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	<title>Comentários sobre: Ponto de inflexão na gestão da economia</title>
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		<title>Por: Rodrigo Loureiro Medeiros</title>
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		<dc:creator>Rodrigo Loureiro Medeiros</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 25 Apr 2008 12:45:13 +0000</pubDate>
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		<description>O relatório de mercado do Banco Central do Brasil, o Boletim Focus, continua apontando no sentido de déficits em transações correntes para 2008 e 2008. A elevação da taxa básica de juros, a Selic, e a apreciação do real em relação ao dólar são causas de uma peça de profecia auto-realizável.

Nesse sentido, uma observação de Martin Wolf me parece interessante: “Seriam estas últimas [as economias emergentes] agora robustas o bastante para acumularem déficits em conta corrente de forma segura?&quot; Eis uma questão para o doutor Henrique Meirelles e o presidente Lula.

No que diz respeito ao caso brasileiro, a experiência e a boa teoria nos ensinam que a resposta é não. Bom, a não ser que o doutor Meirelles queira promover mais um jantar da ortodoxia tupiniquim. Nada melhor do que o diagnóstico de um prêmio Nobel de Economia:

&quot;O que torna a especulação lucrativa é o dinheiro proveniente dos governos, apoiados pelo FMI. Quando o Fundo e o governo brasileiro, por exemplo, gastaram aproximadamente 50 bilhões de dólares para manter a taxa cambial em um nível supervalorizado no fim de 1998, para onde foi o dinheiro? Ele não desaparece no ar, acaba indo para o bolso de alguém – grande parte desse dinheiro foi para o bolso de especuladores” (STIGLITZ, J. A globalização e seus malefícios. São Paulo: Futura, 2002. p.245).

Há tentativas de mudanças no FMI, reconhecido mundo afora como anexo do Tesouro dos EUA, e o momento é outro no mundo. No entanto, um velho pensador disse certa vez que o passado só se repete como tragédia e farsa...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O relatório de mercado do Banco Central do Brasil, o Boletim Focus, continua apontando no sentido de déficits em transações correntes para 2008 e 2008. A elevação da taxa básica de juros, a Selic, e a apreciação do real em relação ao dólar são causas de uma peça de profecia auto-realizável.</p>
<p>Nesse sentido, uma observação de Martin Wolf me parece interessante: “Seriam estas últimas [as economias emergentes] agora robustas o bastante para acumularem déficits em conta corrente de forma segura?&#8221; Eis uma questão para o doutor Henrique Meirelles e o presidente Lula.</p>
<p>No que diz respeito ao caso brasileiro, a experiência e a boa teoria nos ensinam que a resposta é não. Bom, a não ser que o doutor Meirelles queira promover mais um jantar da ortodoxia tupiniquim. Nada melhor do que o diagnóstico de um prêmio Nobel de Economia:</p>
<p>&#8220;O que torna a especulação lucrativa é o dinheiro proveniente dos governos, apoiados pelo FMI. Quando o Fundo e o governo brasileiro, por exemplo, gastaram aproximadamente 50 bilhões de dólares para manter a taxa cambial em um nível supervalorizado no fim de 1998, para onde foi o dinheiro? Ele não desaparece no ar, acaba indo para o bolso de alguém – grande parte desse dinheiro foi para o bolso de especuladores” (STIGLITZ, J. A globalização e seus malefícios. São Paulo: Futura, 2002. p.245).</p>
<p>Há tentativas de mudanças no FMI, reconhecido mundo afora como anexo do Tesouro dos EUA, e o momento é outro no mundo. No entanto, um velho pensador disse certa vez que o passado só se repete como tragédia e farsa&#8230;</p>
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