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2,4% de vagas em universidades públicas são de cotas

Posted By Imprensa On 26 maio, 2008 @ 10:24 am In Assuntos,O que deu na Imprensa,Política Social | No Comments

Segundo estimativa feita pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) na pesquisa “Juventude e Políticas Sociais no Brasil” 51.875 vagas foram reservadas para beneficiar estudantes negros em universidades públicas.

* Por Kátia Melissa Bonilla Alves, editora [1]

Publicado Jornal da Ciência [2]

Entre 2001 e 2008, foram oferecidas 7.850 vagas por ano destinadas para negros em universidades públicas, diz Ipea

Desde que a primeira universidade pública, em 2001, adotou em seu vestibular o sistema de cotas para beneficiar estudantes negros, 51.875 vagas foram reservadas para essa população, segundo estimativa feita pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) na pesquisa “Juventude e Políticas Sociais no Brasil”.

Neste cálculo, não estão incluídos outros estudantes beneficiados por cotas muitas instituições também reservam vagas para alunos da rede pública e outros grupos- e não significa que todas as vagas oferecidas foram preenchidas.

Em média, foram oferecidas 7.850 vagas por ano no período de 2001 a 2008. Essas vagas representam apenas 2,4% da média de 331 mil vagas ofertadas por ano pelas instituições públicas superiores. Foram identificados no trabalho 48 instituições que adotam alguma modalidade de ação afirmativa. A estratégia mais comum é a de cotas – há 43 universidades com reserva de vagas para algum grupo.

Além de cotas, há também instituições que adotam o sistema de bonificação no vestibular, em que não é definido um percentual de vagas reservadas. Nele, estudantes recebem pontuação adicional nos exames por serem negros, alunos de escolas públicas ou outro grupo privilegiado pelo sistema.

O trabalho do Ipea faz também um rápido balanço de quatro estratégias diferentes adotadas no Brasil: a da UnB, da Universidade Federal do Paraná, da Federal da Bahia e da Unicamp. No caso da UnB, por exemplo, é destacado o fato de o percentual de negros ter aumentado de 2% para 13% de 2004 a 2006 e de seu desempenho acadêmico ser muito próximo ao dos demais alunos.


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[1] Kátia Melissa Bonilla Alves, editora: http://desempregozero.org/quem-somos/#katia

[2] Jornal da Ciência: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=56205

[3] Ainda o Semi-árido, por Roberto Malvezzi: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/02/ainda-o-semi-arido-por-roberto-malvezzi/

[4] A FARRA DA TAPEAÇÃO: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/02/a-farra-da-tapeacao/

[5] Terceirização impõe “padrão de emprego asiático”: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/02/terceirizacao-impoe-%e2%80%9cpadrao-de-emprego-asiatico%e2%80%9d/

[6] Moniz Bandeira e o futuro da América Latina: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/moniz-bandeira-e-o-futuro-da-america-latina/

[7] Delfim ainda não vê excesso de demanda: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2008/04/delfim-ainda-nao-ve-excesso-de-demanda/

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