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Juros e superávit altos
Posted By Imprensa On 21 maio, 2008 @ 7:14 pm In Assuntos,O que deu na Imprensa,Política Econômica | No Comments
O educador Dermeval Saviani, afirma que há necessidade de priorizar a qualidade do ensino, dar apoio financeiro às cidades com piores índices na educação. E também diz que o serviço da dívida aumentaria com os juros altos e se acrescentar a isso a elevação do superávit, não haverá aumento de arrecadação que resolva o problema da falta de recursos na saúde.
Por Katia Alves
Publicado originalmente no Zé Dirceu [1]
Por José Dirceu
O educador Dermeval Saviani, professor da Faculdade de Educação da Universidade de Campinas (Unicamp) e especialista em políticas públicas da área, concedeu entrevista publicada ao Estadão onde analisa o primeiro ano do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE).
Entre os acertos, Saviani aponta a priorização da qualidade do ensino, do magistério e o apoio técnico, com incentivo financeiro, às cidades com piores índices na educação. Mas, ele observa que faltam plano de carreira para manter o educador e outras ações que, em resumo, necessitam de um investimento maior – e a longo prazo – na educação nacional.
A questão é como garantir recursos para as demandas da Educação, Saúde e Meio Ambiente – só para citar três áreas na ordem do dia – com a intenção de elevar o superávit para 5% e a boataria que emana do Banco Central (BC) de aumentar os juros em mais 2,5% até o final do ano, para levar em conta os “desejos e expectativas” do mercado.
O serviço da divida interna só aumentará com essa alta dos juros e, se acrescermos a isso a elevação do superávit, não haverá aumento de arrecadação que resolva o problema da falta de recursos na saúde, por exemplo, que necessita R$ 5 bi. Isso sem contar os R$ 10 bi a mais necessários, caso a emenda 29, que destina recursos para o setor, seja aprovada; mais o recente aumento dos servidores, assinado pelo presidente Lula; e o buraco que ficou com o fim da CPMF.
Como vemos, leitores, voltamos para o mesmo lugar. Não há como continuar investindo no básico - educação, saúde, meio ambiente e justiça - se os juros sobem e, pior, o superávit também. Não há causa que justifique isso. Nem o temor de uma inflação maior, ou mesmo o tão desejado e necessário estímulo às exportações e à inovação.
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[1] Zé Dirceu: http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=blogsection&id=11&Itemid=37
[2] Ainda o Semi-árido, por Roberto Malvezzi: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/02/ainda-o-semi-arido-por-roberto-malvezzi/
[3] A FARRA DA TAPEAÇÃO: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/02/a-farra-da-tapeacao/
[4] Terceirização impõe “padrão de emprego asiático”: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/02/terceirizacao-impoe-%e2%80%9cpadrao-de-emprego-asiatico%e2%80%9d/
[5] Moniz Bandeira e o futuro da América Latina: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/moniz-bandeira-e-o-futuro-da-america-latina/
[6] Delfim ainda não vê excesso de demanda: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/delfim-ainda-nao-ve-excesso-de-demanda/
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