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Blog do Desemprego Zero

Marina Silva pede demissão do Ministério do Meio Ambiente

Escrito por Imprensa, postado em 14 dEurope/London maio dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Após cinco anos e meio à frente do Ministério do Meio Ambiente e diversas batalhas políticas travadas dentro do governo, Marina Silva envia carta ao presidente Lula comunicando seu pedido de demissão “em caráter irrevogável”. O secretário do Ambiente do RJ, Carlos Minc, foi convidado para seu lugar.

*Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Agência Carta Maior

Por: Maurício Thuswohl

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, pediu demissão do cargo nesta terça-feira (13). Para o seu lugar, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convidou o secretário estadual do Meio Ambiente do Rio de Janeiro, Carlos Minc, ex-deputado petista com longa trajetória de militância ecológica. Marina, que estava à frente do Ministério do Meio Ambiente (MMA) desde o primeiro dia do governo Lula e é uma das figuras políticas brasileiras com maior prestígio no cenário internacional, voltará a ocupar sua cadeira no Senado. Ela retomará o lugar de Sibá Machado (PT-AC), que voltará à suplência após cumprir o mandato de senador por cinco anos e meio.

Na carta enviada a Lula no começo da tarde, Marina afirmou o caráter “pessoal e irrevogável” do pedido e explicou os motivos de sua saída: “Essa difícil decisão, presidente, decorre das dificuldades que tenho enfrentado há algum tempo para dar prosseguimento à agenda ambiental federal (…) Vossa excelência é testemunha das crescentes resistências encontradas por nossa equipe junto a setores importantes do governo e da sociedade. Ao mesmo tempo, de outros setores tivemos parceria e solidariedade. Em muitos momentos, só conseguimos avançar devido ao seu acolhimento direto e pessoal. No entanto, as difíceis tarefas que o governo ainda tem pela frente sinalizam que é necessária a reconstrução da sustentação política para a agenda ambiental”, disse.

Protagonista de diversas batalhas políticas dentro do governo, nas quais acumulou vitórias e derrotas, a ex-ministra decidiu deixar o cargo, segundo fontes de Brasília, após o lançamento do Programa Amazônia Sustentável (PAS) pelo governo na última quinta-feira (8), mas esperou pelo término da III Conferência Nacional de Meio Ambiente, que se encerrou no sábado, para comunicar sua decisão ao presidente Lula.

A insatisfação de Marina Silva teria chegado ao limite durante a apresentação do PAS, após a então ministra saber que, numa decisão de última hora, as metas do programa que haviam sido acertadas entre o MMA e a Casa Civil, com o aval de Lula, não seriam anunciadas. Outro fator teria sido a decisão de Lula de confiar a coordenação do PAS ao ministro Mangabeira Unger, da Secretaria Especial de Ações de Longo Prazo. A indicação de Mangabeira, segundo pessoas próximas à Marina, teria sido, nas palavras da ministra, “um gesto de desprestígio ao trabalho realizado no MMA”.

Nas horas que se seguiram ao pedido de demissão de Marina, nem ela nem o presidente da República se manifestaram oficialmente. Segundo o blog de Ricardo Noblat, após sair de um encontro com Lula, o ex-governador do Acre Jorge Vianna (que chegou a ser cotado para o ministério), contou que o presidente “lamentou muito” a saída de Marina e disse ter “perdido uma grande ministra”.

Pressão interna

Nos últimos meses, Marina Silva vinha sofrendo grande pressão interna no governo em conseqüência dos embates políticos acerca de temas como o controle do desmatamento da Amazônia ou a liberação comercial dos transgênicos. No primeiro caso, as ações de combate à destruição da floresta que o MMA, através do Ibama, procura implementar em parceria com a Polícia Federal, como a atual Operação Arco de Fogo, sempre sofreram a oposição de setores ruralistas ligados ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). No caso dos transgênicos, a oposição à Marina se concentrava nos setores ligados à indústria da biotecnologia que integram o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT).

O início das obras do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) também teria contribuído para desgastar Marina dentro do governo. A polêmica sobre a concessão das licenças ambientais para projetos de grande impacto como, por exemplo, a construção das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, no Rio Madeira, colocou a ex-ministra em rota de colisão com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e com o próprio presidente Lula.

Além de Marina, também pediram demissão o secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, e o presidente do Ibama, Bazileu Margarido. Por intermédio de sua assessoria, Carlos Minc confirmou sua ida para o MMA. Até o início da noite, diversas organizações do movimento socioambientalista, como o MST, o Greenpeace, o Instituto Sociambiental (ISA) e o Fórum Brasileiro de ONGs pelo Meio Ambiente e o Desenvolvimento Sustentável (FBOMS), entre outras, divulgaram notas lamentando a saída de Marina.

 



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