginalizada. E que estes marginalizados convivem a todo tempo com a violação dos direitos humanos, seja por parte da sociedade e do próprio Estado que deveria garantir o mínimo de bem-estar dos indivíduos para que estes se entendam e sejam entendidos como cidadãos de fato, integrantes de um Estado Democrático de Direitos. A minha ressalva é para que todos consigam identificar que estamos em uma verdadeira “barbárie”, entendendo esta como um retrocesso da sociedade que retira direitos e bem-estar e cria privilégios, naturalizando, assim, a desigualdade.

* Por Beatriz Diniz

JB Online

RIO – O corpo da moradora de rua Flávia de Souza Oliveira, 15 anos, permanece no Instituto Médico-Legal (IML). Até o momento, espera-se familiares para providenciar o sepultamento da adolescente. A jovem morreu queimada sob o viaduto dos Marinheiros, no Centro do Rio de Janeiro, no fim da madrugada de sábado.

Welington Alves, 16 anos, permanece internado no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) no Hospital Souza Aguiar em estado gravíssimo. Quase 100% do corpo do rapaz está com queimaduras de segundo e terceiro graus.

Paulo Roberto de Oliveira Ribeiro, de 19 anos, foi detido por ser suspeito de ter ateado fogo nos dois após uma briga.

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Referendo na Bolívia será no dia 10 de Agosto

Postado em 12 dEurope/London maio dEurope/London 2008

No dia 10 de agosto acontecerá o referendo na Bolívia sobre o mandato de Evo Morales. Ele ficou conhecido pela nacionalização dos hidrocarbonetos e das refinarias que até então era de domínio das transnacionais presentes no país (entre elas a Petrobrás) e ainda por ser apoiado por Hugo Chávez. Seu posicionamento representa o reforço da esquerda na América Latina para delírio dos partidos tradicionais. O presidente acredita que esta é uma forma de definir nas urnas e dentro da constitucionalidade o posicionamento do povo em relação a atual crise política do país.

Por Beatriz Diniz

Último Segundo

O presidente da Bolívia, Evo Morales, convocará para 10 de agosto o referendo revogatório de seu mandato, do vice-presidente e de prefeitos, seis deles opositores ferrenhos de seu governo, confirmou nesta segunda-feira uma fonte oficial.

A convocação, que o presidente Morales assinará nesta segunda-feira, “será para domingo 10 de agosto deste ano”, assegurou o vice-ministro de Coordenação Governamental, Héctor Arce, entrevistado pela rede de televisão Red Uno.

O presidente dará luz verde à lei aprovada na quinta-feira pelo Congresso para a revogação de mandatos de autoridades nacionais e regionais, caso a rejeição a seus governos supere os votos e porcentagens recebidos quando foram eleitos nas eleições de dezembro de 2005.

Os 10 plebiscitos (um nacional e nove regionais) serão realizados em meio a uma forte crise política na Bolívia, devido às posições irreconciliáveis a respeito da nova Constituição de cunho indígena apoiada pelo governo e aos anseios por autonomia de regiões governadas pela oposição. Leia o resto do artigo »

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