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Blog do Desemprego Zero

A celebração da irrelevância

Escrito por Imprensa, postado em 26 dEurope/London maio dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

Como foi definido recentemente pelo Deputado Ciro Gomes, o fim da CPI dos Cartões Corporativos, não foi nada mais que um capítulo da “novelização da política”, não poderia haver outro fim para a CPI, além de melancólico, onde a comissão não conseguiu sequer estabelecer uma discussão sobre normas de acesso e divulgação dos gastos de servidores com os cartões corporativos.

Por Luciana Sergeiro

Publicado em: CartaCapital

Por: Redação Carta Capital

Não poderia ser outro o fim da CPI dos Cartões Corporativos. Melancólico, patético, enfim. Motivada pelo enésimo furo n’água da parcela beligerante da oposição, associada à porção da mídia adepta da coação como instrumento de poder, a comissão nem sequer conseguiu estabelecer uma discussão sobre normas de acesso e divulgação dos gastos de servidores com os cartões corporativos. Inclusive os de ex e do presidente da República em exercício. Regras que preservassem o mínimo de segurança ao primeiro mandatário e garantissem aos cidadãos o direito de saber como os impostos são gastos nos palácios e gabinetes.

Nunca foi este o objetivo, seja por parte da oposição ou da base governista. Tratou-se de mais um capítulo “novelização da política”, como definiu recentemente à CartaCapital o deputado Ciro Gomes. Nessa novela, cujo enredo gira no mesmo ponto, tentar atingir o âmago do governo, prosperaram o apego à insignificância e a falta de lógica (quem precisa dela nesta altura do debate público brasileiro?). Em páginas e páginas, em horas de transmissão de rádio e tevê, celebrou-se a irrelevância.

Não se iluda, leitor. As últimas cenas de indignação estampadas em editoriais e colunas de opinião são o desfecho da pantomima, o roto e sonolento recurso da mídia em busca de uma saída à francesa para ela mesma, que a livre da constrangedora auto-avaliação. Esquece-se a própria incapacidade de provar a versão alimentada semanas a fio e investe-se contra o combalido e fácil alvo de sempre, o desmoralizado Congresso. Se nada ficou esclarecido, a culpa certamente é do bando que ocupa o Parlamento brasileiro. Fala-se em pizza.

Chega a ser cansativa a sucessão de estereótipos. Até os depoimentos da terça-feira 20, na CPI dos Cartões Corporativos, a imprensa repisou velhos clichês, a tentar instaurar um clima de tensão que, na prática, não se instalou, como de resto raramente se instala, a não ser na cabeça de certos ficcionistas que ocupam altos postos em redações.

O ex-assessor da Casa Civil José Aparecido Nunes Pires foi chamado de “homem-bomba” e teria “ameaçado contar tudo o que sabe” sobre a feitura do suposto dossiê. André Fernandes, assessor do tucano Álvaro Dias, teria gravado a conversa com Pires na qual se revelaria “quem ordenou” a coleta dos dados. Abusou-se de termos como traição, chantagem e negociação. Criou-se o burburinho que em geral precede o anticlímax.

A isso se pode chamar de jornalismo preventivo. Caso os fatos não se desenrolem como previsto – e foi o que aconteceu na terça-feira 20 -, pula-se para a etapa seguinte: a de que nada se revelou por causa de acordos prévios ou por recuo do envolvido. E la nave va. Ou não vai?

Mas o que se pode extrair dos depoimentos de Pires e Fernandes, partindo do princípio de que os dois podem ter mentido ou contado apenas parte do que sabem? Fernandes afirmou ter interpretado o envio do e-mail por Pires, onde as planilhas com os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso estavam anexadas, como tentativa de intimidação da oposição.

Como assim? Houve ou não tentativa de intimidação? Pires fez ameaças ou o alertou de alguma atitude suspeita na Casa Civil? Quem da base aliada foi escalado para o papel de intimidador? Onde estão os parlamentares oposicionistas que teriam sido pressionados a pegar leve na comissão parlamentar, ante a ameaça de os gastos de FHC serem lançados a público? E mais: o conjunto de informações reunidas no tal dossiê seria suficiente para constranger alguém ou calar a oposição? Fernandes não respondeu a estas questões.

No caso de Pires, realmente é estranha a versão de que os dados teriam sido enviados por “engano” ao velho amigo, assessor de um senador da oposição. O que pretendia o ex-funcionário da Casa Civil? Por que o “engano” se deu justamente com as planilhas de gastos de FHC e da ex-primeira-dama Ruth Cardoso? Pires ainda deve estas explicações.

Talvez caiba à Polícia Federal esclarecer as dúvidas. Até lá, prosperará a tese da operação-abafa, conveniente para os que embarcaram na história com a hipocrisia costumeira.

A respeito, uma consideração: se uma pizza foi preparada na CPI, não haverá melhor embrulho para ela do que os quilos de papel jornal e páginas de revistas gastos em mais um capítulo nonsense de nossa vida republicana. E, que seja servida gelada, em homenagem à insignificância dos temas apresentados à opinião pública.



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