ONU retoma ajuda humanitária para sobreviventes em Mianmar
Escrito por Imprensa, postado em 9 dEurope/London maio dEurope/London 2008
“A ONU havia embargado o envio de ajuda humanitária a Mianmar depois de alegar que a junta militar que governa o país apreendeu os alimentos e os equipamentos” mas a ONU logo voltou atrás e anunciou que vai continuar enviando ajuda.
Por Katia Alves
Publicado originalmente no Estadão
Por Reuters
Horas depois de ter suspendido o envio da ajuda humanitária a Mianmar, a Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou que retomará no sábado, 10, os embarques de itens de primeira necessidade ao empobrecido país asiático devastado por um ciclone no último fim de semana. Segundo a Casa Branca, a junta militar autorizou a entrada de um avião americano com a ajuda humanitária para os atingidos pelo ciclone. Segundo o porta-voz da Casa Branca, Gordon Johndroe, a aeronave chegará no país na segunda-feira.
A ONU havia embargado o envio de ajuda humanitária a Mianmar depois de alegar que a junta militar que governa o país apreendeu os alimentos e os equipamentos enviados pelo Programa Mundial de Alimentação para ajudar as vítimas do ciclone Nargis. Mas Rangum desmentiu a versão da ONU, qualificando-a como “acusação infundada”.
De acordo com o Programa Mundial de Alimentação, mais dois aviões com itens humanitários decolarão no sábado com destino a Rangum. Nancy Roman, porta-voz da entidade em Genebra, disse que a ONU está negociando com Rangum a liberação de toneladas de biscoitos de alto teor energético enviados para alimentar as vítimas.
Mais cedo, Paul Risley, porta-voz do programa em Bangcoc, alegou que a ONU “não teve escolha” a não ser suspender o envio de novas remessas enquanto o assunto não for resolvido. “Toda a comida e todos os equipamentos que conseguimos reunir e enviar foram confiscados” pela junta, acusou o porta-voz. A remessa de ajuda humanitária incluía 38 toneladas de biscoitos de alto teor energético.
Horas mais tarde, Ye Htut, porta-voz da junta militar birmanesa, disse que o governo assumiu o controle de uma remessa enviada hoje pelo Programa Mundial de Alimentação para distribuí-la “sem demora por sua própria conta aos habitantes das áreas afetadas”. Ele rejeitou a interpretação da ONU de que a ajuda teria sido apreendida e disse querer saber de onde partiram “essas acusações infundadas”. Numa mensagem de correio eletrônico enviada à Associated Press nesta sexta-feira, Ye Htut afirmou que Mianmar já deixou claro que “prioriza o recebimento das remessas de ajuda emergencial”.
Também nesta sexta-feira, a mídia estatal birmanesa elevou o número de mortos e reduziu o de desaparecidos na passagem do ciclone Nargis no último sábado. De acordo com as cifras mais recentes, a catástrofe natural deixou 23.335 mortos e 37.019 desaparecidos.










