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Blog do Desemprego Zero

Archive for maio 7th, 2008

Dilma depõe em comissão do Senado. Oposição quer que ela fale sobre dossiê

Postado em 7 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Publicado originalmente no O Globo online

Por Gerson Camarotti

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, está na manhã desta quarta-feira (7) na Comissão de Infra-Estrutura (CI) do Senado para prestar depoimento. Oficialmente, ela foi convocada para falar sobre as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mas a oposição pretende questioná-la o máximo possível sobre a elaboração do dossiê com gastos sigilosos do ex-presidente Fernando Henrique.

” A legitimidade desta sessão passa pela senhora começar a reunião abrindo seu coração e dizendo o que sabe sobre o dossiê ”

Antes de a ministra iniciar sua exposição, dois líderes da oposição, os senadores Arthur Virgílio (PSDB-AM) e Agripino Maia (DEM-RN) pediram que Dilma faça declarações sobre o caso do dossiê.

Virgílio afirmou que a palavra de Dilma sobre o dossiê será relevante e prometeu tratar a ministra com “urbanidade e cavalheirismo”. Leia o resto do artigo »

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Tucanos trocam insultos, e Alckmin é lançado em São Paulo

Postado em 7 dEurope/London maio dEurope/London 2008

A indicação de Geraldo Alckmin para prefeito de São Paulo causou confusão entre os tucanos que defendem a reeleição de Gilberto Kassab para prefeito.

Por Katia Alves.

Publicado originalmente no Vermelho

Após uma reunião tensa, marcada por bate-bocas e troca de insultos, o ex-governador Geraldo Alckmin foi indicado ontem (5) à noite pré-candidato do PSDB a prefeito de São Paulo  pelo presidente do diretório paulistano do partido, José Henrique Reis Lobo.

A indicação terá de ser referendada na convenção do partido que deve ocorrer, segundo a lei eleitoral, até o final de junho. A candidatura não chegou a ser submetida aos 71 membros do diretório, como estava programado e era a expectativa de Alckmin e de seu grupo, que planejavam transformar o encontro em uma festa.

Mas tucanos que defendem o apoio à reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM) devem recorrer da decisão, enfrentar Alckmin na convenção e aprofundar a divisão do partido. Serão 1.228 delegados aptos a votar. Uma contraproposta terá de reunir 30% desse total. Leia o resto do artigo »

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A ordem mundial segundo Keynes

Postado em 7 dEurope/London maio dEurope/London 2008

A resistência do então assessor da Coroa britânica à dominação econômica norte-americana, então emergente e hoje ameaçada, e suas receitas para países como o Brasil, poderiam ser uma fonte de inspiração para os dias de hoje.

James Galbraith*

Fonte: LMD Brasil

Keynes imaginava um sistema em que as grandes nações não fossem obrigadas a colocar o cumprimento de acordos comerciais acima dos objetivos do progresso social.

Em 1944, no final da II Guerra Mundial, a Conferência de Bretton Woods criou o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. O renome conquistado por John Maynard Keynes com suas retumbantes críticas ao Tratado de Versalhes de 1919 [1] e, em seguida, sua revolução teórica, em meados da década de 30, e suas inovadoras propostas para enfrentar a Grande Depressão, valeu-lhe a liderança da delegação britânica. Como relata Robert Skidelsky em sua trilogia [2], Keynes enfrentou a vontade do Tesouro norte-americano de impor à Grã-Bretanha, à beira da bancarrota, uma rigorosa dependência financeira. O presidente Franklin D. Roosevelt terminaria por resolver o problema por meio de um empréstimo prévio referente ao período de duração da guerra. Mas o assessor da Coroa britânica iria ter que enfrentar questões muito mais sérias para a ordem mundial daquela época. Sua resistência à dominação econômica norte-americana, então emergente, poderia ser uma fonte de inspiração até os dias de hoje.

Para o pós-guerra, Keynes imaginava um sistema em que as grandes nações não fossem obrigadas a colocar o cumprimento de acordos comerciais acima dos objetivos do progresso social, particularmente o do pleno emprego. Previa a coexistência do livre comércio com um generoso sistema de proteção, garantido por instituições financeiras internacionais. Este teria como principal mecanismo um creditor adjustment (ajuste de créditos) que iria impor sanções aos países com excedentes comerciais, e não àqueles em situação deficitária. Isso obrigaria os primeiros a optarem entre aceitar uma discriminação em relação a suas vendas comerciais ou ampliar a demanda de seus mercados internos para absorver mais importações. Paralelamente, os devedores teriam direito a uma linha de crédito num sistema de pagamentos internacional baseado num mecanismo de compensação e numa moeda de reserva mundial – o bancor.

Ordem inaceitável para norte-americanos

Ele previa a coexistência do livre comércio com um generoso sistema de proteção, garantido por instituições financeiras internacionais. Leia o resto do artigo »

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‘Oitavo mandamento, mentirás’

Postado em 7 dEurope/London maio dEurope/London 2008

“O presidente George W. Bush havia anunciado que a guerra poderia custar, quando muito, 50 bilhões de dólares, no entanto a carnificina do Iraque dura há mais de cinco anos e, neste período, os Estados Unidos gastaram um milhão de milhões de dólares matando civis inocentes”.

