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Blog do Desemprego Zero

Archive for maio 26th, 2008

Déficit revela fragilidade da indústria da saúde

Postado em 26 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Saldo negativo da Balança Comercial de produtos de saúde atesta a dependência de insumos da indústria brasileira para este setor.

A produção para a área de saúde possui uma importante participação no PIB brasileiro e justamente por esse motivo não pode ter negligenciados investimentos que viabilizem seu desenvolvimento.

Uma das características desse setor é a produção de produtos de baixo valor agregado, mas fabricados a partir de insumos e tecnologia em sua maior parte importados e que possuem elevado valor agregado.

Para reverter esse quadro seriam necessários investimentos em P&D e em educação especializada. Diminuir a dependência dessa indústria dos insumos estrangeiros também seria importante. Contudo, essa questão esbarra na pouca viabilidade econômica de uma produção desse tipo no país, pois não há uma demanda que pudesse abarcar os custos da escala de produção necessária para tornar viável tal indústria em termos econômicos, já que exigiria investimentos pesados.

Assim, o crescimento dessa indústria parece estar atrelado a déficits crescentes na sua Balança Comercial. Investimentos nesse setor, portanto, revelam-se uma necessidade premente para viabilizar seu crescimento…

* Por Elizabeth Cardoso, editora e coordenadora de conteúdo

Publicado originalmente no Projeto Brasil

Por Felipe Lessa

Em 2007 o déficit na balança comercial da indústria farmacêutica brasileira ultrapassou a casa dos seis bilhões de reais. As causas para esse crescimento são estruturais, como o fato de o Brasil ter se tornado nos últimos anos plataforma de exportações de grandes multinacionais do setor e dos esforços de empresas nacionais em se internacionalizar.

Ao mesmo tempo, as vendas brasileiras passaram do bilhão pela primeira vez. Entretanto, ainda existem dificuldades que precisam ser enfrentadas pelos empresários e industriais do ramo: elevar os investimentos em inovação e reduzir a dependência de insumos importados estão entre os mais pontuais.

O déficit comercial brasileiro na área da saúde – quando levados em consideração os números das balanças dos setores de produtos farmacêuticos, incluindo medicamentos, farmoquímicos, além de equipamentos e insumos médico-hospitalares -, apresentou um crescimento substancial, de 36%, se comparado aos US$ 4,4 bilhões de 2006.

Mas, se analisada a balança de farmoquímicos e farmacotécnicos (matéria-prima utilizada na composição dos medicamentos), o saldo negativo saltou de US$ 870 milhões em 2006 para US$ 1,29 bilhão no ano passado, representando um aumento de 48%.

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A era dos alimentos baratos acabou

Postado em 26 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Relatório divulgado pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) revela que a atual crise alimentar mundial não é apenas uma questão de conjuntura, mas tende a perpetuar os seus frutos (os preços altos), assumindo contornos estruturais, devido ao aumento da demanda mundial de países emergentes como China e Índia e que não deve se reduzir com o tempo. Os elevados preços dos alimentos não tendem a regredir e as economias do mundo deverão se preparar para gastar cifras recordes com importação desses gêneros. Alimentos já não são mais componentes baratos das cestas dos indivíduos e não voltarão a sê-lo.

Tal manutenção dos elevados níveis de preços para os gêneros alimentícios se confirma, a despeito das expectativas de safras recordes para este ano nos principais países produtores e exportadores de alimentos.

Esta nova realidade de alimentos mais caros agravará ainda mais uma antiga realidade, a da fome e da insegurança alimentar mundiais, que acomete atualmente mais de 800 milhões de pessoas no mundo inteiro, número esse que só tende a aumentar diante dessa nova realidade global. Os países mais pobres e vulneráveis verão seus contingentes populacionais ainda mais pauperizados e suscetíveis, enquanto que, por outro lado, alguns países ganharão muito com o aumento das exportações e do valor dessas, que deverão bater recordes e atingir cifras surpreendentes este ano…

* Por Elizabeth Cardoso, editora e coordenadora de conteúdo

Publicado originalmente no Correio Braziliense

Por Luciano Pires, da equipe do Correio

Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação avalia que o aumento da produção global não fará os preços caírem. Despesa mundial com comida vai ser US$ 215 bilhões maior este ano

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) alertou que o mundo terá de conviver com uma nova realidade daqui para frente, o que aumentará o sofrimento de milhões de pessoas. Estudo divulgado ontem indica que a comida está cara e vai continuar assim apesar das previsões de safra recorde nos principais celeiros globais, entre eles o Brasil e os Estados Unidos. Os especialistas responsáveis pelo levantamento advertem também que os preços dos alimentos não deverão retornar aos níveis encontrados antes da atual crise entre oferta e demanda.

