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Blog do Desemprego Zero

Archive for maio 13th, 2008

DESCASO COM AS POLÍTICAS PÚBLICAS DE GÊNERO

Postado em 13 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Este trabalho, concluído em Março/2008 pela economista Ruth Espínola Soriano de Mello* pode ser útil, no momento em que o governo estuda a possibilidade de implantar o programa Cidade Cidadã, que destina capítulo especial às mulheres.

Por Rogério Lessa, editor-chefe

Sabe-se que as políticas públicas não são neutras em relação a gênero; como também não o são os seus orçamentos – instrumentos legais da administração pública que refletem prioridades sociais e econômicas. Mesmo que haja uma aparente neutralidade na tecnicidade dos conceitos, instrumentos e métodos em torno do orçamento público, ele é permeado de representações e estereótipos sociais. Não reconhecer as relações entre gêneros e a particularidade das condições culturais – especialmente as sociais e econômicas, implica descuidar dos impactos diferenciados sobre homens e mulheres.

Esta temática não se relaciona apenas com a questão da eficiência e eficácia das políticas, também responde pela agenda de equidade, cuja legitimidade pode ser observada nos compromissos assumidos no âmbito internacional dos Direitos Humanos, em particular das mulheres[i], sendo inclusive relevante no debate e reformas implementadas em torno da chamada “boa governança”.

O Brasil, apesar de avanços pontuais, ainda está longe de oferecer políticas não-sexistas. E quando governos instauram setores institucionalizados para tratar desta temática, terminam por identificá-las como órgãos que tratam apenas de “políticas de minorias”.

Neste cenário, fica a questão sobre como efetivamente minimizar o “déficit democrático” via implementação de políticas públicas que reconhecem e enfrente o racismo, o preconceito, a falta de autonomia dos corpos das mulheres; a invisibilidade do trabalho das mulheres, brancas e negras, nos lares e nas comunidades; o desequilíbrio de gênero, raça e etnia nos postos de decisão sobre os recursos públicos etc.

Neste ensejo do mês das mulheres, o Fórum Popular do Orçamento do Rio de Janeiro, em parceria com o Instituto Equit[ii], analisa as políticas de gênero que vêm sendo implementadas pelos municípios do Rio e Niterói e pelo governo estadual.

Município do Rio

Em 2001, o governo municipal – 18% do atual secretariado municipal é constituído por mulheres – assumiu o compromisso político de “acatar as recomendações da Rede Mercocidades, tratados, convenções e acordos internacionais que promovem os direitos da mulher, marco referencial e filosófico para a eliminação de todas as formas de discriminalização e desigualdades contra as mulheres”[iii]. Para tanto, criou o Projeto Rio Mulher[iv], que não tem status de Secretaria, mas se encontra vinculado ao Gabinete do Prefeito. Tal projeto detém a coordenação intersetorial do “Comitê Gênero e Município”, criado[v] com o objetivo de ampliar a eficácia e efetividade das ações de tal projeto na articulação política de gênero na Prefeitura”.

Não obstante, a existência de um projeto com tal magnitude de atuação é na execução orçamentária que se revela o grau de prioridade dado à política de gênero. Pode-se observar no quadro abaixo que seus escassos recursos sofrem severas discrepâncias entre o planejado pelo Executivo e aprovado pelo Poder Legislativo, em relação ao efetivamente gasto ao longo dos anos. Ressalte-se que, no ano dos Jogos Pan-Americanos, dos quase R$ 800 mil previstos apenas R$ 69 Mil (9%) foram efetivamente gastos, como também que os recursos aprovados do Rio Mulher para 2008 correspondem a 0,01% (R$ 843 milhões) do total do orçamento do município carioca (R$ 10,9 Bilhões).

Execução orçamentária do Projeto Rio Mulher (2002-2008) em Reais

(valores corrigidos para Dez/2007, exceto para 2008).

Muito embora detenha um mecanismo institucionalizado de gênero, o município não tem aderido aos Planos Nacionais de Políticas para as Mulheres, fato que inviabiliza convênios com a União e com o Estado do Rio de Janeiro, assim como uma possível articulação das políticas entre estes entes federativos.

