POTÊNCIAS EUROPÉIAS BARRAM CRIAÇÃO DE ÓRGÃO DE CONTROLE BANCÁRIO
Escrito por leonunes, postado em 7 dEurope/London abril dEurope/London 2008
Léo Nunes – Paris – A crise econômica mundial, iniciada no mercado de crédito subprime dos EUA, trouxe à tona a discussão acerca da criação de um órgão supranacional, no âmbito da União Européia, que teria como objetivo a supervisão e o controle sobre o sistema bancário europeu.
Numa economia capitalista, cabe ao Estado, convocado pelos donos da banca, o papel de emprestador de última instância e de árbitro das crises financeiras nacionais e internacionais. De fato, sem algum tipo de socialização das perdas, torna-se quase impossível evitar que muitas crises contaminem o “lado real” da economia.
Entretanto, o custo da socialização das perdas é diretamente proporcional ao nível de desregulamentação financeira. Ademais, a liberalização financeira, levada ao paroxismo no capitalismo pós-Bretton-Woods, trouxe no seu bojo um custo muito maior para a resolução das crises. E parte deste custo é necessariamente arcado pelo Estado e, em última instância, pelo contribuinte, através da utilização direta de recursos públicos ou pelos inconvenientes de uma recessão econômica.
Portanto, a criação de um órgão supranacional de supervisão e controle do sistema bancário seria fundamental para minimizar os efeitos das crises financeiras. Todavia, Economia é Política. A concepção de tal organismo iria de encontro ao interesse de potências como França, Reino Unido e Alemanha, pois retiraria das mesmas a autonomia na gestão da política econômica. Os mais fracos clamam por tal mudança, mas esta reivindicação deve ser inócua, dado que a corda sempre pende para o mesmo lado.
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7 dEurope/London abril, 2008 as 6:11 pm
e a foto?
8 dEurope/London abril, 2008 as 10:32 am
Parabéns Leo! Seus textos estão muito bons. Seria a influência da Cidade Luz? Claro que não, pois você já saiu inteligente do Brasil…
Um abraço,
Rodrigo L. Medeiros
8 dEurope/London abril, 2008 as 11:11 am
Olá Rodrigo,
Muito obrgado por suas palavras.
Seus comentários também são sempre muito pertinentes!!!
Um abraço, Léo.