O relatório, que está disponível na página da entidade na internet, mostra que a valorização da maioria dos itens agrícolas básicos começa a ceder, mas de forma tímida. Comparada aos primeiros quatro meses do ano passado, a valorização em 2008 está, ao menos, 50% maior. “Comida não é mais um produto barato como no passado. O aumento no preço dos alimentos deve fazer com que os níveis inaceitáveis de privações sofridos por 854 milhões de pessoas piorem ainda mais”, disse o diretor-geral assistente da FAO, Hafez Ghanem. A organização classifica o cenário como “preocupante”.

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Resistências ambientais às hidroelétricas e o futuro do setor elétrico brasileiro

Postado em 26 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Por Roberto Pereira d’Araújo

Para pensar o setor elétrico brasileiro, coloco uma questão inicial sobre sua peculiaridade: ele não é diferente porque é hidroelétrico. É diferente porque é um sistema de uma única e grande reserva hídrica compartilhada. E, quais são as conseqüências de ser um sistema de reserva compartilhada? Uma delas é a necessidade do preço da energia no mercado de curto prazo ser determinado por um modelo matemático e não por leis de oferta e procura.

Obrigatoriamente, sendo a reserva compartilhada e de grande porte, alguém tem que ser o “gerente do estoque” e, sendo a entrada de energia aleatória, tem-se que estimar o custo futuro de atendimento, pois o estoque guarda água para ser usada no futuro. Para fazê-lo, o “gerente” adota parâmetros e simula como será a gestão da reserva nesse futuro. Como uma das possibilidades futuras é a falta de energia, é preciso assumir um custo da falta de energia elétrica. Alguém pode imaginar algo mais polêmico do que o custo da falta da energia elétrica? Isso dá uma idéia das dificuldades inerentes a um sistema de gestão de reserva compartilhada.

O entendimento de um sistema de reserva hidráulica quando tratamos de sistemas energéticos é muito polêmico. Gostaria de dar um exemplo: Certa vez, em um congresso fora do Brasil, fiz uma comparação do sistema brasileiro com outro sistema de outro país. Destaco que só conheço um sistema parecido com o brasileiro, o da Hydro Quebec, no Canadá. Mostrei características desse sistema de grandes reservatórios e expus que essa empresa, apesar de estatal, teve bons resultados: a tarifa é baixa, o retorno de capital é de 13%, a empresa se autofinancia em 60% e a satisfação do consumidor está em 96%. Quando eu terminei a palestra, um engenheiro da Hydro-Quebec da platéia veio conversar comigo. Confesso que a primeira coisa que pensei foi ter cometido algum erro, apesar de ter a certeza de que os dados estavam corretos pois vieram do relatório da própria HydroQuebec. Entretanto, o meu interlocutor, com certo constrangimento, veio me explicar como a empresa tinha conseguido resultados tão bons.

Segundo ele, nos últimos anos a empresa canadense, que tem conexão com os estados norte-americanos vizinhos, alcançara um lucro extraordinário por um motivo curioso. Esses estados americanos possuem muitas usinas nucleares e, na carga baixa, por acharem mais seguro não desligar essas usinas, vendem à HQ parte da energia gerada. Segundo o especialista, a empresa canadense compra energia por US$ 5/MWh na carga leve e, no período de carga pesada, a mesma energia é revendida para esses mesmos estados por US$ 50/MWh. Na realidade, a energia americana foi “guardada” nos reservatórios da HQ, pois nesse momento a HQ diminuía sua geração e, portanto, guardava água. Na conversa que travamos, exaltei a vantagem do sistema de reservatórios e argumentei que, se o vizinho dos Estados Unidos fosse a Noruega, um país totalmente hídrico, ele nada lucraria, porque não dispõe de reservatório. Na Noruega, o reservatório está na neve, não controlável. No caso do Canadá, os reservatórios interligados permitem que se compre energia gerada no EUA, que esta mesma energia seja “guardada” na água, para, então, revendê-la para os próprios americanos por um preço 10 vezes maior. E porque estou me remetendo a este fato? Para mostrar como é estranho ao “mercado” um sistema de reserva de energia do tamanho do que existe no Canadá. A diferença de US$ 45/MWh seria um “aluguel” da reserva? Lá, eles conseguem guardar o equivalente a três meses do seu consumo. No Brasil temos capacidade de armazenar o consumo relativo a seis meses.

