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Blog do Desemprego Zero

Archive for maio 21st, 2008

Emergentes fortes

Postado em 21 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Em entrevista a Carta capital, Pascoal Lamy, Diretor Geral da Organização Mundial do Comércio, comenta que os países emergentes hoje têm a mesma igualdade dos países ricos quando se sentam à mesa para discutir seus interesses. Quanto aos países pobres, em sua opinião, deve haver  negociações na OIT para defender seus interesses. O atual governo americano quer que a Rodada do Doha termine antes de seu mandato e as eleições americanas influenciam bastante a rodada.  

Por Katia Alves

Por Márcia Pinheiro                                        

Publicado originalmente na Carta Capital

Pascoal Lamy é um dos homens mais importantes do mundo globalizado. Diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), comanda as negociações da Rodada de Doha, que pretende renovar os marcos regulatórios das transações internacionais. Ele recebeu, em Genebra, um pequeno grupo de jornalistas latino-americanos e caribenhos. Em uma conversa franca, criticou os subsídios dos países ricos aos agricultores, que provocam distorções de preços e escassez de comida, admitiu que as eleições nos Estados Unidos afetam as negociações e deixou claro que, hoje, os países em desenvolvimento sentam-se à mesa da plenária da OMC em condições de igualdade com os ricos. Insistiu, ainda, que a negociação é a única saída para resolver os conflitos comerciais que a globalização gerou. Disse que a instituição não dá conselhos, mas tenta ser um árbitro dos conflitos. A seguir, os principais trechos da entrevista.

Pergunta: Quais são as perspectivas reais, do ponto de vista político, de que a Rodada de Doha se encerre nos próximos meses?

Pascal Lamy: É preciso entender uma coisa. Todos os negociadores na OMC têm um mandato e orgulho profissional, ao voltar para seus países, de ter feito o melhor possível. Existem dois aspectos: o político e o técnico. Do ponto de vista político, converso com presidentes e ministros duas a três vezes por dia. Todos de maior peso querem concluir a rodada até o fim deste ano. Há um consenso sobre isso. Claro que nem sempre Bush, Lula ou Singh (da Índia) têm a mesma visão do que seria uma rodada justa. Mas eles têm uma determinação coletiva para chegar a um acordo. Leia o resto do artigo »

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Juros e superávit altos

Postado em 21 dEurope/London maio dEurope/London 2008

O educador Dermeval Saviani, afirma que há necessidade de priorizar a qualidade do ensino, dar apoio financeiro às cidades com piores índices na educação. E também diz que o serviço da dívida aumentaria com os juros altos e se acrescentar a isso a elevação do superávit, não haverá aumento de arrecadação que resolva o problema da falta de recursos na saúde.

Por Katia Alves

Publicado originalmente no Zé Dirceu

Por José Dirceu

O educador Dermeval Saviani, professor da Faculdade de Educação da Universidade de Campinas (Unicamp) e especialista em políticas públicas da área, concedeu entrevista publicada ao Estadão onde analisa o primeiro ano do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE).

Entre os acertos, Saviani aponta a priorização da qualidade do ensino, do magistério e o apoio técnico, com incentivo financeiro, às cidades com piores índices na educação. Mas, ele observa que faltam plano de carreira para manter o educador e outras ações que, em resumo, necessitam de um investimento maior – e a longo prazo – na educação nacional.

A questão é como garantir recursos para as demandas da Educação, Saúde e Meio Ambiente – só para citar três áreas na ordem do dia – com a intenção de elevar o superávit para 5% e a boataria que emana do Banco Central (BC) de aumentar os juros em mais 2,5% até o final do ano, para levar em conta os “desejos e expectativas” do mercado.   Leia o resto do artigo »

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Juros, Câmbio e Inflação: dilemas para a retomada do desenvolvimento, por Franklin Serrano

Postado em 21 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Franklin Serrano – professor titular do Instituto de Economia da UFRJ e um dos melhores macroeconomistas da nossa história – fez um artigo esclarecedor que foi apresentado na Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap). Nesse artigo ele faz uma discussão da retomada do desenvolvimento a partir da política macroeconômica e concentra sua análise no sistema de metas de inflação. E expõe segundo sua visão, como funciona o sistema de metas e as dificuldades que a política econômica vai enfrentar para retomar uma trajetória de desenvolvimento sustentado. Quem se interessa por macroeconomia e política econõmica não deve deixar de visitar o site em que o professor coloca seus programas de cursos e textos (clique aqui). O site mostra apenas o programas dos cursos, mas como está disponível na rede, é uma grande oportunidade para ler bons artigos teóricos e conhecer a visão extremamente clara de alguém que será em breve uma das principais referências em política econômica no Brasil.

