Postado em 1 dEurope/London maio dEurope/London 2008
“Para aumentar o impacto redistributivo da política social brasileira, tornam-se necessárias algumas mudanças que separem as medidas realmente distribuidoras de renda das concentradoras”.
Por Katia Alves
Por Sérgio Garschagen, de Brasília
Publicado originalmente Desafios do Desenvolvimento
Após uma forte queda nos anos imediatamente após o Plano Real, o número de pessoas na extrema pobreza permaneceu estagnado até 2003 em cerca de 21% da população brasileira. A partir desse ano, três fatores começaram a contribuir para a queda forte da pobreza extrema. O primeiro, que já se podia notar desde a década de 1990, é a redução gradual na desigualdade dos rendimentos do trabalho. O aumento quase contínuo do salário mínimo desde 1995 e a melhoria paulatina da qualificação da força de trabalho se combinaram para reduzir a desigualdade.
O segundo importante fator foram as políticas sociais. Por meio da seguridade social e de mecanismos como o Programa Bolsa Família, o governo tem transferido somas crescentes aos segmentos mais pobres da sociedade brasileira. A indexação dos benefícios da seguridade ao salário mínimo e o crescente orçamento do Bolsa Família estão entre os fundamentos da redução da pobreza.
Finalmente, nos últimos dois anos, a retomada da atividade econômica tem levado a níveis crescentes de renda para as famílias brasileiras - tanto pela via do mercado de trabalho como pela via das transferências governamentais. Leia o resto do artigo »
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Postado em 1 dEurope/London maio dEurope/London 2008
Em relação à classificação de risco Fitch Ratings que promoveu o Brasil para grau de investimento, preocupou os exportadores de manufaturados, pois com isso haverá maior a entrada de dólares “derretendo” a moeda americana.
*Por Katia Alves
Publicado originalmente no DCI
Por Robson Gisoldi
O anúncio da agência de classificação de risco Fitch Ratings promovendo o Brasil para grau de investimento agradou muitos analistas do País, mas também gerou preocupação no setor exportador quanto a possibilidade de queda “drástica” do câmbio. O temor existe porque a classificação pode gerar uma entrada maior de dólares no País, “derretendo” ainda mais a moeda americana.
O vice-presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, quando soube do anúncio foi categórico: “para o setor exportador de manufaturados a notícia é muito ruim. Para os representantes de commodities é ruim”, afirma. O argumento pessimista do representante leva em conta a possível queda do dólar num cenário futuro. “Não é apenas o grau que derruba o câmbio, mas ele cria expectativas de entrada maior de recursos. As commodities como estão com o preço elevado no mercado ainda continuam bem”, defende.
O medo vem do fraco desempenho da balança comercial brasileira, que tem caído mês a mês. No apanhado do ano, houve um avanço de 20,2% nas exportações somando US$ 67,5 bilhões. Porém, o crescimento das importações foi bem superior, chegando a 48,7%, contabilizando US$ 60 bilhões. Com esse resultado, a balança recuou de US$ 16,3 bilhões em 2007, para apenas US$ 7,5 bilhões em 2008. Leia o resto do artigo »
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Postado em 1 dEurope/London maio dEurope/London 2008
“O modelo e as lideranças nascidas da Nova República e da Constituição de 1988 se esgotam com o fim da era Lula. Já se tem diversos movimentos que, em algum lugar do futuro, permitirão a reorganização partidária.”
*Por Luciana Sergeiro
Publicado em: Blog Nassif
Por: Luis Nassif
O Brasil está no fim de um ciclo político. O modelo e as lideranças nascidas da Nova República e da Constituição de 1988 se esgotam com o fim da era Lula. Do bojo do velho MDB nasceu o PSDB e, de certo modo, o PT. Em meados dos anos 80, principalmente depois de Orestes Quércia assumir o comando da legenda, um grupo de políticos, sindicalistas, intelectuais se uniram para lançar as bases de um partido de centro-esquerda.
Nasceram dois: o PSDB e o PT, ambos primos, não irmãos, com algumas diferenças claras. O PSDB nasceu das lideranças cassadas ou que resistiram ao AI-5. O PT nasceu das organizações de base, do sindicalismo do ABC e da militância dos grupos que, nos anos de chumbo, enveredaram pela luta armada.
