Alimentos padecerão com reforço da exportação de commodities para cobrir rombo externo
Postado em 20 dEurope/London maio dEurope/London 2008
Nos anos de 2003 a 2007 o Brasil apresentou superávit em transações correntes que foi beneficiado por um incentivo na super-exportação de produtos primários, mas atualmente há uma forte reversão do saldo da conta corrente que vem em ritmo preocupante, segundo Guilherme Delgado.
Por Katia Alves
Por Guilherme C. Delgado
Publicado originalmente no Correio da Cidadania
O homem comum sente nesta conjuntura dos últimos doze meses uma forte pressão dos preços dos alimentos (cereais, grãos, carnes e proteínas animais em geral) no orçamento familiar, em geral congelado. Aumentos de 30, 50 e de até 100% de preços no varejo de produtos alimentícios básicos – arroz, trigo, carnes etc. – são um fato preocupante numa economia que havia estabilizado sua taxa de inflação no entorno de 3,5% ao ano.
Diante do fato, pululam as explicações oficialistas para o caráter externo e conjuntural do choque dos preços – impelido pelo choque do petróleo e pela exacerbação da demanda asiática (China e Índia) por “commodities”. Na explicação dos economistas de plantão da mídia, também se corrobora a dupla versão: choque externo e conjuntural.
Essa explicação é meio verdadeira – de fato há um choque mundial de “commodities” e para o resto do mundo a situação poderia ser caracterizada como conjuntural, ou seja, seria revertida nas próximas safras agrícolas mediante movimentos do próprio sistema de preços de mercado. Mas para o Brasil a situação é diferente. O ponto crucial da diferença específica é o formato que vem se estruturando, há vários anos, da inserção do setor agrícola brasileiro no chamado setor externo da economia. Vejamos qual é esta situação. Leia o resto do artigo »
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