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Blog do Desemprego Zero

Archive for maio, 2008

Juros e superávit altos

Postado em 21 dEurope/London maio dEurope/London 2008

O educador Dermeval Saviani, afirma que há necessidade de priorizar a qualidade do ensino, dar apoio financeiro às cidades com piores índices na educação. E também diz que o serviço da dívida aumentaria com os juros altos e se acrescentar a isso a elevação do superávit, não haverá aumento de arrecadação que resolva o problema da falta de recursos na saúde.

Por Katia Alves

Publicado originalmente no Zé Dirceu

Por José Dirceu

O educador Dermeval Saviani, professor da Faculdade de Educação da Universidade de Campinas (Unicamp) e especialista em políticas públicas da área, concedeu entrevista publicada ao Estadão onde analisa o primeiro ano do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE).

Entre os acertos, Saviani aponta a priorização da qualidade do ensino, do magistério e o apoio técnico, com incentivo financeiro, às cidades com piores índices na educação. Mas, ele observa que faltam plano de carreira para manter o educador e outras ações que, em resumo, necessitam de um investimento maior – e a longo prazo – na educação nacional.

A questão é como garantir recursos para as demandas da Educação, Saúde e Meio Ambiente – só para citar três áreas na ordem do dia – com a intenção de elevar o superávit para 5% e a boataria que emana do Banco Central (BC) de aumentar os juros em mais 2,5% até o final do ano, para levar em conta os “desejos e expectativas” do mercado.   Leia o resto do artigo »

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Juros, Câmbio e Inflação: dilemas para a retomada do desenvolvimento, por Franklin Serrano

Postado em 21 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Franklin Serrano – professor titular do Instituto de Economia da UFRJ e um dos melhores macroeconomistas da nossa história – fez um artigo esclarecedor que foi apresentado na Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap). Nesse artigo ele faz uma discussão da retomada do desenvolvimento a partir da política macroeconômica e concentra sua análise no sistema de metas de inflação. E expõe segundo sua visão, como funciona o sistema de metas e as dificuldades que a política econômica vai enfrentar para retomar uma trajetória de desenvolvimento sustentado. Quem se interessa por macroeconomia e política econõmica não deve deixar de visitar o site em que o professor coloca seus programas de cursos e textos (clique aqui). O site mostra apenas o programas dos cursos, mas como está disponível na rede, é uma grande oportunidade para ler bons artigos teóricos e conhecer a visão extremamente clara de alguém que será em breve uma das principais referências em política econômica no Brasil.

Por Katia Alves

Escrito por Franklin Serrano

VERSÃO PARA IMPRESSÃO

Pode parecer estranho começar uma discussão sobre a retomada do desenvolvimento a partir da discussão do regime de política macroeconômica. Para muitos, o regime de política macroeconômica importa apenas para a discussão da estabilidade (ou instabilidade) de curto prazo, o que só afeta de forma muito indireta e mediada o desenvolvimento da economia longo prazo. Não concordo com esta visão em geral e no caso do Brasil, em particular, não é difícil entender como o regime de política macroeconômica tem sido fator crucial, pelo menos para impedir o desenvolvimento nas últimas décadas.

No caso do Brasil, no período mais recente, especialmente a partir de 1999, o entendimento da relação entre regime de políticas macroeconômicas e desenvolvimento tem sido fortemente prejudicado pelo fato de que, tanto os defensores quanto a grande maioria dos críticos do regime de política macroeconômica adotado no país, compartilham de uma mesma visão idealizada de seu funcionamento. Por limitações de espaço, vamos nos concentrar apenas em um dos pilares do regime de política macroeconômica atual, qual seja, o sistema de metas de inflação, e deixar o outro pilar fundamental do regime a política fiscal de grandes superávits primários para outra ocasião.