Sobre o cenário futuro, creio que existem duas questões graves a considerar: a questão da escassez do petróleo e a questão ambiental. Provavelmente nunca estivemos com tantas incertezas sobre o futuro. (Slide 2) Olhando para o gráfico do Slide 3, podemos verificar o que ocorreu com o consumo de energia nas crises do petróleo. Na horizontal temos o crescimento do PIB mundial e na vertical o uso da energia. Nas crises do petróleo, o mundo melhorou a sua produtividade, pois ele cresce na horizontal (PIB), utilizando menos energia por unidade de produto.

Entretanto, quando essa energia é separada por tipo de uso (Slide 4), verificamos que a eletricidade não tem essa maleabilidade, pois quando cresce a produção de riqueza, junto cresce o consumo de eletricidade.

No slide 5, temos o conhecido estudo do Campbell, da Association for the Study of Peak Oil and Gas, que nos mostra que estamos explorando mais petróleo do que descobrindo jazidas exploráveis. No gráfico que mostra o comportamento dos preços no slide 6 de um estudo da British Petroleum, o que vai ocorrer futuro parece ser uma grande especulação. O sinal de interrogação indica que, hoje, com as dúvidas sobre as reservas mundiais, é difícil se os preços irão se comportar tal como no passado.

Em relação à questão ambiental (slides 8, 9, 10), a pergunta que deveríamos nos fazer é porque não entramos em pânico? O gráfico mostra as mudanças radicais de temperatura da terra ao longo do tempo; o gráfico de baixo mostra o mesmo com os decorrentes da concentração de gás carbônico e com os originados pela emissão de carbono.

As fontes derivadas de combustíveis fósseis, como o petróleo, estão cada vez mais caras e sofrerão crescente resistência ambiental. Não imaginamos o que poderia ser previsto no atual cenário caso ocorresse uma grande mudança tecnológica, ou seja, uma inovação que provocasse uma ruptura capaz de alterar substancialmente o quadro atual.

Apesar de que vivemos um momento de grande incerteza, podemos esperar algumas coisas. Primeiro é que o mundo não deverá ficar sem petróleo, mas é provável que seu preço aumente. (Slide 11)Também é muito provável que haja um outro ajuste na demanda, tal qual nas crises da década de 70, no mundo inteiro.

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Brasil tem o terceiro melhor cenário econômico entre os países latinos

Postado em 26 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Estudo trimestral realizado pelo Instituto INFO conjuntamente com a Fundação Getúlio Vargas aponta uma melhora da posição do Brasil, em relação ao início do ano quando da pesquisa anterior, no contexto econômico da América Latina.

O Brasil ascendeu uma posição no “ranking” de melhor cenário econômico da América Latina e ocupa agora a 3ª posição, atrás de Uruguai e Peru, que apresentaram as melhores conjunturas econômicas no último trimestre.

A inflação surge como grande vilã, pois, é apontada pelos especialistas, que foram consultados para a elaboração da pesquisa, como o fator que mais afetou negativamente o desempenho das economias latinas no trimestre.

O problema da fraca competitividade internacional do continente, o despreparado funcional da mão-de-obra, as elevadas taxas de desemprego e o descrédito dos governos também foram apontados como graves problemas que afetam os países latinos e que precisam ser enfrentados…

* Por Elizabeth Cardoso, editora e coordenadora de conteúdo

Publicado originalmente no Diário do Comércio, Indústria e Serviços

Por Robson Gisoldi

O Brasil tem o terceiro melhor cenário econômico da América Latina. O resultado faz parte do estudo “Sondagem Econômica da América Latina”, realizado no mês de abril pelo Institute for Economic Research at the University of Munich, ou Instituto IFO, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Os dados apresentam uma melhora na situação do País se comparado ao resultado da última pesquisa, realizada em janeiro, que colocava o Brasil na 4ª posição.

Em abril, o cenário só está mais favorável no Uruguai, que atingiu 7,6 pontos e no Peru com 7,4 pontos na escala que vai até 10. Ambos ficaram em primeiro e segundo lugar, respectivamente. Já o Brasil, ficou com 6,6 na média dos índices que medem a situação econômica atual e as expectativas para os próximos seis meses.