Por katia Alves

Por Eduardo Galeano

Publicado no Vermelho  

Até há pouco as grandes mídias brindavam-nos, a cada dia, números alegres acerca da luta internacional contra a pobreza. A pobreza estava a bater em retirada, ainda que os pobres, mal informados, não soubessem da boa notícia. Os burocratas mais bem pagos do planeta estão a confessar, agora, que os mal informados eram eles. O banco Mundial divulgou a atualização do seu International Comparison Program. Neste trabalho participaram, juntamente com o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, as Nações Unidas, a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico e outras instituições filantrópicas.

Ali os peritos corrigem alguns errinhos dos relatórios anteriores. Entre outras coisas, ficamos a saber agora que os pobres mais pobres do mundo, os chamados “indigentes”, somam 500 milhões mais do que os que apareciam nas estatísticas. Além disso, ficamos a saber que os países pobres são bastante mais pobres do que aquilo que diziam os numerozinhos e que a sua desgraça piorou enquanto o Banco Mundial lhes vendia a pílula da felicidade do mercado livre. E como se isso fosse pouco, verifica-se que a desigualdade universal entre pobres e ricos havia sido mal medida e à escala planetária o abismo é ainda mais fundo que o do Brasil.

Outra mentira

Ao mesmo tempo, um ex vice-presidente do Banco Mundial, Joseph Stiglitz, num trabalho conjunto com Linda Bilmes, investigou os custos da guerra do Iraque. O presidente George W. Bush havia anunciado que a guerra poderia custar, quando muito, 50 bilhões de dólares, o que a primeira vista não parecia demasiado caro tratando-se da conquista de um país tão rico em petróleo. Eram números redondos, ou melhor, quadrados. Leia o resto do artigo »

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Estão fazendo do etanol um? bode expiatório?, diz UE

Postado em 7 dEurope/London maio dEurope/London 2008

“Os biocombustíveis não solucionarão todos os nossos problemas, mas também não são os responsáveis pela fome. Usado de maneira correta, pode ser uma arma contra mudanças climáticas e até um seguro contra problemas de fornecimento de energia.”  alega a Comissária de Agricultura da União Européia (UE), Mariann Fischer Boel.

Por Katia Alves

Por Jamil Chade

Publicado no Estadão

Comissária de Agricultura da região culpa os especuladores pela alta dos preços dos alimentos

A principal autoridade agrícola da Europa reafirmou ontem o compromisso do continente em expandir o etanol e acusou a imprensa internacional e ativistas de estarem transformando o biocombustível em “bode expiatório”. A Comissária de Agricultura da União Européia (UE), Mariann Fischer Boel, rejeitou a tese de que o etanol seja o responsável pela alta nos preços dos alimentos, culpou os especuladores e garantiu que a UE seguirá com suas metas de aumento do uso do combustível nos próximos anos, até mesmo com a importação do etanol.

Segundo ela, em 1998, o volume de investimentos no setor chegava a US$ 10 bilhões. No ano passado, foram US$ 140 bilhões. “Apenas em fevereiro, 140 produtos financeiros com base nas commodities foram lançados. Esse é o maior número já registrado”, afirmou Mariann, insinuando a participação dos especuladores na alta dos preços.

A declaração feita em Bruxelas foi considerada uma dura mensagem às críticas cada vez maiores que existem na Europa em relação ao biocombustível, inclusive por parte de alguns governos. Mesmo dentro da UE, alguns comissários alertam para os riscos da expansão, alegando que o projeto deve ser feito com cuidado. Leia o resto do artigo »

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Oi mais Brasil Telecom

Postado em 7 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Por Paulo Metri

Publicado no Mercantil

A incorporação da Brasil Telecom pela Oi entrou na fase dos grupos de interesse fazerem suas críticas, na mídia em geral, utilizando pesadamente o poder econômico, para influenciar a opinião pública. Esta busca de manipulação da opinião da população, se valendo, na maioria dos casos, de análises simplificadas, ocorre com diversos temas, trazendo grandes benefícios para os manipuladores.

O fato de as duas empresas divulgarem o interesse mútuo pela incorporação, que é proibida pela lei das outorgas, em uma demonstração de prepotência, é pouco inteligente. Os congressistas deveriam demonstrar indignação, senão, darão a impressão que cumprem ordens do empresariado.

No entanto, se o Executivo acha que a lei atual não atende aos interesses da sociedade, ao se posicionar a favor da mudança, não é razão para ser criticado, bastando ver, no artigo 61 da Constituição, que ele pode ser propositor de projetos de lei. Contudo, o fato de o Executivo ter possibilidade de propor a mudança de leis não significa, obviamente, que qualquer proposta oriunda dele é melhor que a lei existente e, portanto, críticas ao conteúdo da proposta podem e devem ser feitas.

Na época da implantação do modelo atualmente existente no setor houve forte preocupação com a garantia da concorrência, em detrimento de outros objetivos tão importantes quanto este para a sociedade. Esta garantia não é mais vista como o único objetivo a ser considerado na administração de um setor industrial ou de serviços, pois, por exemplo, uma forte concentração de empresas estrangeiras em um setor é tão preocupante quanto existir um número reduzido de empresas atuando no setor. Leia o resto do artigo »

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