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	<title>Comentários sobre: Lula se diz &#8216;abismado&#8217; com classificação dos EUA por agências</title>
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		<title>Por: Bruno</title>
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		<dc:creator>Bruno</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 May 2008 15:37:18 +0000</pubDate>
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		<description>Também adorei o que o Lula falou. Vou por na epígrafe da minha tese. Ou pelo menos do capítulo 2. O lula é realmente um cara inteligente. O problema são os economistas que ele anda: Belluzzo, Delfim etc. Vcs viram que o Belluzzo recomendou o aumento do superávit primário para 5%?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Também adorei o que o Lula falou. Vou por na epígrafe da minha tese. Ou pelo menos do capítulo 2. O lula é realmente um cara inteligente. O problema são os economistas que ele anda: Belluzzo, Delfim etc. Vcs viram que o Belluzzo recomendou o aumento do superávit primário para 5%?</p>
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		<title>Por: Rodrigo Medeiros</title>
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		<dc:creator>Rodrigo Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 May 2008 22:18:45 +0000</pubDate>
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		<description>Há outras coisas que são complicadas de se explicar pela perspectiva ortodoxa. Vejamos bem: desde 1776 são poucos os períodos de equilíbrio fiscal nos EUA. Quem tiver dúvidas, consulte o livro: WRAY, L. R. ‘Trabalho e moeda hoje’. Rio de Janeiro: Contraponto, 2003. A norma tem sido déficit fiscal nos EUA e alguns parcos momentos de equilíbrio.

Como eles fizeram isso sem apelar para juros altos à la Brasil? Pois bem, o Norte ganhou a guerra civil da primeira metade da década de 1860 e derrubou o livre-comércio de base escravocrata sulista. Não haveria um país e dois sistemas econômicos. O liberalismo político do Norte progressista venceu o livre-comércio conservador e o Sul precisou aceitar consumir manufaturas de menor qualidade produzidas na União. Gradualmente evoluiram a produtividade e a qualidade do sistema industrial norte-americano. As idéias de Alexander Hamilton, um dos &quot;Pais Fundadores&quot; que não era senhor de escravos, triunfaram.

Os investimentos estrangeiros cumpriram e (ainda cumprem) um papel complementar e praticamente marginal no processo de desenvolvimento norte-americano.

Sobre os interesses dos países mais desenvolvidos pela promoção do liberalismo econômico é interessante a leitura do livro ‘Chutando a escada’ (UNESP, 2004), do professor Ha-Joon Chang. As receitas neoliberais de enxugamento do Estado e de liberalização da conta de capitais fazem parte desse drama.

No que diz respeito às políticas liberalizantes ainda recomendadas ao Brasil, nada melhor do que o diagnóstico de um prêmio Nobel de Economia: “O que torna a especulação lucrativa é o dinheiro proveniente dos governos, apoiados pelo FMI. Quando o Fundo e o governo brasileiro, por exemplo, gastaram aproximadamente 50 bilhões de dólares para manter a taxa cambial em um nível supervalorizado no fim de 1998, para onde foi o dinheiro? Ele não desaparece no ar, acaba indo para o bolso de alguém - grande parte desse dinheiro foi para o bolso de especuladores” (STIGLITZ, J. &#039;A globalização e seus malefícios&#039;. São Paulo: Futura, 2002. p.245). A liberalização da conta de capitais causou, por sua vez, uma evasão de US$139 bilhões entre 1996 e 1999, sem comprovação de origem (Cf. NASSIF, L. &#039;Os cabeças-de-planilha&#039;. 2.ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 2007). Não se pode deixar de observar que a dívida pública per capita brasileira aumentou de R$1.000,00 para R$5.300,00 entre 1995 e 2002 (Cf. GONÇALVES, R.; POMAR, V. &#039;A armadilha da dívida&#039;. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2002).

Segundo dados da CEPAL, no Brasil, assim como no restante da América Latina, gira em torno de 50% a taxa de precarização das relações de trabalho (desemprego mais subemprego). Inclusive para o Chile. O que dizem agora os neoliberais sobre a Argentina, um paradigma que o Brasil deveria seguir na década de 1990?

A estratégia da &quot;sabedoria convencional&quot; de que se deve buscar crescer com poupança externa, custe o que custar em termos de balanço de pagamentos, não pode ser levada a sério. Idéias são de fato mais perigosas do que os interesses explícitos. Principalmente quando elas buscam ocultá-los e lhes dar um ar de superioridade científica.

Keynes demonstrou na década de 1930 que poupança e investimento são os dois lados da mesma moeda. Se um Estado possui soberania monetária, ele pode desenvolver políticas keynesianas. Basta, no entanto, que o tripé de políticas fiscal, monetária e tributária esteja bem calibrado.

