Gilmar Mendes quer uma crise Institucional Ou L’etat C’est Moi
Escrito por Imprensa, postado em 12 dEurope/London maio dEurope/London 2008
Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, fez uma forte crítica a declaração do Presidente Lula. Lula havia dito em sua declaração que a absolvição do fazendeiro acusado de matar a missionária Dorothy Stang, é uma vergonha para o país. Gilmar confessou também que o assassinato do jovem brasileiro na Inglaterra, onde os policiais que cometeram o crime foram absolvidos, não suja a imagem da Justiça inglesa deste país.
Como Paulo Henrique Amorim afirma: Mendes quer que as câmeras, os holofotes e os repórteres do PiG se concentrem nele e ser o Supremo Guardião dos interesses conservadores do país
Por Katia Alves
Por Paulo Henrique Amorim
Publicado no: Conversa Afiada
O Presidente (do Supremo Tribunal Federal, por enquanto) Gilmar Mendes criticou furiosamente uma declaração do Presidente Lula de que a absolvição do fazendeiro acusado de mandar matar a missionária Dorothy Stang envergonhava o Brasil.
O candidato a Presidente da República Gilmar Mendes só faltou dizer que o Presidente Lula não sabe o que diz.
Que é um despreparado.
Mendes confessa que desconhece como o fazendeiro foi absolvido – mas, de qualquer forma, Lula é um …
Mendes acha que, da mesma forma, a absolvição dos policiais ingleses que mataram o brasileiro Jean Charles de Menezes num metrô de Londres não mancha a imagem da Justiça inglesa.
Não mancha para ele, Mendes.
Para mim, Paulo Henrique Amorim, manchou, sim.
Uma polícia de quinta categoria e uma Justiça de quinta categoria inocentaram os assassinos frios de um brasileiro trabalhador, honesto e inocente.
Um episódio que reflete com fidelidade o que foi aquele governinho de quinta, o do Toni Blair.
Mendes quer se sobrepor ao Ministro (?) Marco Aurélio de Mello (*) em dois campos.
Primeiro, Mendes quer que as câmeras, os holofotes e os repórteres do PiG se concentrem nele e, não mais, em Mello.
Mendes quer ser o Supremo Guardião dos interesses conservadores do país.
Como a oposição brasileira é um deserto – clique aqui para ler “Quem afunda a oposição ? – há um amplo espaço a ser ocupado.
Ou melhor, é preciso expulsar Mello desse espaço o mais rápido possível.
Segundo, Mendes quer, como Mello, arrumar uma crise institucional.
Fazer um rolo constitucional, jogar o Executivo contra o Judiciário, para prejudicar o Presidente Lula, claro.
Foi o que Mendes fez, assim que se sentou na cadeira de Presidente (do Supremo), e avisou ao Presidente Lula: chega de Medida Provisória.
Porque o Executivo, o Legislativo e o Judiciário – tudo agora c’est moi.
(*) O Conversa Afiada perguntou a Mendes se Mello não se teria desqualificado para julgar a questão dos índios e dos arrozeiros em Roraima, que está sub judice no STF, com a declaração estapafúrdia que deu.