O PT cresceu como partido de massa, de mobilização; o PSDB como partido de quadros. À frente deles, dois políticos que, compreensivelmente, colocaram a governabilidade acima de tudo: FHC e Lula. Leia o resto do artigo »
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Postado em 1 dEurope/London maio dEurope/London 2008
Veja a seguir, entrevista com Maria da Conceição Tavares.
Por Katia Alves
Por Jorge Luiz de Souza e Roberto Müller Filho
Publicado originalmente no Desafios do desenvolvimento
“Tomara eu ter o Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos como Banco Central. Eles tratam direitinho das duas metas que eles têm, que são crescimento e inflação. Eles não acham que só têm que atacar a inflação. Eles acham que também não podem mergulhar a economia na depressão”, diz a professora Maria da Conceição Tavares. Quanto à possibilidade de o Brasil se tornar exportador de petróleo, diz esperar “que não seja tão cedo, porque seria um disparate entrar nessa agora”.
Desafios – Essa perda de valor do dólar significa que os Estados Unidos entraram numa crise sem precedentes?
Conceição – Eu já não gosto dessa hipótese porque já se falou dela há mais de 30 anos, quando todo mundo começou a dizer que os Estados Unidos tinham capotado, a indústria deles tinha acabado, o Made in América tinha ido para o diabo. A indústria deles, realmente, a não ser a indústria top, não concorre hoje com as indústrias do mundo. Só que eles têm os setores muito pesados, não só os financeiros como os de tecnologia.Então, não vão quebrar. Ah, mas tem um déficit de transações correntes, dizem. Isso aí é ignorância, porque o déficit de transações correntes é à custa do mundo, que manda sua poupança para eles. É o que acontece, inclusive, com os chineses, japoneses e nós, a América Latina inteira, todos que têm saldo de balanço de pagamentos que está em dólar estão mandando para eles.
Desafios – E a China é um problema para ao Brasil?
Conceição – Eles puxam o preço das matérias-primas e nós nos beneficiamos disso, porque somos grandes produtores, tanto de minerais como de commodities tipo aço ou grãos. Nós só não somos grandes produtores é de petróleo, quer dizer, grandes nós até já somos, por causa do nosso tamanho, mas nós não somos exportadores. E espero que não sejamos tão cedo, porque seria um disparate entrar nessa agora. Leia o resto do artigo »
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Postado em 1 dEurope/London maio dEurope/London 2008
“Roberto Mangabeira Unger deu início, em setembro do ano passado, a reuniões com as principais centrais sindicais com o objetivo de um projeto de reforma da legislação trabalhista, esta reforma tem três objetivos: reduzir a informalidade no mercado de trabalho, reverter à queda da participação dos salários na renda nacional e reformar o regime sindical.”
*Por Luciana Sergeiro
Publicado em: Blog Nassif
Por: Luis Nassif
Em setembro do ano passado, recém-empossado no cargo de Secretário Especial de Ações de Longo Prazo, Roberto Mangabeira Unger deu início a reuniões com as principais centrais sindicais, visando um projeto de reforma da legislação trabalhista.
Ontem, anunciou oficialmente sua proposta.
As mudanças têm três objetivos básicos: reduzir a informalidade no mercado de trabalho, reverter à queda da participação dos salários na renda nacional e reformar o regime sindical.
Para avançar em direção da formalização do trabalho, Mangabeira Unger e os líderes sindicais apontam três caminhos: Leia o resto do artigo »
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Postado em 1 dEurope/London maio dEurope/London 2008
Por Maria de Fátima de Oliveira*
Nome oculto
Meu nome é um desafio.
Define um caminho.
Aponta uma direção.
A doçura das Marias,
O perfume das olivas,
A abertura e a soltura
Das portas do coração.
Mas não define quem sou!
Eu, você! Cada ser vivo
Carrega um nome interior secreto,
Por ele mesmo, talvez, ignorado.