Por Katia Alves

Escrito por Franklin Serrano

VERSÃO PARA IMPRESSÃO

Pode parecer estranho começar uma discussão sobre a retomada do desenvolvimento a partir da discussão do regime de política macroeconômica. Para muitos, o regime de política macroeconômica importa apenas para a discussão da estabilidade (ou instabilidade) de curto prazo, o que só afeta de forma muito indireta e mediada o desenvolvimento da economia longo prazo. Não concordo com esta visão em geral e no caso do Brasil, em particular, não é difícil entender como o regime de política macroeconômica tem sido fator crucial, pelo menos para impedir o desenvolvimento nas últimas décadas.

No caso do Brasil, no período mais recente, especialmente a partir de 1999, o entendimento da relação entre regime de políticas macroeconômicas e desenvolvimento tem sido fortemente prejudicado pelo fato de que, tanto os defensores quanto a grande maioria dos críticos do regime de política macroeconômica adotado no país, compartilham de uma mesma visão idealizada de seu funcionamento. Por limitações de espaço, vamos nos concentrar apenas em um dos pilares do regime de política macroeconômica atual, qual seja, o sistema de metas de inflação, e deixar o outro pilar fundamental do regime a política fiscal de grandes superávits primários para outra ocasião.

A imensa maioria tanto dos defensores quanto dos críticos do sistema de metas de inflação brasileiro acredita que ele é operado da forma descrita pelo modelo do “novo consenso” ou “nova síntese neoclássica” de autores como J. Taylor, Blinder e P. Romer.

Neste artigo, eu gostaria de expor minha visão sobre como funciona de fato o sistema de metas de inflação e os difíceis dilemas de política econômica que surgirão caso haja interesse em que a economia brasileira retome uma trajetória de desenvolvimento sustentado, com taxas de crescimento elevadas, maior inclusão social e redução das desigualdades. Leia o resto do artigo »

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Primeiro leilão de energia de biomassa vai ter capacidade de um Madeira

Postado em 21 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Maurício Tolmasquim, presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), informou que o leilão para construir a usina de Jirau, localizado no rio Madeira, foi arrematado pelo consórcio franco-belga Suez Energy, formado pelas empresas Camargo Corrêa, Chesf e Eletrosul, com deságio de 22%, foi uma ótima surpresa, não era esperado ter no Brasil uma tarifa de R$ 71 por MWh (Megawatt por hora).

Em julho será realizado uma série de leilões de bioeletricidade, que é um leilão para contratar energia do bagaço da cana.

Por Katia Alves

Publicado originalmente no Conversa Afiada

Por Paulo Henrique Amorim

Leia a íntegra da entrevista com Maurício Tolmasquim:

Paulo Henrique Amorim – O consórcio multi-nacional franco-belga Suez Energy associado às empresas brasileiras Camargo Corrêa, Chesf e Eletrosul arrematou ontem o leilão para construir a usina de Jirau, que fica no rio Madeira, com um deságio de 22%. Eu vou conversar agora com Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética, subordinada ao Ministério das Minas e Energia. Maurício Tolmasquim, esse leilão com deságio de 22%, vocês esperavam mais ou menos, ou está de bom tamanho?

Maurício Tolmasquim – Foi uma ótima surpresa. A gente não podia imaginar que a gente tivesse no Brasil uma tarifa de R$ 71 por MWh (Megawatt por hora), com uma energia vinda da Amazônia. E nesses R$ 71 por MWh está incluído a transmissão. R$ 25 por MWh é só de transmissão. Então, na realidade, a energia é muito menos que R$ 71. Então é uma surpresa maravilhosa. Já foi uma surpresa muito boa Santo Antônio. Essa é uma surpresa melhor ainda porque indica que nós temos na região Norte uma energia viável para o Brasil. Viável e barata.

Paulo Henrique Amorim – Em relação a Santo Antônio, o deságio foi de quanto, para esclarecer o nosso leitor?

Maurício Tolmasquim – Olha, Santo Antônio o deságio foi maior, mas o preço inicial foi maior. Porque Santo Antônio o preço inicial foi de R$ 122 por MWh e a usina saiu por R$ 78. Essa o preço inicial, Jirau, foi de R$ 91 por MWh e o preço foi R$ 71. Então, em termos relativos, em termos de deságio, Santo Antônio foi menor, mas o que importa é que o preço final está mais barato, apesar de ser uma usina mais difícil porque gera menos energia Jirau do que Santo Antônio. Apesar disso, foi melhor o negócio. Leia o resto do artigo »

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A dinâmica da inflação

Postado em 21 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Nassif faz uma observação sobre a queda da renda e da estabilidade nos preços agrícolas e diz que devido a isso a inflação vai se estabilizar, mas faz uma ressalva: o Banco Central poderá declarar que os preços se estabilizaram por causa da alta dos juros.