Vale também lembrar que o mesmo poder executivo convocou e co-promoveu a I Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres, em 2004, mas se recusou e atrasou o processo organizativo da II Conferência, em 2007, que terminou sendo convocada pelos movimentos feministas e de mulheres, contando com o apoio inédito nacionalmente do Poder Legislativo Municipal[vi].

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Sobre o tal do dossiê

Postado em 13 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Publicado originalmente no Portal do meu mundo

Por José Augusto Valente*

O secretário de controle interno da Casa Civil, José Aparecido, já colocou o cargo à disposição, informa o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

Ele foi acusado de vazar o dossiê (sic) com gastos da gestão Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ao assessor do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), André Fernandes.

Agora só falta o senador Álvaro Dias renunciar ao mandato, por ter vazado a planilha, com informações sigilosas, para a revista Veja.

Vamos ver quanto tempo ele levará para tomar essa decisão…

* José Augusto Valente: engenheiro e trabalho há 35 anos na área de transportes. Fui Presidente do DER-RJ em 2002 e titular da Secretaria de Política Nacional de Transportes, do Ministério dos Transportes, no período de maio/2004 a junho/2007. Atualmente atuo como Consultor em Logística e Transporte.

Currículo

Meu e-mail para contato é: joseaugustovalente@gmail.com

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O que significa “investment grade”?

Postado em 13 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Publicado originalmente no site MSIa – Movimento de Solidariedade Ibero-americana

Por Adriano Benayon*

Os adeptos da dependência ao Norte não cabem em si de alegria com o upgrade dado ao Brasil por uma das principais agências internacionais de avaliação de crédito, a Standard & Poors, para “investment grade”, ou seja, baixo risco de inadimplência.

Antes de discutir se a posição financeira do Brasil realmente melhorou, ou se está piorando, convém liberar-se da poluição cerebral dominante entre os associados e os satélites do capital estrangeiro. Ela os faz deslumbrar-se diante de avaliações e conselhos provindos de instituições financeiras, bancos, empresas e governos do “Primeiro Mundo”.

Para começar, qual é credibilidade das agências de crédito? Deveria ser nenhuma ou abaixo de zero. Que elas sejam reconhecidas e certificadas pelo governo dos EUA em nada altera os fatos: foram essas agências que atribuíram a mais alta nota (AAA) a títulos derivados das hipotecas do mercado imobiliário dos EUA, em valor nominal de dezenas de trilhões de dólares, os quais estão na raiz do colapso financeiro mundial e não passam hoje de junk bonds (lixo financeiro).

A Standard & Poors e a Moody’s conferiram a classificação AAA até para as “Monolines”, companhias de seguro que garantiriam aqueles títulos e estão completamente falidas.

Em suma, – tal como o Federal Reserve e outros bancos centrais, e como governos do “Primeiro Mundo”, – as agências de crédito destinam-se a servir os grandes bancos e fundos de investimento que comandam a finança mundial, beneficiários também das absurdas taxas de juros praticadas no Brasil. Esses trazem cada vez mais capitais de curto prazo para cá, ao mesmo tempo em que extraem daqui cada vez mais rendas de juros, apreciação de câmbio, ganhos de capital com derivativos e outras manobras no mercado financeiro “brasileiro”.

São os mesmos infladores da bolha cujo espocar está abalando os mercados estadunidense e europeu. Vai haver um momento em que, reduzida a entrada no Brasil da quantidade incrível e crescente de capitais estrangeiros de curto prazo, as saídas dos ganhos e o retorno de parte dos capitais causarão déficits no movimento de capitais do balanço de pagamentos brasileiro.

O financiamento desses déficits implicará a retomada do crescimento em flecha da dívida externa. De resto, esta não teve redução nem mesmo de 2003 a 2007, quando houve grandes saldos comerciais e saldos positivos nas transações correntes com o exterior. De fato, contados os empréstimos intercompanhias (das matrizes às subsidiárias das transnacionais), a dívida externa total fechou 2002 com 227,5 bilhões de dólares e 2007 com 237,1 bilhões.

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Abolição

Postado em 13 dEurope/London maio dEurope/London 2008

“Temos muito a fazer ainda para a promoção da igualdade racial em nosso país:ampliar e melhorar os acessos à educação de qualidade, criar condições de igualdade para o acesso, bem como para a remuneração no mercado de trabalho, reconhecer e titular as terras remanescentes dos quilombos com mais rapidez, eliminar a exclusão e a violência presentes no seio da juventude negra… Promover a verdadeira inclusão do negro na sociedade brasileira. Para tanto, muitos obstáculos teremos que transpor, muitas negociações teremos que fazer e muita firmeza teremos que ter.”