A imensa maioria tanto dos defensores quanto dos críticos do sistema de metas de inflação brasileiro acredita que ele é operado da forma descrita pelo modelo do “novo consenso” ou “nova síntese neoclássica” de autores como J. Taylor, Blinder e P. Romer.

Neste artigo, eu gostaria de expor minha visão sobre como funciona de fato o sistema de metas de inflação e os difíceis dilemas de política econômica que surgirão caso haja interesse em que a economia brasileira retome uma trajetória de desenvolvimento sustentado, com taxas de crescimento elevadas, maior inclusão social e redução das desigualdades. Leia o resto do artigo »

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Primeiro leilão de energia de biomassa vai ter capacidade de um Madeira

Postado em 21 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Maurício Tolmasquim, presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), informou que o leilão para construir a usina de Jirau, localizado no rio Madeira, foi arrematado pelo consórcio franco-belga Suez Energy, formado pelas empresas Camargo Corrêa, Chesf e Eletrosul, com deságio de 22%, foi uma ótima surpresa, não era esperado ter no Brasil uma tarifa de R$ 71 por MWh (Megawatt por hora).

Em julho será realizado uma série de leilões de bioeletricidade, que é um leilão para contratar energia do bagaço da cana.

Por Katia Alves

Publicado originalmente no Conversa Afiada

Por Paulo Henrique Amorim

Leia a íntegra da entrevista com Maurício Tolmasquim:

Paulo Henrique Amorim – O consórcio multi-nacional franco-belga Suez Energy associado às empresas brasileiras Camargo Corrêa, Chesf e Eletrosul arrematou ontem o leilão para construir a usina de Jirau, que fica no rio Madeira, com um deságio de 22%. Eu vou conversar agora com Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética, subordinada ao Ministério das Minas e Energia. Maurício Tolmasquim, esse leilão com deságio de 22%, vocês esperavam mais ou menos, ou está de bom tamanho?

Maurício Tolmasquim – Foi uma ótima surpresa. A gente não podia imaginar que a gente tivesse no Brasil uma tarifa de R$ 71 por MWh (Megawatt por hora), com uma energia vinda da Amazônia. E nesses R$ 71 por MWh está incluído a transmissão. R$ 25 por MWh é só de transmissão. Então, na realidade, a energia é muito menos que R$ 71. Então é uma surpresa maravilhosa. Já foi uma surpresa muito boa Santo Antônio. Essa é uma surpresa melhor ainda porque indica que nós temos na região Norte uma energia viável para o Brasil. Viável e barata.

Paulo Henrique Amorim – Em relação a Santo Antônio, o deságio foi de quanto, para esclarecer o nosso leitor?

Maurício Tolmasquim – Olha, Santo Antônio o deságio foi maior, mas o preço inicial foi maior. Porque Santo Antônio o preço inicial foi de R$ 122 por MWh e a usina saiu por R$ 78. Essa o preço inicial, Jirau, foi de R$ 91 por MWh e o preço foi R$ 71. Então, em termos relativos, em termos de deságio, Santo Antônio foi menor, mas o que importa é que o preço final está mais barato, apesar de ser uma usina mais difícil porque gera menos energia Jirau do que Santo Antônio. Apesar disso, foi melhor o negócio. Leia o resto do artigo »

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A dinâmica da inflação

Postado em 21 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Nassif faz uma observação sobre a queda da renda e da estabilidade nos preços agrícolas e diz que devido a isso a inflação vai se estabilizar, mas faz uma ressalva: o Banco Central poderá declarar que os preços se estabilizaram por causa da alta dos juros.

Por Katia Alves

Publicado originalmente no Blog do Nassif

Por Luis Nassif

O Banco Central segue uma máxima: em qualquer hipótese, mais juros. Se a inflação está alta, mais juros para derrubá-la. Se está em queda, mais juros para que não suba de novo. Se está parada, mais juros para que continue assim.