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A celebração da irrelevância

Postado em 26 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Como foi definido recentemente pelo Deputado Ciro Gomes, o fim da CPI dos Cartões Corporativos, não foi nada mais que um capítulo da “novelização da política”, não poderia haver outro fim para a CPI, além de melancólico, onde a comissão não conseguiu sequer estabelecer uma discussão sobre normas de acesso e divulgação dos gastos de servidores com os cartões corporativos.

Por Luciana Sergeiro

Publicado em: CartaCapital

Por: Redação Carta Capital

Não poderia ser outro o fim da CPI dos Cartões Corporativos. Melancólico, patético, enfim. Motivada pelo enésimo furo n’água da parcela beligerante da oposição, associada à porção da mídia adepta da coação como instrumento de poder, a comissão nem sequer conseguiu estabelecer uma discussão sobre normas de acesso e divulgação dos gastos de servidores com os cartões corporativos. Inclusive os de ex e do presidente da República em exercício. Regras que preservassem o mínimo de segurança ao primeiro mandatário e garantissem aos cidadãos o direito de saber como os impostos são gastos nos palácios e gabinetes.

Nunca foi este o objetivo, seja por parte da oposição ou da base governista. Tratou-se de mais um capítulo “novelização da política”, como definiu recentemente à CartaCapital o deputado Ciro Gomes. Nessa novela, cujo enredo gira no mesmo ponto, tentar atingir o âmago do governo, prosperaram o apego à insignificância e a falta de lógica (quem precisa dela nesta altura do debate público brasileiro?). Em páginas e páginas, em horas de transmissão de rádio e tevê, celebrou-se a irrelevância.

Não se iluda, leitor. As últimas cenas de indignação estampadas em editoriais e colunas de opinião são o desfecho da pantomima, o roto e sonolento recurso da mídia em busca de uma saída à francesa para ela mesma, que a livre da constrangedora auto-avaliação. Esquece-se a própria incapacidade de provar a versão alimentada semanas a fio e investe-se contra o combalido e fácil alvo de sempre, o desmoralizado Congresso. Se nada ficou esclarecido, a culpa certamente é do bando que ocupa o Parlamento brasileiro. Fala-se em pizza. Leia o resto do artigo »

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Por um modelo que esqueça o bonsai e adote a jabuticaba

Postado em 26 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Em entrevista ao Valor, Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa em Economia Aplicada, comenta que é mister sair da economia do “bonsai” com superávits primários e adotar uma economia “da jabuticaba”, mais brasileira e que realmente se adeque com a realidade do País.

Pochmann afirma que tem que haver uma reforma do estado, mas não com redução de gastos, demissão, privatização. Mas tem que ser uma reforma com Estado em novas bases, não esse que temos, organizado nos parâmetros da visão de intervenção do século passado, um estado de especializações. A área da saúde tem uma caixinha, a educação, a habitação tem as suas. É fundamental um Estado que atue de forma matricial no plano territorial.

*Por Katia Melissa Bonilla Alves, editora

Por Cyro Andrade

Publicado originalmente no Valor

“O Emprego no Desenvolvimento da Nação” – Marcio Pochmann.

Marcio Pochmann: “Precisamos de um choque de capitalismo, que deverá ser feito pelas forças de mercado”

É hora de o Brasil sair da economia “do bonsai”, essa que se define por um design minimalista para o crescimento, superávits primários que tolhem os proventos de funcionários e aposentados, que é inimiga do emprego formal e favorece a exclusão social. Melhor será uma economia “da jabuticaba”, mais brasileira, tropical, de frutificação generosa, muito mais de acordo, na metáfora e na realidade, com as necessidades de desenvolvimento do país. É a opinião de Márcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), exposta com fartura de dados e ambições propositivas em seu novo livro, “O Emprego no Desenvolvimento da Nação”. Fica como contraponto a brincadeira que costumava fazer o ex-ministro Pedro Malan, a partir do pressuposto de que jabuticaba só existe no Brasil. Então, dizia ele, quando uma coisa só existe no Brasil e não é jabuticaba, é bem provável que seja bobagem.