Por  Zulu Araújo

Abolição

Januario Garcia

Abolição

Abolição

Abolição

a lição do meu Avô

Que casou com minha Avó

Que pariu a minha Mãe

e com meu Pai, fazendo amor

Fez do prazer a flor da dor

A beleza negra que eu sou

Acabar com a tristeza

Com a pobreza

E o apartheid

Não fazer da Humanidade

A metade da metade

Parte branca

E parte negra

Abolição

Abolição

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Política de Desenvolvimento Produtivo (1)

Postado em 13 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Publicado originalmente no Blog  Logística e Transporte

Por José Augusto Valente*

A Política de Desenvolvimento Produtivo, lançada hoje pelo presidente Lula, no BNDES, prorrogará o Reporto (estímulo à modernização dos portos, com renúncia fiscal), a manutenção do REIDI e estenderá o Reporto para a operação ferroviária, visando estimular a aquisição de locomotivas e demais equipamentos ferroviários.

Esta última atende a um pleito de mais de dois anos dos operadores ferroviários.

Clique aqui e aqui e leia o que já publicamos a esse respeito.

* José Augusto Valente: engenheiro e trabalho há 35 anos na área de transportes. Fui Presidente do DER-RJ em 2002 e titular da Secretaria de Política Nacional de Transportes, do Ministério dos Transportes, no período de maio/2004 a junho/2007. Atualmente atuo como Consultor em Logística e Transporte.

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Meu e-mail para contato é: joseaugustovalente@gmail.com

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Moradora de rua queimada no centro do Rio

Postado em 13 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Em tempos de vitimização da classe média e intensa criminalização da pobreza, uma adolescente moradora de rua morreu queimada no centro do Rio de Janeiro ao dormir sob um viaduto. Todos os jornais noticiaram este acontecimento trágico. Porém acho que esta notícia deveria ser destacada por um outro ângulo, para além do destaque da maneira como a jovem foi morta.

Esse é o momento em que devemos ressaltar a ausência de políticas públicas dignas para atender esta parcela da população que sofre com o desemprego, a falta de moradia, a miséria, enfim a total violação dos direitos fundamentais à vida. É o momento de pensarmos nas condições dos abrigos destinados a esta população que ao invés de serem considerados como uma alternativa para a situação de vulnerabilidade social, é visto por estas vítimas como ameaça aquilo que eles acreditam ser liberdade.

Atualmente estamos ouvindo falar o tempo todo na mídia sobre os direitos humanos, principalmente em tempos de assassinatos bárbaros no âmbito daqueles que fazem a opinião do país. A minha ressalva aqui é no sentido de certificar que os direitos humanos envolvem também uma parcela da população que é a todo tempo marginalizada. E que estes marginalizados convivem a todo tempo com a violação dos direitos humanos, seja por parte da sociedade e do próprio Estado que deveria garantir o mínimo de bem-estar dos indivíduos para que estes se entendam e sejam entendidos como cidadãos de fato, integrantes de um Estado Democrático de Direitos. A minha ressalva é para que todos consigam identificar que estamos em uma verdadeira “barbárie”, entendendo esta como um retrocesso da sociedade que retira direitos e bem-estar e cria privilégios, naturalizando, assim, a desigualdade.

* Por Beatriz Diniz

JB Online

RIO – O corpo da moradora de rua Flávia de Souza Oliveira, 15 anos, permanece no Instituto Médico-Legal (IML). Até o momento, espera-se familiares para providenciar o sepultamento da adolescente. A jovem morreu queimada sob o viaduto dos Marinheiros, no Centro do Rio de Janeiro, no fim da madrugada de sábado.

Welington Alves, 16 anos, permanece internado no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) no Hospital Souza Aguiar em estado gravíssimo. Quase 100% do corpo do rapaz está com queimaduras de segundo e terceiro graus.

Paulo Roberto de Oliveira Ribeiro, de 19 anos, foi detido por ser suspeito de ter ateado fogo nos dois após uma briga.

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