Líder guerrilheira das Farc se entrega na Colômbia
Escrito por Imprensa, postado em 19 dEurope/London maio dEurope/London 2008
Neste domingo entregou-se à polícia colombiana a guerrilheira Nelly Ávida, conhecida como Karina. Esse acontecimento representa uma vitória para o governo de Álvaro Uribe.
Por Katia Alves
Publicado originalmente no Estadão
Por Reuters
‘Karina’ comandava uma divisão da guerrilha no noroeste do país e é a mulher de mais alto escalão no grupo
Karina é acusada de ter cometido assassinatos e seqüestros
Uma das principais comandantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a guerrilheira Nelly Ávila Moreno, conhecida como Karina, se entregou à polícia colombiana no Departamento de Antioquia no domingo, 18. A líder rebelde comandava a “frente 47″ da guerrilha e era considerada a mulher de mais alto escalão dentro do grupo rebelde e é acusada de uma série de assassinatos e seqüestros.
Segundo o correspondente da BBC em Medellín, Jeremy McDermott, a rendição de Karina representa uma vitória para o governo de Álvaro Uribe. Há duas semanas, Uribe enviou uma mensagem pública à Karina, garantindo que ela estaria segura caso se entregasse. De acordo a BBC, Karina é lembrada pelas crueldades cometidas contra moradores de Antioquia, ao noroeste do país. Segundo o correspondente, muitos moradores, comerciantes e fazendeiros sofreram com a extorsão, seqüestros e assassinatos realizados pela líder rebelde.
O ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, disse que Karina estava “quase morrendo de fome” quando ela e outro guerrilheiro, conhecido como Michín, se entregaram. Em 2002, o presidente colombiano a apontou com um dos principais alvos das forças de segurança do país e ofereceu uma recompensa de US$800 mil (R$1,3 milhão) para quem a capturasse ou matasse.
Karina perdeu um dos olhos em combate, tem diversas cicatrizes na face e um ferimento no braço causado por um tiro. Seu comandante direto dentro da guerrilheira, o líder Ivan Rios, foi assassinado em março deste ano por um de seus guarda-costas. O guarda-costas chegou a cortar as mãos de Rios para provar às autoridades que tinha matado o comandante e receber uma recompensa acima de US$ 1 milhão(R$1,7 milhão).
Segundo a mídia colombiana, após a morte de Rios, a “frente 47″, começou a se desintegrar e a enfrentar sucessivas ofensivas do Exército. Desde a morte de Rios, Karina era a única comandante das Farc no noroeste do país. As Farc lutam pela derrubada do governo da Colômbia há mais de 40 anos.










