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	<title>Comentários sobre: Os custos da &#8220;independência&#8221; do Banco Central</title>
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		<title>Por: BOLETIM SEMANAL DO BLOG DO DESEMPREGO ZERO &#171; Blog do Desemprego Zero</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/05/os-custos-da-independencia-do-banco-central/comment-page-1/#comment-1835</link>
		<dc:creator>BOLETIM SEMANAL DO BLOG DO DESEMPREGO ZERO &#171; Blog do Desemprego Zero</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 May 2008 16:42:49 +0000</pubDate>
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		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
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		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 May 2008 15:14:21 +0000</pubDate>
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		<description>Heldo

Não há discordância entre nós nos pontos levantados por você. Concordo que não há política monetária neutra. Você tocou num ponto que considero muito importante: a questão da natureza. Keynes foi muito crítico ao “apelo à natureza” que alguns teóricos fazem para sustentar suas argumentações.

Somos humanos e dificilmente nos encaixamos nos extremos dos pólos paixão e racionalidade. Existe um variado gradiente de comportamentos entre esses dois extremos. Keynes também abordou essa questão.

Manoel Bomfim, por exemplo, em ‘América Latina: males de origem’, escreveu sobre a tendência ao parasitismo de setores das elites latino-americanas. A preferência pela liquidez é uma armadilha...


Um abraço,

Rodrigo L. Medeiros</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Heldo</p>
<p>Não há discordância entre nós nos pontos levantados por você. Concordo que não há política monetária neutra. Você tocou num ponto que considero muito importante: a questão da natureza. Keynes foi muito crítico ao “apelo à natureza” que alguns teóricos fazem para sustentar suas argumentações.</p>
<p>Somos humanos e dificilmente nos encaixamos nos extremos dos pólos paixão e racionalidade. Existe um variado gradiente de comportamentos entre esses dois extremos. Keynes também abordou essa questão.</p>
<p>Manoel Bomfim, por exemplo, em ‘América Latina: males de origem’, escreveu sobre a tendência ao parasitismo de setores das elites latino-americanas. A preferência pela liquidez é uma armadilha&#8230;</p>
<p>Um abraço,</p>
<p>Rodrigo L. Medeiros</p>
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		<title>Por: Heldo Siqueira</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/05/os-custos-da-independencia-do-banco-central/comment-page-1/#comment-1833</link>
		<dc:creator>Heldo Siqueira</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 May 2008 14:56:13 +0000</pubDate>
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		<description>Rodrigo,

Talvez essa não seja a melhor citação que foi apresentada no blog, mas vou fazê-la assim mesmo.
Me lembro o Schopenhauer em &quot;o livre arbítrio&quot;. Ele argumentava que caso existisse uma natureza humana (ou seja, se cada ser humano respondesse sempre ao mesmo estímulo da mesma forma), dar a liberdade para um ser humano agir da maneira que tivesse vontade eliminava seu livre arbítrio. Afinal, suas atitudes não seriam mais do que extensões (reações) dos estímulos naturais. Assim, ao invés de o indivíduo estar controlando suas atitudes, a natureza as estaria controlando (através dos estímulos que proporciona).

Transpondo para a administração da política monetária, não acho que exista uma &quot;natureza&quot; de política monetária neutra. Simplesmente pq a política não é neutra! E tentar fazer a política monetária neutra coloca o BC à mercê da &quot;natureza&quot; (o mercado). Ou seja, se o Governo não fizer política monetária, os bancos farão! A questão é que o Governo foi eleito pelo povo para fazer política monetária enquanto os bancos não!

Nenhum BC do mundo pergunta às instituições bancárias qual a previsão delas sobre as variáveis macroeconômicas. Nenhum BC do mundo faz críticas aos outros instrumentos de política econômica.

Seguindo esses princípios de &quot;neutralidade&quot;, o BC segue fazendo trapalhadas, destacaria:

- o estancamento do &quot;carry-over&quot; (para usar uma palavra da moda) do crescimento de 2005 aumentando os juros no final do ano para &quot;perseguir&quot; uma inflação bem abaixo da meta em 2006 (3,6%).

- essa previsão RIDÍCULA sobre o tamanho do déficit em conta corrente que estamos observando graças ao câmbio absurdamente valorizado. Em que o previsto para o ano se realizou em 4 meses

- não conseguir distinguir um choque internacional de preços com inflação de demanda.

Será que essas previsões são neutras ou há alguns interesses ligados à elas?!

Não gosto muito de argumentar por analogias, mas nesse caso achei pertinente.

Abraços</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Rodrigo,</p>
<p>Talvez essa não seja a melhor citação que foi apresentada no blog, mas vou fazê-la assim mesmo.<br />
Me lembro o Schopenhauer em &#8220;o livre arbítrio&#8221;. Ele argumentava que caso existisse uma natureza humana (ou seja, se cada ser humano respondesse sempre ao mesmo estímulo da mesma forma), dar a liberdade para um ser humano agir da maneira que tivesse vontade eliminava seu livre arbítrio. Afinal, suas atitudes não seriam mais do que extensões (reações) dos estímulos naturais. Assim, ao invés de o indivíduo estar controlando suas atitudes, a natureza as estaria controlando (através dos estímulos que proporciona).</p>
<p>Transpondo para a administração da política monetária, não acho que exista uma &#8220;natureza&#8221; de política monetária neutra. Simplesmente pq a política não é neutra! E tentar fazer a política monetária neutra coloca o BC à mercê da &#8220;natureza&#8221; (o mercado). Ou seja, se o Governo não fizer política monetária, os bancos farão! A questão é que o Governo foi eleito pelo povo para fazer política monetária enquanto os bancos não!</p>
<p>Nenhum BC do mundo pergunta às instituições bancárias qual a previsão delas sobre as variáveis macroeconômicas. Nenhum BC do mundo faz críticas aos outros instrumentos de política econômica.</p>
<p>Seguindo esses princípios de &#8220;neutralidade&#8221;, o BC segue fazendo trapalhadas, destacaria:</p>
<p>- o estancamento do &#8220;carry-over&#8221; (para usar uma palavra da moda) do crescimento de 2005 aumentando os juros no final do ano para &#8220;perseguir&#8221; uma inflação bem abaixo da meta em 2006 (3,6%).</p>
<p>- essa previsão RIDÍCULA sobre o tamanho do déficit em conta corrente que estamos observando graças ao câmbio absurdamente valorizado. Em que o previsto para o ano se realizou em 4 meses</p>
<p>- não conseguir distinguir um choque internacional de preços com inflação de demanda.</p>
<p>Será que essas previsões são neutras ou há alguns interesses ligados à elas?!</p>
<p>Não gosto muito de argumentar por analogias, mas nesse caso achei pertinente.</p>
<p>Abraços</p>
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