Por Katia Alves

Publicado originalmente no Blog do Nassif

Por Luis Nassif

O Banco Central segue uma máxima: em qualquer hipótese, mais juros. Se a inflação está alta, mais juros para derrubá-la. Se está em queda, mais juros para que não suba de novo. Se está parada, mais juros para que continue assim.

Não fosse essa visão extraordinariamente ortodoxa, de quem não tem a menor preocupação com seqüelas da política de juros – como aumento da dívida pública, aumento do endividamento privado – o BC trataria de analisar desdobramentos da atual onda de aumentos dos alimentos, a chamada inflação importada.

A primeira, dados recentes da FAO (Fundo das Nações Unidas para a Alimentação) indicando um pico das cotações mundiais de alimento e a tendência de começarem a ceder. A segunda, dados de consumo dos brasileiros.Ocorreu em 2002. A inflação elevada corroeu a renda especialmente das faixas de menor poder aquisitivo. Sem renda, não houve como convalidar o ritmo de alta dos preços. Lá por abril de 2003 a inflação não tinha mais fôlego para prosseguir. Leia o resto do artigo »

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Concurso Público para o BNDES

Postado em 21 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Foi publicado no DOU de hoje, seção 3, pág 110 e seguintes edital para o

concurso do BNDES. Novamente não haverá vagas para Engenharia.

BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL – BNDES

EDITAL Nº 01/2008 SELEÇÃO PÚBLICA O BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO

ECONÔMICO

E SOCIAL – BNDES, através do Departamento de Administração de Recursos

Humanos, torna pública a realização de

Seleção Pública para a formação de Cadastros de Reserva de Pessoal para o

cargo de nível superior – Profissional Básico (formações de

Análise de Sistemas – Suporte, Arquitetura, Arquivologia, Biblioteconomia,

Direito e Geologia) e para o cargo de nível médio -

Técnico Administrativo mediante as condições contidas neste Edital.

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Para o Banco Mundial, crise nos EUA pode beneficiar América Latina

Postado em 21 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Os problemas da desaceleração da economia norte-americana podem trazer novas oportunidades para a América Latina e o Caribe. O artigo a seguir explica melhor essas oportunidades.

Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Portal Vermelho

O Banco Mundial prevê que a desaceleração da economia norte-americana afetará a América Latina e o Caribe. Os problemas, porém, podem representar novas oportunidades para a região.

Segundo Augusto de la Torre, diretor do Banco Mundial para a América Latina, os maiores prejudicados serão o México e os países da América Central e Caribe, mais vulneráveis que os países da América do Sul, os quais mantêm maior intercâmbio comercial com Ásia e Europa.

De la Torre destacou que as nações sul-americanas, principalmente Brasil, Argentina e Peru, estão se beneficiando com a alta do preço de grãos em todo o mundo, enquanto na região caribenha, que importa tais produtos, acontece o inverso. Leia o resto do artigo »

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Desemprego cai e renda cresce em abril, segundo o IBGE

Postado em 21 dEurope/London maio dEurope/London 2008

O número de trabalhadores com carteira assinada, em abril, cresceu 9,9% em relação ao mesmo mês de 2007 e 1,5% na comparação com março deste ano, somando atualmente 9,5 milhões de pessoas. Desde 2002, o menor índice da taxa de desemprego registrado foi em abril de 2008, 8,5%da população economicamente ativa encontra-se desempregada.

Por Luciana Sergeiro

Publicado em: Vermelho Online

A taxa de desemprego em abril foi de 8,5% da população economicamente ativa, menor percentual já registrado para o quarto mês do ano desde o início da série de cálculos, em 2002. O número é praticamente o mesmo de março último (8,6%), mas ficou abaixo dos 10,1% de abril do ano passado.

A menor taxa de todas foi de 7,4%, em dezembro de 2007. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (21) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O número de trabalhadores com carteira assinada, em abril, cresceu 9,9% em relação ao mesmo mês de 2007 e 1,5% na comparação com março deste ano, somando atualmente 9,5 milhões de pessoas.

A pesquisa abrange seis regiões metropolitanas do país. Na comparação entre abril de 2008 e igual mês do ano passado, o IBGE registrou queda do desemprego em cinco localidades: Recife (redução de 2,8 pontos percentuais), São Paulo (de 2,2 pontos), Salvador (2,3 pontos) Porto Alegre (1,2 ponto) e Belo Horizonte (1,2 ponto). Em comparação com março, todas as regiões estudadas mantiveram praticamente estáveis os índices de desocupação. Leia o resto do artigo »

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