Não fosse essa visão extraordinariamente ortodoxa, de quem não tem a menor preocupação com seqüelas da política de juros – como aumento da dívida pública, aumento do endividamento privado – o BC trataria de analisar desdobramentos da atual onda de aumentos dos alimentos, a chamada inflação importada.

A primeira, dados recentes da FAO (Fundo das Nações Unidas para a Alimentação) indicando um pico das cotações mundiais de alimento e a tendência de começarem a ceder. A segunda, dados de consumo dos brasileiros.Ocorreu em 2002. A inflação elevada corroeu a renda especialmente das faixas de menor poder aquisitivo. Sem renda, não houve como convalidar o ritmo de alta dos preços. Lá por abril de 2003 a inflação não tinha mais fôlego para prosseguir. Leia o resto do artigo »

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Concurso Público para o BNDES

Postado em 21 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Foi publicado no DOU de hoje, seção 3, pág 110 e seguintes edital para o

concurso do BNDES. Novamente não haverá vagas para Engenharia.

BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES

EDITAL Nº 01/2008 SELEÇÃO PÚBLICA O BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO

ECONÔMICO

E SOCIAL – BNDES, através do Departamento de Administração de Recursos

Humanos, torna pública a realização de

Seleção Pública para a formação de Cadastros de Reserva de Pessoal para o

cargo de nível superior – Profissional Básico (formações de

Análise de Sistemas – Suporte, Arquitetura, Arquivologia, Biblioteconomia,

Direito e Geologia) e para o cargo de nível médio -

Técnico Administrativo mediante as condições contidas neste Edital.

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Para o Banco Mundial, crise nos EUA pode beneficiar América Latina

Postado em 21 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Os problemas da desaceleração da economia norte-americana podem trazer novas oportunidades para a América Latina e o Caribe. O artigo a seguir explica melhor essas oportunidades.

Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Portal Vermelho

O Banco Mundial prevê que a desaceleração da economia norte-americana afetará a América Latina e o Caribe. Os problemas, porém, podem representar novas oportunidades para a região.

Segundo Augusto de la Torre, diretor do Banco Mundial para a América Latina, os maiores prejudicados serão o México e os países da América Central e Caribe, mais vulneráveis que os países da América do Sul, os quais mantêm maior intercâmbio comercial com Ásia e Europa.

De la Torre destacou que as nações sul-americanas, principalmente Brasil, Argentina e Peru, estão se beneficiando com a alta do preço de grãos em todo o mundo, enquanto na região caribenha, que importa tais produtos, acontece o inverso. Leia o resto do artigo »

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Desemprego cai e renda cresce em abril, segundo o IBGE

Postado em 21 dEurope/London maio dEurope/London 2008

O número de trabalhadores com carteira assinada, em abril, cresceu 9,9% em relação ao mesmo mês de 2007 e 1,5% na comparação com março deste ano, somando atualmente 9,5 milhões de pessoas. Desde 2002, o menor índice da taxa de desemprego registrado foi em abril de 2008, 8,5%da população economicamente ativa encontra-se desempregada.

Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Vermelho Online

A taxa de desemprego em abril foi de 8,5% da população economicamente ativa, menor percentual já registrado para o quarto mês do ano desde o início da série de cálculos, em 2002. O número é praticamente o mesmo de março último (8,6%), mas ficou abaixo dos 10,1% de abril do ano passado.

A menor taxa de todas foi de 7,4%, em dezembro de 2007. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (21) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O número de trabalhadores com carteira assinada, em abril, cresceu 9,9% em relação ao mesmo mês de 2007 e 1,5% na comparação com março deste ano, somando atualmente 9,5 milhões de pessoas.

