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Blog do Desemprego Zero

Archive for maio 21st, 2008

SWAP CAMBIAL REVERSO: mais um sofisticado instrumento derivativo criado pelo bacen para encher o bolso das instituições financeiras, por Léo Nunes

Postado em 21 dEurope/London maio dEurope/London 2008

RIVE GAUCHE

Léo Nunes – Paris - Os chamados instrumentos derivativos têm sido cada vez mais utilizados como armas de política cambial e também como formas não-convencionais de transferência de renda para as instituições financeiras. Os derivativos são conhecidos pela sua obliqüidade e, por tal razão, são inacessíveis à maior parte das pessoas comuns. Neste texto, explicaremos sucintamente o funcionamento do swap cambial reverso, que é o principal instrumento derivativo utilizado pela autoridade monetária para intervenção no mercado de câmbio. Em seguida, mostraremos como este mecanismo tornou-se um importante instrumento para encher os cofres das instituições financeiras.

O swap nada mais é do que uma operação de troca. No mercado de derivativos, por exemplo, dois agentes, que possuem ativos diferentes, podem trocar o rendimento dos mesmos numa data futura previamente acordada. No caso do swap cambial reverso (1), o governo paga, numa data futura, uma taxa de juros (o certificado de depósito interbancário – CDI) e recebe em troca a variação do câmbio, no caso de uma desvalorização do Real. Caso haja valorização, o Banco Central paga o CDI e a apreciação da taxa de câmbio.

Mas por que a autoridade monetária faria tal sandice? A resposta é razoavelmente simples. Ao vender swap cambial reverso, o governo aumenta o preço do dólar futuro, pois é como se “apostasse” na desvalorização do Real. Por arbitragem, o preço do dólar spot seria pressionado para cima e a apreciação da taxa de câmbio seria evitada. Entretanto, a autoridade monetária não tem conseguido sucesso com tal instrumento.

Como é sabido, uma operação de derivativos só ocorre quando há divergência de opiniões, ou seja, um agente só troca seu rendimento por outro ativo se achar o segundo mais atraente. No caso do swap cambial reverso, a operação só ocorre porque alguém, a despeito de toda a expectativa do mercado no sentido da apreciação da taxa de câmbio, devido à absurda política de juros, aposta na depreciação do Real. E este alguém é exatamente o Banco Central. Portanto, enquanto a enorme maioria dos agentes aposta na apreciação da moeda doméstica, apenas a autoridade monetária segue no sentido contrário, sancionando as operações.

Desta forma, as instituições financeiras ganham a taxa de juros, que já é alta, adicionada da apreciação cambial no período. O Banco Central, por sua vez, transfere renda a estes agentes, sem sequer atingir o objetivo de evitar a apreciação do câmbio. Segundo o competente jornalista Rogério Lessa (clique aqui para ler reportagem), o Bacen desembolsou R$ 47 bilhões relativos apenas à apreciação do câmbio em 2007.

Só para se ter uma idéia, apenas esta rubrica representa quase metade dos gastos do governo com Previdência, mais do que três vezes o valor utilizado para programas assistenciais e do valor utilizado nas obras do PAC. Por conseguinte, a luta contra o rentismo atingiu um estágio inimaginável, na medida em que o sistema financeiro tem utilizado sofisticados instrumentos de derivativos, obtusos para a maioria dos cidadãos e sob justificativa “científica”, para criar mais um canal de transferência de renda para a elite rentista.

(1) O nome advém do swap cambial, que era um instrumento utilizado quando havia tendência à desvalorização do Real. Esta operação era o oposto do swap cambial reverso.

Os inocentes do Leblon

TUDO SOBRE SWAP CAMBIAL REVERSO

Leonardo Nunes: Mestre em Economia pela Unicamp e doutorando em Economia pela Universidade Paris-1 Pantheon-Sorbonne. Correspondente do Dezemprego Zero na capital francesa. Meus Artigos

Clique aqui para ler nosso manifesto.

Postado em Conjuntura, Desenvolvimento, Leonardo Nunes, Política Brasileira, Política Econômica, Rive Gauche | 7 Comentários »

Portos e terminais do país movimentaram 746 milhões de toneladas em 2007

Postado em 21 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Publicado originalmente no Blog Logística e Transporte

Por José Augusto Valente*

Os portos organizados e os terminais de uso privativo (TUPs) do país movimentaram 746.088.688 toneladas de cargas no ano passado, segundo levantamento preliminar elaborado pelos técnicos da área de Gestão e Desempenho Portuário da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, com base nas informações enviadas pelos portos e terminais.

O resultado é 7,6% maior que o de 2006, quando foram movimentados 692.833.468 toneladas.

Na movimentação de carga geral (itens com maior valor agregado), os campeões são Santos (SP), com 32.389.061 toneladas, Praia Mole (ES), com 9.218.624 toneladas, e Paranaguá (PR), com 8.549.644 toneladas, das 37.599.164 toneladas de cargas totais que circularam no porto paranaense em 2007.

A expectativa dos técnicos da ANTAQ é que a movimentação nos portos e terminais brasileiros, em 2007, deverá fechar em algo próximo de 446.656.617 toneladas de granel sólido, 193.242.265 toneladas de granel líquido e 108.189.806 toneladas de carga geral.

Ranking por carga geral: 1- Santos-SP (32.389.061); 2- Praia Mole-ES (9.218.624); 3- Paranaguá-PR (8.549.644); 4- Itajaí-SC (7.243.148); 5- Barra do Riacho-ES (7.067.217); 6- Rio de Janeiro-RJ (7.045.491)*; 7- Rio Grande-RS (6.641.130); 8- Vitória-ES (5.514.904); 9- S. Francisco do Sul-SC (3.554.869); 10- Itaguaí-RJ (3.463.718).

Leia mais no site da Antaq

Esses resultados mostram o que não cansamos de repetir, indo na contramão das críticas infundadas: os portos públicos, que movimentam praticamente toda a carga geral, são eficientes e estão dando conta do recado.

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Postado em Desenvolvimento, José Augusto Valente, Logística e Transporte | Sem Comentários »