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Blog do Desemprego Zero

Uma política para atravessar fronteiras

Escrito por Imprensa, postado em 24 dEurope/London abril dEurope/London 2008 Imprimir Enviar para Amigo

No Brasil falta uma política para incentivar as empresas atuarem no exterior e faltam profissionais capacitados para operações estrangeiras… e são pouquíssimas empresas que conseguem superar essas dificuldades.  

Por Kátia Alves

Por Claudia Mancini

Publicado na: Gazeta Mercantil

Vale do Rio Doce, Gerdau e Marcopolo têm superado obstáculos, mas são exceção

Ser um país emergente nunca foi e provavelmente nunca será fácil. Ser empresa de país emergente pode ser ainda mais difícil, em especial se houver pretensões de expandir negócios para o exterior. Empresas como Vale do Rio Doce, Gerdau e Marcopolo têm superado obstáculos, mas fazem parte de seleto grupo no Brasil – tão seleto que indica que algumas coisas estão fora de lugar ou não estão em lugar algum.

Um dos problemas para a empresa brasileira que quer se internacionalizar é a falta de política pública de incentivo a investimentos diretos no exterior. “Se você quiser saber quem lida com esse assunto no Brasil, possivelmente vai acabar na mesa de um funcionário de estatísticas do Banco Central. Não há política formulada e coerente para apoiar quem quer se tornar transnacional”, diz Karl Sawant, diretor executivo do Columbia Program on International Investment (CPII), da Universidade de Columbia.

E o que uma política dessas deve incluir? Para Sawant, o governo deve financiar estudos de viabilidade e oferecer seguro para investimentos. Outro  passo é colocar à disposição das empresas informações sobre oportunidades e ambiente de negócios em outros países. Tudo de maneira organizada e centralizada. É preciso também acordos bilaterais de investimentos que evitem dupla tributação e esclareçam questões trabalhistas, por exemplo. Como demonstraram reportagens da editora de Direito Corporativo da Gazeta Mercantil, Gilmara Santos, países com os quais o Brasil não tem tratados tendem a diminuir suas fatias no bolo de IED que entra aqui (publicação em 12 de março). E só há uma lei sobre o trabalho de brasileiros expatriados por suas firmas (publicação em 26 de março). Ainda por cima é lei para atender primordialmente um setor, o da construção civil.

Países desenvolvidos têm essa política de incentivo e alguns emergentes já correram para fazer as suas. Caso da China, com o programa “Go Global”, de Cingapura e Malásia, que têm programas detalhados, e do Chile, que tem um pouco dessa política, diz Sawant. Ele sugere que o Brasil olhe os modelos estrangeiros para definir qual será o seu. Essa definição pode amenizar outros desafios para as já múltis e outras que querem ser múltis brasileiras.

Um desafio é a necessidade citada acima de saber quais são as regras, leis, arranjos políticos, hábitos e cultura no país de interesse. Outro é a inexperiência em operar no exterior. Em geral, o conhecimento das empresas brasileiras sobre mercados externos é pelo comércio. A turbulenta fusão da alemã Daimler-Benz e da norte-americana Chrysler mostra como é complicado operar fora por meio de fusão ou aquisição, até para quem está acostumado a isso. Imagine então iniciantes.

Conectado a isso está a dificuldade em recursos humanos. Falta no Brasil gente capacitada para operações estrangeiras e é típico do país o fato de estrangeiros dificilmente chegarem a altos postos em empresas nacionais – isso evita que brasileiros aprendam o que pode ser ensinado por gente de fora. A valorização do real contribuiu para que o fluxo de investimento direto brasileiro no exterior crescesse, mesmo estando ainda concentrado para a Argentina – o que não é um problema ser direcionado numa primeira fase para economias vizinhas -, para os EUA. Ao final de 2006, o estoque desses investimentos somava US$ 107 bilhões, 10% do PIB. Mas, se o Brasil quer ser mais eficiente e pretende buscar isso em parte por meio de investimento no exterior, empresas e governo precisam se aliar o quanto antes para resolver questões como as levantadas pelo CPII.

Fusões e aquisições vão continuar no mundo todo, impulsionando o fluxo de IED – que do US$ 1,3 trilhão estimado em 2006 podem chegar a US$ 1,6 trilhão em 2011-, elas não esperarão pelo Brasil – ao contrário, é crescente o protecionismo de desenvolvidos contra empresas de economias em desenvolvimento -, e outros emergentes, como a China, estão cada vez mais experientes em operar no exterior.

 



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