Quem sou eu, na raiz última do ser,
Naquela solidão que ninguém toca,
Nem o pai ou a mãe mais extremosos,
Nem o amante mais apaixonado?
Esse mistério escondido
Por vez aflora em versos ou canções,
Em momentos de silêncio consentido,
Numa lágrima, num gesto,
Num grito ou num protesto,
Num toque palpitante de emoções!
Aflora, não se expõe! Leia o resto do artigo »
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Postado em 1 dEurope/London maio dEurope/London 2008
Publicado originalmente no Blog Logística e Transporte
Por José Augusto Valente*
A agência de classificação de risco Standard and Poor’s concedeu ao Brasil o patamar de grau de investimento nesta quarta-feira (30).
A decisão representa uma melhora na recomendação do Brasil, que passa a ser considerado investimento seguro para investidores estrangeiros.
Confira os indicadores de mercado
Aguardada há alguns anos pelo governo e por agentes do mercado financeiro, a notícia foi vista com surpresa pelo mercado, já que não era esperada ainda neste primeiro semestre.
Leia mais no site G1
Leia mais no site Uol
Essa é a melhor notícia que poderíamos divulgar neste ano.
A Standard&Poors é a mais conservadora das que atribuem graus de investimento a países em desenvolvimento. Por conta disso, o significado é maior ainda.
Vivemos um ciclo virtuoso na economia e na área social e a tendência, daqui pra frente, é que esse ciclo se acelere, embora alguns efeitos colaterais negativos possam surgir em função dessa nova realidade, como a apreciação do câmbio.
De qualquer forma, podemos abrir a garrafa de champanhe e comemorar.
* José Augusto Valente: engenheiro e trabalho há 35 anos na área de transportes. Fui Presidente do DER-RJ em 2002 e titular da Secretaria de Política Nacional de Transportes, do Ministério dos Transportes, no período de maio/2004 a junho/2007. Atualmente atuo como Consultor em Logística e Transporte.
Currículo.
Meu e-mail para contato é: joseaugustovalente@gmail.com
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Postado em 1 dEurope/London maio dEurope/London 2008

Gustavo Antônio Galvão dos Santos * e Rodrigo L. Medeiros **
José Murilo de Carvalho descreve em um belo livro, ‘A formação das almas: o imagiário da república no Brasil’ (Companhia das Letras, 1990), ser uma tarefa complexa a substituição de um regime. Entre as suas diversas e preciosas observações sobre a formação republicana brasileira, merece destaque a seguinte: “O instrumento clássico de legitimação de regimes políticos no mundo moderno é, naturalmente, a ideologia, a justificação racional da organização do poder” (p.9).
Desde 1873, havia em São Paulo o partido republicano mais organizado do país. A respectiva província encontrava-se asfixiada politicamente pela centralização monárquica e experimentava um surto de expansão cafeeira. Para os grandes proprietários que compunham o Partido Republicano Paulista (PRP), uma república ideal deveria basear-se no federalismo norte-americano. A esses era conveniente uma constituição individualista do pacto social, pois a mesma evitaria a ampliação da participação popular. Não se pode olvidar que a postura liberal do PRP baseava-se no darwinismo social, inspirado em Spencer, a grande influência do principal teórico paulista da República, Alberto Sales. No Brasil, o liberalismo adquiria progressivamente um caráter de acomodação e naturalização das desigualdades.
O que a Nova República teria a ver com isso? Tratar-se-ia do passado que se repete como tragédia e farsa? Luis Nassif, por exemplo, disse o que muitos cientistas políticos estão demorando para perceber: o presidencialismo brasileiro torna os governos reféns da “governabilidade” e que a realidade está esfacelando tudo o que se imagina ser partido político no Brasil. Leiam aqui
Onde então estariam efetivamente os partidos de base popular e das demais classes sociais? A professora Maria da Conceição Tavares, por sua vez, disse que eles não existem nas Américas. De fato, Conceição Tavares tem alguma razão, pois os partidos de classe no Brasil não resistem à realidade nacional. Em São Paulo, por exemplo, essa concepção pôde fazer um pouco mais de sentido, dado que na grande ABC havia um grande operariado. Leia o resto do artigo »
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