A pesquisa abrange seis regiões metropolitanas do país. Na comparação entre abril de 2008 e igual mês do ano passado, o IBGE registrou queda do desemprego em cinco localidades: Recife (redução de 2,8 pontos percentuais), São Paulo (de 2,2 pontos), Salvador (2,3 pontos) Porto Alegre (1,2 ponto) e Belo Horizonte (1,2 ponto). Em comparação com março, todas as regiões estudadas mantiveram praticamente estáveis os índices de desocupação. Leia o resto do artigo »

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SWAP CAMBIAL REVERSO: mais um sofisticado instrumento derivativo criado pelo bacen para encher o bolso das instituições financeiras, por Léo Nunes

Postado em 21 dEurope/London maio dEurope/London 2008

RIVE GAUCHE

Léo Nunes – Paris - Os chamados instrumentos derivativos têm sido cada vez mais utilizados como armas de política cambial e também como formas não-convencionais de transferência de renda para as instituições financeiras. Os derivativos são conhecidos pela sua obliqüidade e, por tal razão, são inacessíveis à maior parte das pessoas comuns. Neste texto, explicaremos sucintamente o funcionamento do swap cambial reverso, que é o principal instrumento derivativo utilizado pela autoridade monetária para intervenção no mercado de câmbio. Em seguida, mostraremos como este mecanismo tornou-se um importante instrumento para encher os cofres das instituições financeiras.

O swap nada mais é do que uma operação de troca. No mercado de derivativos, por exemplo, dois agentes, que possuem ativos diferentes, podem trocar o rendimento dos mesmos numa data futura previamente acordada. No caso do swap cambial reverso (1), o governo paga, numa data futura, uma taxa de juros (o certificado de depósito interbancário – CDI) e recebe em troca a variação do câmbio, no caso de uma desvalorização do Real. Caso haja valorização, o Banco Central paga o CDI e a apreciação da taxa de câmbio.

Mas por que a autoridade monetária faria tal sandice? A resposta é razoavelmente simples. Ao vender swap cambial reverso, o governo aumenta o preço do dólar futuro, pois é como se “apostasse” na desvalorização do Real. Por arbitragem, o preço do dólar spot seria pressionado para cima e a apreciação da taxa de câmbio seria evitada. Entretanto, a autoridade monetária não tem conseguido sucesso com tal instrumento.

Como é sabido, uma operação de derivativos só ocorre quando há divergência de opiniões, ou seja, um agente só troca seu rendimento por outro ativo se achar o segundo mais atraente. No caso do swap cambial reverso, a operação só ocorre porque alguém, a despeito de toda a expectativa do mercado no sentido da apreciação da taxa de câmbio, devido à absurda política de juros, aposta na depreciação do Real. E este alguém é exatamente o Banco Central. Portanto, enquanto a enorme maioria dos agentes aposta na apreciação da moeda doméstica, apenas a autoridade monetária segue no sentido contrário, sancionando as operações.

Desta forma, as instituições financeiras ganham a taxa de juros, que já é alta, adicionada da apreciação cambial no período. O Banco Central, por sua vez, transfere renda a estes agentes, sem sequer atingir o objetivo de evitar a apreciação do câmbio. Segundo o competente jornalista Rogério Lessa (clique aqui para ler reportagem), o Bacen desembolsou R$ 47 bilhões relativos apenas à apreciação do câmbio em 2007.

Só para se ter uma idéia, apenas esta rubrica representa quase metade dos gastos do governo com Previdência, mais do que três vezes o valor utilizado para programas assistenciais e do valor utilizado nas obras do PAC. Por conseguinte, a luta contra o rentismo atingiu um estágio inimaginável, na medida em que o sistema financeiro tem utilizado sofisticados instrumentos de derivativos, obtusos para a maioria dos cidadãos e sob justificativa “científica”, para criar mais um canal de transferência de renda para a elite rentista.

(1) O nome advém do swap cambial, que era um instrumento utilizado quando havia tendência à desvalorização do Real. Esta operação era o oposto do swap cambial reverso.

Os inocentes do Leblon

TUDO SOBRE SWAP CAMBIAL REVERSO

Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos

Clique aqui para ler nosso manifesto.

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