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Roteiro para entender a crise
Posted By Imprensa On 15 abril, 2008 @ 8:30 pm In O que deu na Imprensa,Política Econômica | No Comments
Hoje, a coluna sobre economia de Luiz Nassif colocou a reforma tributária em pauta…
*Por Elizabeth Cardoso
Publicado originalmente no Blog do Nassif [1], na aba Economia
Por Luiz Nassif
Mudar a agenda fiscal
A última reunião do Conselho de Economia de FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) teve como tema a reforma tributária.
Qualquer projeto pode ser destruído ou consagrado se se ficar nos detalhes. Mais importante que os detalhes foram alguns temas conceituais relevantes, que brotaram da discussão.
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Fosse um país europeu, ou os Estados Unidos, valeria a proposta do deputado federal Francisco Dornelles
O restante seria remetido ao Código Tributário Nacional, que seria reformulado a partir de uma comissão de notáveis.
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A questão de se colocar tudo na Constituição se deve à falta de confiança dos atores políticos na manutenção das regras do jogo. E há razões para isso. Não fosse constitucionalizado, há muito a voracidade financeira teria avançado sobre o orçamento vinculado à saúde e educação.
Por outro lado, quando se constitucionaliza, qualquer problema de interpretação do texto não poderá ser corrigido facilmente, devido à necessidade de 2/3 para mudar emendas constitucionais.
Daí a importância de conceitos claros constitucionalizados e regulamentação infraconstitucional. E uma aposta no amadurecimento político brasileiro.
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Na reunião da Cosec – e em quantas outras foram feitas sobre o tema – fica claro que há dois problemas para as empresas: a complexidade dos tributos e a elevada carga tributária. Sabe-se também que a carga é resultante das despesas.
Parte dessa carga é dinheiro direto no bolso de beneficiários de políticas sociais. Com esta, não se mexe. Parte relevante se perde em processos mal feitos, em desperdício, falta de indicadores de gestão. O país já possui know-how suficiente para aquilatar os ganhos provenientes de melhoria de gestão.
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Há uma enorme dificuldade – do governo, do Congresso, das entidades empresariais – de não incorporar a questão da gestão nessas discussões, de não entender as enormes possibilidade abertas pelas novas tecnologias – não apenas a Internet como os modelos de gestão.
Visionário extraordinário, Roberto Campos percebeu, lá atrás, que o dinheiro eletrônico revolucionaria as formas de arrecadação. Não apenas elas, mas o controle dos gastos. Cartão corporativo, bolsa eletrônica de compras, são ferramentas preciosas para a criação de um conjunto de indicadores de desempenho. Ou se introduzem esses novos paradigmas na discussão da reforma fiscal, ou o tamanho do todo sempre será menor que a soma das partes.
A criação das agências reguladoras previu a montagem de indicadores de acompanhamento.
Se o problema é a qualidade de despesas públicas, é hora de inovar a pauta de discussões e incluir a obrigatoriedade de criação de indicadores de gestão em tudo o que for possível no serviço público.
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[2]
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[3] ? A questão dos impostos e juros: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2007/07/a-questao-dos-impostos-e-juros/
[4] ? Manifesto Grupo Crítica Econômica: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2007/07/manifesto-grupo-critica-economica/
[5] ? O que é política de pleno emprego?: http://www.desenvolvimentistas.com.br/desempregozero/2007/07/o-que-e-politica-de-pleno-emprego/
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