Em sua Nobel Lecture, Stiglitz foi claro quanto à perspectiva ortodoxa: “But one cannot ignore the possibility that the survival of the paradigm was partly because the belief in that paradigm, and the policy prescriptions, has served certain interests”. Concordo com ele.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Há outras coisas que são complicadas de se explicar pela perspectiva ortodoxa. Vejamos bem: desde 1776 são poucos os períodos de equilíbrio fiscal nos EUA. Quem tiver dúvidas, consulte o livro: WRAY, L. R. ‘Trabalho e moeda hoje’. Rio de Janeiro: Contraponto, 2003. A norma tem sido déficit fiscal nos EUA e alguns parcos momentos de equilíbrio.</p>
<p>Como eles fizeram isso sem apelar para juros altos à la Brasil? Pois bem, o Norte ganhou a guerra civil da primeira metade da década de 1860 e derrubou o livre-comércio de base escravocrata sulista. Não haveria um país e dois sistemas econômicos. O liberalismo político do Norte progressista venceu o livre-comércio conservador e o Sul precisou aceitar consumir manufaturas de menor qualidade produzidas na União. Gradualmente evoluiram a produtividade e a qualidade do sistema industrial norte-americano. As idéias de Alexander Hamilton, um dos &#8220;Pais Fundadores&#8221; que não era senhor de escravos, triunfaram.</p>
<p>Os investimentos estrangeiros cumpriram e (ainda cumprem) um papel complementar e praticamente marginal no processo de desenvolvimento norte-americano.</p>
<p>Sobre os interesses dos países mais desenvolvidos pela promoção do liberalismo econômico é interessante a leitura do livro ‘Chutando a escada’ (UNESP, 2004), do professor Ha-Joon Chang. As receitas neoliberais de enxugamento do Estado e de liberalização da conta de capitais fazem parte desse drama.</p>
<p>No que diz respeito às políticas liberalizantes ainda recomendadas ao Brasil, nada melhor do que o diagnóstico de um prêmio Nobel de Economia: “O que torna a especulação lucrativa é o dinheiro proveniente dos governos, apoiados pelo FMI. Quando o Fundo e o governo brasileiro, por exemplo, gastaram aproximadamente 50 bilhões de dólares para manter a taxa cambial em um nível supervalorizado no fim de 1998, para onde foi o dinheiro? Ele não desaparece no ar, acaba indo para o bolso de alguém &#8211; grande parte desse dinheiro foi para o bolso de especuladores” (STIGLITZ, J. &#8216;A globalização e seus malefícios&#8217;. São Paulo: Futura, 2002. p.245). A liberalização da conta de capitais causou, por sua vez, uma evasão de US$139 bilhões entre 1996 e 1999, sem comprovação de origem (Cf. NASSIF, L. &#8216;Os cabeças-de-planilha&#8217;. 2.ed. Rio de Janeiro: Ediouro, 2007). Não se pode deixar de observar que a dívida pública per capita brasileira aumentou de R$1.000,00 para R$5.300,00 entre 1995 e 2002 (Cf. GONÇALVES, R.; POMAR, V. &#8216;A armadilha da dívida&#8217;. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2002).</p>
<p>Segundo dados da CEPAL, no Brasil, assim como no restante da América Latina, gira em torno de 50% a taxa de precarização das relações de trabalho (desemprego mais subemprego). Inclusive para o Chile. O que dizem agora os neoliberais sobre a Argentina, um paradigma que o Brasil deveria seguir na década de 1990?</p>
<p>A estratégia da &#8220;sabedoria convencional&#8221; de que se deve buscar crescer com poupança externa, custe o que custar em termos de balanço de pagamentos, não pode ser levada a sério. Idéias são de fato mais perigosas do que os interesses explícitos. Principalmente quando elas buscam ocultá-los e lhes dar um ar de superioridade científica.</p>
<p>Keynes demonstrou na década de 1930 que poupança e investimento são os dois lados da mesma moeda. Se um Estado possui soberania monetária, ele pode desenvolver políticas keynesianas. Basta, no entanto, que o tripé de políticas fiscal, monetária e tributária esteja bem calibrado.</p>
<p>Em sua Nobel Lecture, Stiglitz foi claro quanto à perspectiva ortodoxa: “But one cannot ignore the possibility that the survival of the paradigm was partly because the belief in that paradigm, and the policy prescriptions, has served certain interests”. Concordo com ele.</p>
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		<title>Por: Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</title>
		<link>http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/05/lula-se-diz-abismado-com-classificacao-dos-eua-por-agencias/comment-page-1/#comment-513</link>
		<dc:creator>Gustavo dos Santos (meus artigos clique)</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 10 May 2008 17:51:01 +0000</pubDate>
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		<description>Lula mandou muito bem nessa!!
se nós temos um déficit muito menor do que eles porque eles tem risco zero???
cabe aos ortodoxos explicar isso.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lula mandou muito bem nessa!!<br />
se nós temos um déficit muito menor do que eles porque eles tem risco zero???<br />
cabe aos ortodoxos explicar isso.</p>
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