Pochman baseia-se em outros pressupostos para imaginar o design inspirado na frutinha. Por exemplo, o Brasil, e a América Latina, não têm especificidade alguma em matéria de capitalismo. “Temos o mesmo capitalismo com uma visão a-histórica. Portanto, nosso problema é falta de capitalismo.” Dizendo de outro modo: “Precisamos de um choque de capitalismo, de competitividade, que deverá ser feito pelas forças de mercado.”

Mas será preciso haver uma maioria política “para sustentar um conjunto de políticas que estejam compromissadas com o crescimento econômico e com a expansão do nível de emprego” – inclusive, no setor público, tanto para absorção de força de trabalho, como, mediante simultânea qualificação dos funcionários, para se oferecerem melhores serviços à população. Leia o resto do artigo »

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O crédito-desmatamento

Postado em 26 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Em Mato Grosso o desmatamento é crescente desde 2000, e a curva de crédito rural é muito semelhante também, o mesmo acontece em Rondônia, para sair dessa situação constrangedora o governo deverá estabelecer condições mínimas para reduzir o risco e a pressão de novos desmatamentos financiados com crédito público.

Por Luciana Sergeiro

Publicado em: CartaCapital

Por: Maurício Dias

O governo tem sido um dos grandes cúmplices dos vilões do desmatamento na Amazônia. Uma Nota Técnica, assinada por André Lima e Sergio Travassos, respectivamente, diretor e gerente do Departamento de Políticas para o Combate ao Desmatamento, do Ministério do Meio Ambiente, pode ser uma bússola para as ações do ministro Carlos Minc.

Está comprovada a correlação entre crédito rural e desmatamento.

A nota mostra a situação de Mato Grosso, Pará e Rondônia, responsáveis por 85% dos desmatamentos entre 2005 e 2007. Esses três estados também absorveram 81% do crédito rural oficial dirigido ao Bioma Amazônico em 2006.

Nesses três estados, a curva de crédito rural parece um espelho da curva do desmatamento.

Em Mato Grosso, governado pelo impetuoso Blairo Maggi, o desmatamento é crescente desde 2000 e chega ao pico em 2004. A curva passa a ser descendente nos três anos seguintes. O volume de crédito rural é contínua e vertiginosamente crescente a partir de 1999, atingindo o pico em 2004 (aumento de mais de 400% em cinco anos). Decresce nos anos de 2005 e 2006. Leia o resto do artigo »

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Produção Brasileira Ganhará Espaço Mundial

Postado em 26 dEurope/London maio dEurope/London 2008

O Brasil viveu anos de estagnação, a chamada década perdida, e se teve seu pior momento no início dos aos de 90 com baixo PIB nacional, industrial e grande abertura às importações. Mas agora o setor industrial voltou a crescer e pode-se somar a isso a vários fatores como: aumento da renda da população, maior prazo de financiamento, emprego em alta. Alguns setores ainda têm dificuldade por causa do câmbio.

O professor de economia da Escola de Negócios Trevisan, Alcides Leite afirma que o Brasil tem bom espaço a ocupar pelo menos em sete setores: energia; engenharia; máquinas e equipamentos; petróleo; biocombustíveis e agrícola.

*Por Katia Melissa Bonilla Alves, editora

Por Ana Maria Géia

Publicado originalmente no DCI

Foram anos de estagnação. Os piores vieram com a tempestade imputada pela era Collor, início dos anos 90, e a agressiva abertura do País às importações. Nesta época, a indústria brasileira expôs seus flancos e deixou sangrar as cicatrizes do choque econômico do governo, que derrubou o PIB nacional a um índice negativo de 4,35% e o PIB da indústria a -8,18% em 1990. Passada a tempestade da chamada “década perdida”, o novo milênio entrou com promessas. Houve algum crescimento interno, aos “soluços”, que não conseguiu eliminar o processo de desindustrialização brasileira e a perda de valor agregado da indústria, processo que se estendeu até meados do ano passado.

Agora, o setor industrial acha que chegou novamente sua vez de voltar a brilhar no cenário econômico. Afinal, há tempos não se via tantos fatores positivos: aumento da renda da população, juros menores, maior prazo de financiamento, emprego em alta, economia estável… Por conta do cenário, as indústrias nunca produziram tanto (empresas trabalham a mais de 90% da capacidade instalada). Para somar, o investiment grade conquistado pelo Brasil promete atrair mais investidores e o novo Plano Industrial, lançado há duas semanas, joga mais lenha numa fornalha que deve movimentar as engrenagens industriais do País em ritmo acelerado. Leia o resto do artigo »

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